quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Até que ponto ter compaixão?

A história sempre se repete... Chuvas, inundações, desmoronamentos, desabrigados, vítimas. Salvo aquelas que são acometidas por fenômenos “naturais”, como um tsunami, a maioria das vítimas das chuvas parecem gostar de viver perigosamente, porque sempre são reincidentes.

É sabido que os recursos hídricos procuram seus cursos naturais, traduzindo, não são rios e córregos que invadem casas e sim, as casas que invadem aos mesmos.
As encostas das cidades normalmente sofrem invasões de pessoas, que constroem suas casas de noite para o dia, sem nenhuma preocupação com a segurança.  E, o poder público faz vistas grossas ou é conivente, não fiscalizando e removendo os invasores, que além de errados, exigem água, esgoto, energia elétrica e até pavimentação das ruelas abertas.
E assim, retornarmos ao ciclo vicioso que se repete anualmente, chuva, desabrigados, doações.  Soluções paliativas para problemas recorrentes.

Coincidentemente, por ser período de natal, as pessoas estão mais sensibilizadas, aptas a doarem, ajudarem. Donativos chegam de todas as partes, e o sistema agradece, pois, a conta acaba sendo rateada.
Não condeno a pratica da solidariedade, mas, muito mais que lamentações, precisamos de reflexões objetivas. O argumento da necessidade premente e a falta de opções dos que insistem em ocupar ou permanecer nesses locais, não justifica colocar em risco a vida de pessoas.

O fato é que tanto os nossos governantes quanto o povo ( físico ou jurídico), não podem ficar isentos de responsabilidades e culpas.

Um comentário:

Pedro Paulo disse...

Eliane,

Precisa as abordagens, sempre muito lúcida e extremamente esclarecida.

Aproveito a passagem para desejar a você e familares um excelente festa Natalina.
E que em 2012 seja um ano com muita saúde, paz, discernimento e prosperidade.

SDS.

Pedro Paulo

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