quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Volta às aulas... De volta à rotina.

O retorno às aulas se aproxima... Ora, depois de um período de descanso os ânimos estão acalmados, alunos e professores viverão à base da paz e amor. Ledo engano. A realidade da sala de aula na maioria das escolas extrapola a lógica.

Na verdade, ser professor hoje, seja na escola pública ou privada, é um ato de heroísmo. Tanto os pais como os alunos enxergam o professor como uma babá ou um empregado ao qual se deve dar ordens.

Na escola pública, a ordem é aprovar o maior número possível de alunos, para não colocar em risco as verbas doadas pelo governo, estas, na maioria das vezes adquiridas através de números de aprovação apresentadas às fundações “patrocinadoras”. Na escola particular, os pais não aceitam que os filhos sejam reprovados, pois eles estão pagando! Então, resta aos professores ouvir calados os desmandos dos alunos, que estão blindados pela estrutura familiar e social.

 Um aluno pode dizer qualquer tipo de palavrão, ameaça e xingamento ao professor, e o que acontece? Sem sombra de dúvidas, para o professor, calar é mais prudente! Afinal, garante o salário e protege os dentes.

Parece brincadeira, mas se o professor ousar em reclamar ou retirar o aluno de sala, o errado será o professor, pois ele constrangeu o aluno. Esqueceram-se do Estatuto da Criança que protege o aluno?

Sem contar que, professor que “grita” em sala de aula ou pedi silêncio em tom alto, será visto como um desequilibrado, precisa de aposentadoria! Estudos já comprovaram que a carga de estresse do trabalho do professor só perde para a de médicos e policiais. Mas, ainda assim, professor tem que ser pacato, tem sofrer calado!

Reclamar a quem? Aos pais? Muitos se quer acompanham o rendimento dos filhos na escola.  A grande maioria trabalha longe de casa e por viverem tempo demais longe dos filhos tornaram-se permissíveis demais. Muitos compensam a ausência de afeto enchendo os filhos de mimos, fazendo as vontades dos filhos, restringindo o “não”, criando verdadeiros “monstrinhos”! Muitos pais infelizmente esquecem que viver em sociedade exige respeito às normas e que a educação tem que vir do berço e não da sala de aula.

A culpa de tudo isto esta na sociedade elitista e hipócrita em que vivemos! O ato de projetar as nossas responsabilidades no outro, de querer tomar conta do mundo sem olhar para o nosso umbigo!  O que vale é o ter, o poder! Se você tem dinheiro, você tudo pode! Reclamamos diariamente da corrupção no país, da compra de votos e da “bandidagem”, mas, ao mesmo tempo, fazemos vistas grossas ao comportamento dos nossos filhos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que será da nossa humanidade em 2070?


Li esta crônica há uns sete anos atrás e, confesso que fiquei alarmada com as evidências de que o relato poderia ser de fato uma realidade para 2070. Porém, diante da onda intensa de calor que vem nos abatendo nos últimos dias, tenho a impressão de que esta Carta já poderá ser escrita em 2050. E que Deus tenha misericórdia de nossos descendentes!
               Carta escrita em 2070

"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.
Agora devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.

Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA água, só que
ninguém ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozônio que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os
lados.

As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20
anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água,o oxigênio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos.137 m3 por dia por habitante e adulto.

A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar,não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo
rio que é fortemente vigiado pelo exercito,a água tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.

Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se precipitação,é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da industria contaminante do século XX.

Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente.

Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado,porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos.

Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"

Documento extraído da revista biográfica "Crônicas de los Tiempos"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Presente de Ano Novo para os moradores do Loanda!

Moradores sem entender o porquê de tanto descaso.
  Todos nós sabemos que, a causa da maioria dos alagamentos é oriunda de obras mal realizadas, com acúmulo de materiais (areia, pedras, entulhos) nas vias públicas; lixo jogado na via pública; falta de manutenção na rede de esgoto pluvial; aliados ao descaso do poder público.

Prevenção é a palavra-chave quando o assunto é enchente, pois grande parte dos recursos para cobrir prejuízos é pública, ou seja, vem dos impostos pagos pela população. As ações da Defesa Civil têm recursos previstos no Orçamento da União e nos dos estados e municípios.

Mas, nossos gestores ainda insistem em atuarem nas consequências, talvez, para passarem uma imagem de “bonzinhos”, solidários. Afinal, obras de prevenção na maioria das vezes são obras que não “aparecem”!

Francamente, se Monlevade possuiu um plano diretor, parece que o mesmo ficou na fase do plano mesmo! Código de postura este, parece comédia! Em se tratando de fiscalizações, Monlevade parece  não ter dono, a maioria das edificações é feita a bel prazer de seus proprietários!

Pois bem, em véspera de ano novo, uma moradora do Bairro Loanda foi surpreendida com uma inundação! Prejuízo para a família, que além de tudo ficou exposta ao risco de uma contaminação!

Começo a desconfiar que a redução do IPI na linha branca e móveis na época do verão seja mais um paliativo para população que, a cada ano, perde seus pertences em virtude das tragédias promovidas pelas enchentes e inundações! São as manobras que o governo utiliza para passar “mel” na boca do povo!

 
 O QUE A PREFEITURA DEVERIA FAZER PARA EVITAR AS INUNDAÇÕES

Elaborar o plano diretor de desenvolvimento municipal, identificando áreas de risco e estabelecendo regras de assentamento da população. Pela Constituição, esse plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes.

Fiscalizar as áreas de risco, evitando o assentamento perigoso.

Aplicar multas, quando o morador não atender às recomendações.

Elaborar plano de evacuação com sistema de alarme. Todo morador deve saber o que e como fazer para não ser atingido.

Indicar que áreas são seguras para construção, com base no zoneamento.

 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

“Supere isso e, se não puder superar, supere ao menos o vício de falar a respeito”.


Nunca gostei de lamurias... A vida é assim mesmo! Cheia de altos e baixos. Às vezes com mais baixos do que queríamos, mas, ainda assim tudo é válido! Tudo é experiência! Tudo é aprendizado!
Seria muito bom que os ensaios pudessem antepor nossas vidas. Que pudéssemos ter o poder de editarmos cada situação difícil; de “deletarmos” tudo o que foi ruim; ou de adivinharmos o futuro. Mas, Deus nos fez assim, passíveis de erros e acertos, o que nos torna humanos!

Encerramos um ciclo hoje e outro começara amanhã!  Já está na hora de virar o disco e olhar para frente! Afinal a vida é muito linda para deixar de ser vivida! Feliz 2013!

 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Na política não existe amizades, existe conveniências.

Ingênuos são os que pensam que existe amizade sincera no mundo da política. Logicamente toda a regra tem lá suas exceções, mas ainda assim, os últimos acontecimentos acabaram por me convencer, se ainda tivesse dúvidas, de que, em política, os valores agregados à amizade ocupam o terceiro plano. No geral, ninguém é verdadeiramente amigo de  ninguém, a não ser que lhe convenha.
A amizade no meio político é sempre circunstancial e temporária, motivada por interesses, ou seja, funciona como um cata-vento, mudando de direção conforme as correntes de ar. E para tal tudo é válido, incluindo a mentira, a falsidade, a deslealdade, a traição. Os amigos são temporários, descartáveis, se já não são convenientes.
Para constatarmos este feito, basta tão somente olhar para os lados! Não se admire ao deparar com alguém falando mal de quem sempre apoiou, defendeu ao ponto de colocar em risco amizades verdadeiras, relacionamentos familiares e até profissionais. Certamente ele deve ter sido substituído por outro mais útil!
O fato é que a atmosfera do poder, se não torna a amizade impossível, por certo cria climas muito desagradáveis. Amigos exigem muito (atenção, consideração, compreensão) e tais expectativas são perfeitamente justas e adequadas, no contexto social, mas no contexto política que, em sua lógica própria não as reconhece, tornam-se politicamente onerosas.
Por estas razões, amigos de quem detém o poder estão sempre "à beira da decepção", sempre na iminência do rompimento da amizade.
É que na lógica da política, após uma eleição, o gestor público, passa a ser o governante de todos: dos que o apoiaram e dos que se opuseram. Com essa autoridade, pode convidar ex-adversários para integrar sua administração. Afinal, a adesão de um adversário sempre significa um enfraquecimento do bloco de oposição, senão quantitativo, por certo qualitativo. Aos olhos do povo, o apoio de um adversário, valerá muito mais do que o mesmo apoio de um aliado fiel.
Sem contar que os novos amigos serão infinitamente mais pacientes e compreensivos que os antigos amigos. Diferentemente destes, os inimigos não podem se dar ao luxo de ficar “à beira da decepção”.
Concluindo no mundo da política, inimigos são mais úteis que os amigos.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

“Chegado” - O encarregado do jeitinho brasileiro.


Quem nunca ouviu falar do indivíduo? Ou melhor, quem não tem um “Chegado”?! Ora, o Chegado é o “herói” das massas e é encontrado em todas as repartições, sejam públicas e privadas, sem distinção! Temos o Chegado que tira multas, tem o Chegado que passa processos à frente, tem o Chegado que vota favorável, tem o Chegado que agenda a consulta na frente, tem o Chegado que arruma vagas nas escolas, enfim, para todo o tipo de maracutaia, mesmos as mais inocentes (se é que isto seja possível),  existe um Chegado para fazer o serviço.
A prática é comum e acontece nas melhores famílias. Ora, você mesmo que está lendo essa crônica se puxar bem pela memória, poderá constatar que algum dia em sua vida apelou a um “Chegado”! É que ás vezes ele usa alguns codinomes como: Conhecido, Contato, Influente.
Quando acionamos o camaradinha, certamente é porque queremos algo que foge aos métodos convencionais, normalmente morosos, enfadonhos. Ora, o Chegado tem lá seus meios (o que também não me interessa. Problema dele uai!) de conseguir mais rápido, com 100% de garantia de sucesso e sem nenhum esforço meu (um telefonema, um email, e até uma piscadela já é suficiente para o Chegado captar a mensagem).
O problema de tudo isto é que o Chegado também tem um “Chegado”, que também tem um Chegado, até chegarmos ao “Chegado-mor”, aquele que mantém a cadeia, que dá as ordens, que delega poderes, que manda e desmanda. E nós o criticamos pelos seus atos escusos, apontamos o dedo, sem darmos conta de que ao ligarmos para o primeiro Chegado da cadeia acionamos a máquina da corrupção e juntos aos demais colocamos o dedo no gatilho!
Pior que condenar os atos dos corruptos é ser hipócrita, não limpar as próprias janelas! Quer mudar o mundo, que tal então começar por si mesmo!

sábado, 8 de dezembro de 2012

"Velha patusca, gorda e cheia de varizes" ! Será que você também é uma?

Entendo como sendo pior lidar com o Machismo Feminino que com o machismo feminino. Há mulheres que infelizmente depreciam a imagem da mulher e são contrárias a qualquer movimento intitulado como femininimo. Seja em família, na roda de amigos, em comentários que fazem a respeito de determinadas situações ou até mesmo quando evidenciam um certo desprezo pelas lutas que poderiam fazer valer muitos direitos a elas e a todas nós, pois muitas delas acham que o feminismo é uma luta ultrapassada, ou coisa de quem não tem o que fazerLi uma  crônica  da colunista Cynara Menezes muito interessante que  retrata muito bem esta cituação:
                                                     A mulher Machista
O escritor Nelson Rodrigues tinha uma vizinha velha, gorda, patusca e cheia de varizes que era a maior inimiga da revolução feminista. À janela ou sentada em sua cadeira dobrável na calçada, cismava com as jovens mulheres em mutação. A dona-de-casa que arranjava emprego fora? Imoral. A mocinha que ia à praia pela primeira vez com um maiô duas peças? Indecente. A odalisca que mostrava o umbigo no carnaval? Ah, essa aí então é melhor nem comentar.
Pois eu pensava que a vizinha gorda e cheia de varizes do Nelson Rodrigues tinha morrido. Que nada! Um outro vizinho do anjo pornográfico, também jornalista, achou que a patusca levava jeito para as letras. E não é que a velha virou colunista de jornal? Entusiasmada com a vida nova, deu uma guaribada no visual, esticou a cara e fez lipoaspiração. Parou até de andar com as pernas envoltas em gaze para disfarçar as veias inchadas, corrigidas na mesa de cirurgia.
A vizinha de Nelson, porém, continua cheia de varizes –na alma. A chegada de uma mulher à presidência da República deixou-a furibunda. “Que espeto!” Segundo ela, todo mundo está careca de saber que a mulher pode até ser igual ao homem em algumas profissões, mas jamais na vida pública. Homens são profissionais da política; mulheres são amadoras, diz a vizinha patusca. A mulher por natureza é frágil, e sempre vai precisar do auxílio do homem, vaticina a velha gorda e varicosa. Além do mais, considerou que não havia nenhum sentido em celebrações. “Como assim primeira mulher no comando? Esqueceram da Princesa Isabel?”
Cada ministra escolhida pela presidenta mereceu um muxoxo da vizinha de Nelson Rodrigues. Miriam Belchior? “Machona que nem a Dilma”. Maria do Rosário? “Falta pulso”. Luiza Bairros? “Só foi escolhida porque é negra”. Iriny Lopes? “Irrelevante”. Ana de Hollanda? “Ah, se não fosse irmã de Chico…” Gleisi Hoffmann? “Bonita, parece uma normalista. Ou a Barbie”. Ideli Salvatti? “Histérica e descompensada”. E para que, afinal, colocar tanta mulher no ministério, se homens são infinitamente melhor preparados? “Até por ser uma representante legítima do gênero”, disfarçou a matrona, “torço para que dê certo, mas acreditar, eu não acredito”.
A vizinha gorda e cheia de varizes de Nelson Rodrigues não quer nem saber do que aconteceu no Chile, onde a presidente Michelle Bachelet governou o país com metade dos ministros do sexo feminino, além de 15 subsecretárias de Estado mulheres. Bachelet terminou seu mandato com 70% da aprovação dos chilenos e só não foi reeleita porque não existe reeleição por lá. “Mas não fez o sucessor”, desdenha a patusca. Bem a propósito, a única similar chilena da velha gorda e cheia de varizes de Nelson veio para o Brasil para se casar com um político da elite paulista.
A velha patusca também não é mais viúva. Casou-se com um colega de jornal, colunista que nem ela, o Políbio Pompeu, senhor de sobrancelhas ásperas e eriçadas como as cerdas bravas do javali e que cultiva um enorme cravo negro nas dobras do pescoço. Pompeu adora dizer, a propósito da presidenta, que “as mulheres descasadas são seres infelizes”, ao que a vizinha gorda e cheia de varizes de Nelson Rodrigues bate na perna, dá uma gargalhada e comenta: “Batata!”
A vizinha de Nelson passou pelo feminismo, mas entendeu tudo errado. Deixou de cuidar da casa, entregou os filhos a uma babá e se orgulha de não saber fritar um ovo. Mas, embora trabalhe no mesmo jornal e praticamente na mesma função que Políbio, seu salário é 20% menor do que o marido, o que ambos consideram perfeitamente natural. A velha patusca, gorda e cheia de varizes acha que o homem merece mesmo ganhar melhor do que a mulher, porque é mais racional e menos emotivo. Sem falar que não tem TPM.