sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Um "velho" enredo para o carnaval!

Como serão os sambas enredos das escolas de samba no Rio de Janeiro para o carnaval de 2012?  Há muito tempo o Carnaval no Brasil, na figura dos grandes patronos de escolas de samba, mascara contravenções. E, nossas autoridades, (juízes, delegados, desembargadores, policiais civis e militares) sabem perfeitamente que atividades esses "senhores" exercem, mas nada fazem, porque pela Lei das Contravenções Penais, o jogo de "azar"( para sorte dos contraventores) é infração leve.

O próprio secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, parece ter jogado a toalha em relação ao jogo do bicho: “Ou se criminaliza essa prática, ou se legaliza”, disse Beltrame, depois de prender pela sexta vez o mesmo apontador de jogo.
Estamos cansados de saber quais os interessados na clandestinidade do jogo de bicho, não é mesmo? Como se não bastasse, fomos presenteados com um final de ano recheado de operações cinematográficas, com a polícia enxugando gelo ao invés dos nossos governantes fazerem o que é correto!
Para a justiça, “o apontador do jogo do bicho deve ser preso , trata-se  do elo fraco, a isca para a polícia apanhar o ''peixe grande”. Mas , como vimos recentemente, a história não é tão simples assim, pois , quando o “peixe grande” é preso não “há fato concreto” na investigação para embasar a prisão. Será que a justiça precisa de documentos provando por escrito com registro em cartório que eles são bicheiros?

Chega de Hipocrisia! O jogo do bicho há muito tempo não é mais um jogo inocente. Os resultados são manipulados, movimenta bilhões e tem por trás de si vários crimes de quadrilhas armadas, como homicídio, lavagem de dinheiro e corrupção.

Resta saber se os “bicheiros dos sambas” estarão novamente em 2012 durante a apuração dos resultados ostentando seus apetrechos de ouro, debaixo dos holofotes da Globo, como sempre o fazem.
E saber que o povo (a duras penas) e o governo financiam esta presepada sob codinome carnaval!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Queda de braço na segurança pública!

Temos por hábito individualizar problemas. Às vezes, criticamos um ou outro profissional (normalmente na área pública) que não cumpre o seu papel, mas, a verdade que por detrás de um mau profissional há uma corporação inteira mal preparada e conduzida. Até onde eu sei, não são realizados testes psicológicos com os futuros funcionários, a fim de constatar improbidade para determinadas funções.

Tomemos como exemplo a nossa polícia. Não fazendo apologia aos criminosos, uma polícia que pratica a tortura como técnica de investigação e oprime a população é uma polícia mal formada por inteiro. E a culpa é do sistema, pois, o modelo utilizado na formação dos oficiais é baseado no abuso de autoridade e agressões, fruto de nossa herança do passado (escravidão do século 19), que faz com que pessoas da base da pirâmide social continuem sendo oprimidas, tratadas como cidadãos inferiores.

Outra falha é a divisão. No Brasil, diferentemente de vários países do mundo, são duas as polícias, a civil (de caráter jurídico) e a militar (de caráter preventivo), e cada uma tem uma função. A meu ver, uma divisão desnecessária, porque além dos gastos excessivos (tendo duas policiais, tudo é em dobro: o número de pessoas, o número de imóveis, o número de viaturas...), é sabido que não há uma “reciprocidade” entre elas. Ao contrário, ambas criticam a atuação uma da outra.
E mais uma vez, o próprio sistema contribui para esta falta de integração: se um policial civil quiser ser militar ele não pode simplesmente ser transferido. Vai ter que começar tudo de novo: fazer curso e concurso e Vice-versa. Resumindo, estão juntos e separados!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Cheque em branco

Todo o fim de ano nossos representantes resolvem aumentar os seus salários. Ao contrário da grande maioria da população, que espera a merreca do aumento do mínimo anualmente, eles podem decidir quando e quanto seu salário deve aumentar.
 Alguns até que realizam protestos, mas a grande maioria da população assistem inertes ao “gordo” aumento salarial de seus representantes (sem contar com os benefícios e vantagens).
É fato! Ao eleger um representante o povo acaba pagando muito por pouco. Assina um cheque em branco. E isso acontece em todos os municípios brasileiros.
A revolta é que muitos trabalham para o enriquecimento próprio e invariavelmente cometem atos ilícitos devido contarem com uma espécie de “imunidade” (que culmina numa “impunidade eterna”) e quase nada retornam para a sociedade que representam e cujos interesses deveriam defender com seu trabalho e com as leis que redigem e votam.
Em minha opinião, até os eleitores se tornarem mais conscientes e preparados, para votar bem e melhor, os ocupantes dos cargos eletivos deveriam receber salários dos partidos dos quais fazem parte, como diria minha avó: “Quem pariu Mateus que o embale”.

 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Às escuras...

 Sexta-feira (23), a convite de minha mãe, fui assistir a uma apresentação do Grupo Reencontro em Seresta (Grupo monlevadense de Seresta que recebeu o titulo de utilidade pública na gestão Moreira) na Praça Sete de Setembro, que, diga-se de passagem, tornou-se infrequentável.
 Fiquei horrorizada com a falta de estrutura técnica. Não havia iluminação no interior do coreto, o que fez com que os cantores ficassem no escuro. Quem passava pela Getúlio Vargas tinha a impressão de estar ouvindo a uma gravação, porque não se via nada!

Alguém cosegue enxergar o Coral ao fundo?
Sem contar que, o público para prestigiar o evento, limitou-se aos parentes dos seresteiros e os tradicionais “moradores” da Praça Sete. Fiquei indignada com a falta de respeito e consideração da administração municipal em relação aos artistas.  Depois falam que a gente fica só na base das críticas... O negócio é que quem cala consente, o que não é o meu caso!


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Atendimento é tudo!

Este é um período de compras, que pode ser enfadonho ou prazeroso para o cliente, dependendo do atendimento recebido nas lojas.
 O atendimento é o fator mais importante para que o cliente tenha preferência por uma determinada loja.  Ao contrário do que alguns “empreendedores” possam pensar o preço nem sempre é um chamariz de clientela. Pois, a maioria dos que buscam por preços não priorizam qualidade no produto e tão pouco no atendimento. Em Monlevade existem estabelecimentos com excelente atendimento, mas em contrapartida, existem outros onde proprietários, deveriam ser os primeiros a procurarem um curso de qualificação.
Por exemplo, antes de concluir a compra em lojas daqui da cidade já ouvi várias vezes, a mesma pergunta: Dinheiro, cheque ou cartão? A cobrança de preços diferenciados nas compras à vista e no cartão de crédito é uma prática, infelizmente, ainda muito utilizada pelos comerciantes. Já encontramos até cartazes dentro e na fachada de lojas com a informação de que, determinado desconto à vista, somente será concedido se o pagamento for através de dinheiro ou de cheque.
Pior ainda, quando o cliente só  é informado de que o desconto não serve para pagamento com cartão de crédito quando chega ao caixa.Presenciei esta cena recentemente e pude notar o constrangimento da “vítima”.
Apesar da praxe recorrente, o preço à vista deve ser o mesmo em uma parcela no cartão de crédito. E isso não é uma tese pró-consumidor, mas sim lei!A cobrança diferenciada é prática a infrativa à Portaria 118/94 do Ministério da Fazenda e também ao Código de Defesa do Consumidor e à Lei 8.884/94.