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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nossa sociedade realmente se importa com o idoso?

Hipocrisia à parte, não é de hoje que observo o comportamento de nossa sociedade em relação ao idoso. Na verdade o problema começa no berço, no seio familiar, onde os idosos são, na grande maioria, colocados de lado, assim como um “eletrodoméstico” que teve sua vida útil, porém ficou fora de moda, ultrapassado, devendo ser encostado, ainda que funcione.
Deprecia-se, critica-se o idoso ao ponto dos mesmos se verem com um estorvo para sociedade. Muitos idosos buscam o isolamento nas casas de repouso por não se sentirem queridos no seio familiar e na sociedade.

Nas rodas de conversas, nunca há espaço para o idoso e ainda que alguém educadamente o convide para relatar suas experiências e opiniões é visível a falta de paciência entre os ouvintes, que saem um a um, sem ouvi-lo falar.

Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 1 milhão de pessoas cruzem a barreira dos 60 anos de idade por mês. Em 2050, deverão existir 2 bilhões de idosos, mais da metade deles vivendo em países como o Brasil. Porém, o que esperar de uma sociedade que vive a cultura do belo, em que a valorização recai sobre a juventude com sua potência e vigor?

O ECA (Estatuto das Crianças e dos Adolescentes) que a meu ver, mais serviu para proteger o jovem delinquente contra pais e professores, é muito mais cobrado que o Estatuto do Idoso, que completa 10 anos, tendo vários direitos somente no papel.
Por exemplo, a questão das filas e do transporte coletivo; a fila preferencial é a mais lenta, pois normalmente conta somente com um funcionário (e nem sempre o mais eficiente) para atender. No ônibus, faltam assentos e segurança para o transporte dos idosos.  Sem contar que, muitos idosos também utilizam da fila preferencial e a passagem gratuita nos coletivos, para pagarem contas de seus familiares e ou de empresários, que os usam como office-boys!

Enfim, o idoso passou a ter uma participação mais ativa na sociedade, mas a população não se preparou para lidar com a velhice. É preciso que a sociedade entenda que os idosos fazem parte da sociedade e têm o seu direito constitucional garantido, merecendo, por conseguinte respeito e valorização.  

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Curtas

Poeira no Bairro Nova Cachoeirinha

Que a estrada de acesso ao Bairro Nova Cachoeirinha é uma calamidade não é novidade para ninguém. Não é de hoje que os moradores sofrem com o rastro de poeira deixado pelo tráfico constante de carretas transportando escória da ArcelorMittal para a empresa de beneficiamento (Collares) localizada próxima à ETA. Ontem um morador, revoltado com o descaso da administração municipal, resolveu ele mesmo dar cabo a poeira,  instalando um redutor de velocidade próximo a sua residência para inibir a proliferação de poeira.Porém, informações dão conta de que o mesmo teria sido advertido por autoridades, sendo aconselhado a retirar o obstáculo da pista. É aquela coisa, poeira nos olhos dos outros é colírio!

“Terremoto” em Carneirinhos
Várias pessoas no centro de Carneirinhos foram surpreendidas nesta semana com um suposto “tremor” de terra. Moradores e lojistas sentiram a terra tremer debaixo dos pés. Há relatos que o incidente ocorreu após uma explosão muito forte, o que leva a crer que uma detonação ocorrida na Mina do Andrade, poderia ter sido a causa. Controvérsias á parte, seria prudente as autoridades competentes darem uma verificada.

Família de político precisa ter sangue de barata.
Brocardo popular: Respeito é bom e conserva os dentes. Em tempos de liberdade de expressão, há pessoas que confundem franqueza com falta de educação. Ainda que o sujeito político não esteja cumprindo o papel que deveria , ninguém está no direito de achincalhar seus parentes em publico, colocar nomes, acusar levianamente, principalmente quando este parente, se trata de uma criança. É por estas,  que muitos familiares impedem a participação dos seus, em assuntos políticos, afinal , indiferente de ser de boa ou má índole , acabam todos, inclusive familiares e amigos, sendo medidos pela mesma régua .

A que pontos chegamos
Elogiar atos de honestidade é o fim da picada! Honestidade, moralidade não é condição, é obrigação. Principalmente se a figura for pública. Honestidade se ensina em casa e na mais tenra infância. Embora que, em se tratando de Brasil, honestidade é relativa e só é atribuída ao outro.


sábado, 17 de agosto de 2013

Curtas


Cavalgada I
Todos os argumentos em relação ao não acontecimento da tradicional Cavalgada de Monlevade no Parque do Areão foram voto vencido, uma vez que o Ministério Público bateu o martelo e liberou a área. Se a argumentação ambiental foi inconsciente, talvez seja viável utilizar a Lei do Silêncio, porque se na Avenida Getúlio Vargas o som foi ensurdecedor imagina nas partes altas.

Cavalgada II
Se o objetivo da Cavalgada foi realizar um teste de propagação de som, perderam tempo, afinal o relevo de Monlevade assemelha-se a uma bacia, se retirar o problema do alto, ele recai nas para as partes baixas. Na linguagem popular, é varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Cavalgada III
Pela primeira vez, após o tradicional desfile de abertura da Cavalgada, onde os animais lotam as ruas de estrume, houve o cuidado da administração municipal ou dos organizadores do evento em limpar “a sujeira”. Pelo menos na Avenida Getúlio Vargas pude perceber a presença de pessoas realizando a limpeza. Não sei de quem é o mérito, mas, parabéns pela iniciativa!

Denúncias
Nos últimos dias temos acompanhado denúncias importantes, uma envolvendo o Secretário de Meio Ambiente e outra envolvendo o Hospital Margarida. É importante que ambos os casos sejam apurados pelos órgãos competentes e que uma resposta seja dada a população o quanto antes.

Uma luz no fim do túnel

 Tudo indica que o prefeito Teófilo Torres concordou em conceder reajuste salarial aos servidores públicos municipal. Diga-se de passagem, a população de Monlevade já estava pelas medidas com este impasse. Além de ser um desrespeito aos professores, alunos e familiares, a sociedade era obrigada a conviver com o clima tenso das negociações.

Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço
Sou favorável a qualquer manifestação popular, desde que a mesma seja pautada pela ordem e pelo respeito. O cidadão que exige a garantia de direito precisa respeitar os direitos dos seus semelhantes, principalmente no que tange a sua vida pessoal. Muitos líderes ao longo da história, como Nelson Mandela, deram uma lição para a humanidade na resolução de conflitos e promoção dos Direitos Humanos levando uma mensagem de paz em tempo de guerra. Incitar o povo na promoção da desordem, do desrespeito, na invasão de privacidade e violação de direito, é medir a população pela mesma régua dos políticos. Direitos e Deveres cabem a todos e o caminho para exigi-lo chama-se Constituição Federal e Ministério Público. O exercício da democracia precisa acompanhar a evolução do tempo, senão estaríamos ainda na “era do Cangaço”.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Casa da mãe Joana e dos filhos da mãe.


Como vem retratando o Jornal A Notícia, João Monlevade parece ser uma terra sem lei. Onde tudo é permitido, obstrução de vias públicas, carretas ao longo das avenidas, acomodação de entulhos e lixos e por aí a fora vai.

Mas, não podemos nos esquecer dos “filhos da mãe” que aproveitam das mazelas da nossa cidade para deixarem seus traços de destruição e desordem.

No início do mês a AMA-JM em parceria com a Estância Canteiro Verde levou ao Bosque do Ipê, no Bairro José de Alencar, quase 200 mudas de árvores nativas e frutíferas com o intuito de levar beleza, pássaros e melhorar a recarga hídrica do entorno. O plantio foi realizado com a ajuda de parceiros, dentre eles alguns vereadores, polícia de meio ambiente, escoteiros, ambientalistas, dentre outros.
Porém um indivíduo, talvez insatisfeito pelo mato deixado em volta do coveamento (que tinha como objetivo proteger o solo dos raios solares e facilitar a penetração da água) tratou logo de atear fogo e deixar o ambiente “limpo” do mato e das mudas.
 
Assim como o filho (a) da mãe do episódio Bosque do Ipê, vários moradores das cidades têm o costume de atear fogo no lixo, restos de podas e roçagem, em terrenos e espaços vazio com muito mato. Mesmo sendo nociva ao meio ambiente a saúde e proibida por lei, essa prática é comum em João Monlevade. O que estes indivíduos parecem não saber é que a fumaça gerada pela queima deste material é tóxica, gerando um aumento considerado no atendimento dos postos de saúde e hospitais, onde os principais afetados são crianças e idosos. Os problemas mais comuns são os respiratórios e irritação nos olhos. Sem contar o dano ambiental para a fauna e a flora, como no caso do Bosque do Ipê.
Para sanar ou pelo menos amenizar as queimadas feitas em áreas urbanas, o Poder Público precisa realizar algumas ações preventivas. Como a identificação antecipada dos locais propícios a queimar, notificando os proprietários e dando prazo para limpeza, além também da correta manutenção espaços vazios do Município.

Paralelamente cabe a sociedade fazer a sua parte denunciando os vândalos que ateiam fogo, e comunicando o mais rápido possível a brigada de incêndio e a Polícia, para que possam identificar e prender esses criminosos. A queimada urbana é uma fonte de poluição evitável, por isso a educação ambiental é fundamental nessa questão.
Para se colocar “ordem na casa” é preciso que todos os elementos estejam dispostos a dar a sua contribuição.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Parece piada: Campanha contra o câncer de mama sem mamógrafos.


Municípios com demanda reprimida de mamografias deveriam
 mudara "cor" da campanha Outubro Rosa para
 Outubro Vermelho , de vergonha.
Nosso país é ótimo no quesito campanhas preventivas contra o câncer de mama; temos o Dia Nacional da Mamografia, Outubro Rosa além de outras campanhas promovidas por várias instituições, que têm por objetivo alertar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. O objetivo é levar as mulheres à unidade de saúde para realizarem a mamografia. No entanto há uma demanda reprimida de mamografia por todo país, (como o caso de João Monlevade) devido à falta de manutenção ou inexistência de mamógrafos nas unidades do SUS.

O problema não é de agora, tanto que, para tentar reverter o quadro, no dia 22 de março do ano passado foi assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, , o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia – PNQM. Que por enquanto, parece ter valor somente no papel.
Dados apontam que vários mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda estão sem uso. Isso tudo faz pensar: como esses mamógrafos, que custam tão caro aos cofres públicos, podem estar parados, enquanto tantas mulheres precisam fazer o exame de mama, com urgência?

De que adianta as mulheres serem orientadas a fazerem a mamografia se têm que ficar aguardando meses pelo exame? É preciso garantir paralelamente que a mamografia esteja disponível para todas as mulheres e em todas as regiões. A unidade de mamografia móvel seria uma solução. Aliás, várias cidades já estão  adotando a medida em parceria com o Ministério da Saúde, e aí Monlevade, qual é a dificuldade? 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nem PSDB, nem PT!

Durante a manifestação de ontem cheguei a seguinte conclusão: se os ventos não andam favoráveis ao governo de Teófilo e Anastasia, para a presidenta Dilma também não.  Várias palavras de ordem foram dirigidas ao governo, o que demonstra o estado de insatisfação em relação ao transporte, saúde e educação e tantos outros problemas que nossos governantes insistem em querer camuflar. Talvez o pão que o governo sempre serviu ao povo, com o objetivo de saciar a fome, ande meio bolorento e o "gran circo" político do Brasil já não consiga segurar a plateia.

A população demonstra estar de “saco cheio” desta queda de braços orquestrada pelos partidos políticos na disputa de espaços de poder; e começa a ampliar a participação social na política brasileira a fim de consolidar a verdadeira democracia. E adaptando um dizer de minha avó, comer e protestar, é só começar! E, diga-se de passagem, motivos não faltam!

A verdade é que se tratado de política não existem “santos”, porém a incompetência e roubalheiras têm tornado algo indigesto para a população, que já não aguenta mais ver o governo menosprezar serviços essenciais de que o povo tanto necessita. Não dá para esperar mais por segurança, escolas, creches, boa educação, saúde e bom transporte público! O povo quer ter o retorno dos impostos exorbitantes que paga. E, embora alguns tachem as mobilizações como “marolinhas”, a insatisfação do povo já se espalha com a força de um tsunami...

Que finalmente acordemos e saíamos da inércia…

 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que falta ao meio ambiente é a atitude!

Faltam lixeiras ao longo da reta do Baú, diagnostico
 confirmado durante a caminhada ecológica.
Estive acompanhando bem de perto as atividades da Semana do Meio Ambiente. Aliás, ao contrário do que alguns possam pensar, as atividades da semana só aconteceram graças às contribuições da iniciativa privada e associações; que inclusive, sentarão nos próximos dias para traçarem metas a serem cumpridas até a atividade do próximo ano, dentre elas, a fixação de lixeiras em alguns pontos da cidade a introdução de árvores no areão, a recuperação de nascentes e a criação de um movimento para impedir que a CEMIG feche a Estação Ambiental de  PETI.
Também não posso deixar de mencionar a qualidade das palestras ministradas ao longo da semana e a ausência das "partes interessadas", como por exemplo,  a palestra : "Poda de Precisão em árvores urbanas "com Luiz Carlos da Gerência de Meio Ambiente da Cemig que não contou com a participação do setor de serviços urbanos da prefeitura municipal.

Leotacílio da Fonseca, ambientalista, troca uma garrafa
 pelo
comprometimento
ambiental do visitante.
Já em relação à visita a Estação Ambiental de Peti foi um misto de contemplação e frustação . Afinal, para quem não sabe a visitação à Estação Ambiental de Peti esta com dias contados. Por decisão da CEMIG, as atividades em torno da educação ambiental dentro da reserva encerrarão no dia 30 de Junho. Inaugurada em 22 de setembro de 1983. A Estação Ambiental de Peti é uma área remanescente da Usina Hidrelétrica de Peti. Localizada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. A Estação Ambiental de Peti tem de área 1.280há, sendo 605 hectares de área terrestre e 675 hectares de Reservatório, sendo este construído para produção de energia elétrica pela Usina de Peti, que abastece as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas e também gera energia para o sistema integrado da Cemig. Além da sua importância na geração de energia elétrica, Peti é considerada uma área piloto da empresa no que tange aos aspectos ambientais. Em termos de manejo, pode-se afirmar que possuí hoje dados para recuperação de áreas degradadas, controle da população faunística, além de conhecimento das interações entre as espécies da fauna com a flora de Peti. A Estação Ambiental de Peti é diplomada pelo IBAMA como “ASAS” (Área de Soltura de Animais Silvestres), onde os animais também apreendidos pela Polícia Militar do Meio Ambiente passam por uma triagem onde se avalia as condições de saúde dos mesmos para reintrodução futura. Também é desenvolvido o Projeto “PROFAUNA” onde são realizadas a reprodução e reintrodução de algumas espécies como: Cutia (Dasyprocta leporina), Mutum do Sudeste (Crax Blumenbachii), Ananaí (Amazonetta brasiliensis), Pato-do-mato (Cairina moschata). Além dos projetos acima, a Estação ainda conta com um Programa de Educação Ambiental para alunos de ensino fundamental, médio, técnico e superior das escolas das redes pública e particular. E também conta com uma trilha ecológica para cegos. O trabalho realizado com os animais no centro de manejo e demais programas tem assistência de um Médico Veterinário (Rafael Rezende) e Bióloga (Flávia Regina) sob coordenação do Gestor administrativo da Cemig Leotacílio da Fonseca.

Porém o portfólio da Estação Ambiental de Peti foi insuficiente para a CEMIG quando a mesma decidiu por “apertar o cinto”, cortar gastos. Ora, meio ambiente não é lucrativo fora da exploração! Pelo contrário é dispendioso e moroso. Para que gastar dinheiro com pesquisas? Para que recuperar “bichinhos” que foram apreendidos na mão de contrabandistas? Deixem que selem seus destinos de morte, porque o nosso objetivo é alimentarmos de energia a TV, a geladeira, o sistema de refrigeração, a banheira de hidromassagem de nossos consumidores. O ser humano evoluiu em tecnologias de consumo, não tem tempo para olhar para os lados, poucos conhecem o Chico (Sagui-de-cara-branca, rejeitado pelos grupos da espécie, que recepciona os visitantes da estação) e se importarão  com a solidão dele. Então está decidido: Fechem as portas!
É o que eu sempre falo, meio ambiente não precisa de firulas, precisa de atitude!
 










 

terça-feira, 21 de maio de 2013

E aí planos de saúde privados de Monlevade?


Falar sobre a falta de pediatras no hospital Margarida é chover no molhado. Em nossas manifestações sempre direcionamos questionamentos ao hospital, à prefeitura, porém esquecemos-nos de responsabilizar também as operadoras de plano de saúde por “venderem” um serviço sem “garantia”.
 
  O fato é que, o crescimento dos planos de saúde privados avança. Mas, poucas operadoras se preocupam em investir em ambulatórios próprios, a fim de dar condições ao conveniado em ser atendido. Normalmente estes, utilizam dos espaços já existentes e acabam contribuindo para a fragilização do atendimento no Sistema Único de Saúde. O negócio é só aumentar os conveniados e pronto.

Quando uma família opta por pagar por um plano de saúde, o mínimo que ela espera é ser atendida na necessidade. Mas, o que temos presenciado em Monlevade são pessoas que pagam mensalmente a fatura do plano de saúde, na esperança de terem um atendimento de qualidade, e quando precisam, não conseguem o ter a contento!

Muitos planos de saúde privados “vendem” leitos hospitalares. Aí fica a pergunta: qual leito hospitalar que o seu plano de saúde privado te fornece?É o hospital margarida?

Até quando estas operadoras ficarão usufruindo das instalações públicas para atenderem seus conveniados? Muitas têm recurso o suficiente para fazer hospital privado, mas preferem um hospital já pronto, que na maioria das vezes foi construído com dinheiro público.

Então, voltando à pauta, está na hora de atribuirmos responsabilidades aos “vendedores” de planos de saúde de Monlevade na questão de falta de atendimento no hospital Margarida.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

É chegada a hora!

A fraqueza é típica da natureza humana! Todos nós temos dificuldade em lidar com as “paixões”, principalmente nos assuntos de conotação esportiva, religiosa e política. Habitualmente, presenciamos discursos inflamados na defesa deste ou aquele, disto ou daquilo, que nem sempre partem de um raciocínio lógico , mas que conseguem cair no campo da aceitação em virtude dos argumentos de seus defensores.

Porém, a integridade é o divisor de águas entre as “paixões” e a coerência! Não podemos permitir que as paixões embaçassem os nossos olhos ao ponto de defendermos o que contraria princípios éticos e morais.  Aprendemos desde pequenos que não se deve matar, roubar, mentir. São valores que acompanham gerações e permitem o pleno convívio social.
Qualquer ato (seja por ação ou omissão voluntária ou ainda uma negligência ou uma imprudência), que violem o direito e cause um dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, é considerado ilícito.

Alguns ex-prefeitos que tiveram prestações de contas rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) Brasil a fora, estão buscando um “jeitinho” de colocar as contas em dia através das Câmaras de vereadores; a ideia dos ex-prefeitos é se livrar dos efeitos da Lei Complementar 136/2010 (Lei da Ficha Limpa). Se Câmara analisar e não reprovar, estes terão como “limpar” a sua ficha.
Porém, a meu ver, vereador, eleito para defender os interesses da população, que jura no ato de posse, observar as leis e trabalhar pelo progresso do município e bem estar do povo, que se presta ao papel de “limpar a ficha” de transgressores, sabendo do dano que o mesmo promoveu à sociedade, deveria ter a hombridade de renunciar ao cargo, por não estar à altura de representar os reais interesses dos eleitores que os elegeram.

Na próxima quarta-feira, dia 08 de maio, nossos vereadores irão aprovar ou reprovar as contas do ex-prefeito Carlos Moreira, que segundo consta, está envolvido em mais de uma dezena de processos judiciais pelos motivos mais diversos.
Que os “apaixonados” defendam seus “ídolos” dentro de uma “lógica humana”, tudo bem! Mas, fazer “vistas grossas” às leis instituídas para garantir os nossos direitos como cidadãos é no mínimo imoral. Como questionar à justiça quando somos lesados, se somos coniventes com as transgressões?  

Portanto senhores vereadores, resta-lhes aprovar ou reprovar as contas do Moreira e consequentemente, serem aprovados ou reprovados por aqueles que de fato lhes "contrataram": nós Monlevadenses!  Pensem nisto!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Adventistas realizam limpeza de Praça em Monlevade!


Adventistas realizam serviço da Prefeitura
 Parece-me que, a exemplo do “Limpa Brasil”, um projeto realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, que tem por objetivo promover a limpeza de grandes cidades brasileiras, buscando desenvolver nas pessoas uma conscientização ambiental através da destinação adequada dos resíduos, os voluntários adventistas de João Monlevade resolveram deixar a pracinha do Bairro Santa Bárbara livre do mato e da sujeira.

 Gostaria de parabeniza-los pela responsabilidade social, pelo compromisso com o meio ambiente e com a saúde! Ato, que deveria ser imitado pelos nossos representantes, que recebem para fazê-lo e, no entanto, vivem de tentar justificar o injustificável.
Admira-me muito as justificativas, que muitos gestores apontam, para deixar de realizar feitos que beneficiam a população. A exemplo, na tarde de ontem, dia 23/04 durante a Audiência Pública, a convidada Eliana Piola da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher deu uma “aula” sobre o tema. Durante a sua explanação relatou sobre a dificuldade que certo prefeito estaria tendo em cumprir a meta do município em relação aos exames de mamografia, o ato de realizar os exames no período noturno através do voluntariado da própria administração fez com que o município se tornasse referência neste atendimento.

O divisor de águas entre o querer e o fazer, a meu ver, chama-se vontade.  É preciso ter o desejo de realizar e a capacidade de mobilizar!

sexta-feira, 15 de março de 2013

População rendida!


Dias atrás, na sala de espera de um consultório médico, eu e mais alguns que conversávamos sobre a “sujeira” instalada em nossa cidade fomos convidados a mudar de cidade por um jovem que aguardava por atendimento: “Ora, quem não está satisfeito com o que esta vendo, muda de cidade! Temos ainda quatro anos para organizar as coisas...”!
Como o “ânimo” do jovem estava bem exaltado, achamos por bem mudar o rumo da “prosa”!

Porém, fiquei refletindo com os meus “botões”: É! Para termos que esperar por mais quatro anos e ainda por cima com o “aval do povão”, talvez o melhor mesmo, seja procurar outra cidade, com políticos mais comprometidos e uma população menos alienada.
Pior que uma cidade má administrada é uma população incapaz de se indignar! Que aceita a tudo calada, passiva, ou pior, que se esconde atrás de movimentos esperando que estes solucionem suas demandas!

De que valeu a luta pela democracia, se a mesma é movida pela apatia da parte mais interessada? A população precisa assumir o seu papel na gestão e no controle como reza o art 1º da CF/88: “... todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição”.
O que vemos em Monlevade é uma população se acomodou! Que vive na base do “tanto faz”... Que vive na esperança de “anos melhores”...  Que vive de tentar justificar o injustificável!

A esperança é boa quando nos motiva a andar para frente, a vencer obstáculos...
O ato de ignorar certas circunstâncias que acontecem ao nosso redor, principalmente no que diz respeito a direitos constituídos, vai além da “boa vontade” ou covardia, é irresponsabilidade!

 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Denúncia: Idosos estão sendo "amontoados" na entrada dos coletivos de Monlevade

Foto ilustrativa
  Uma usuária da Enscon ficou indignada com a situação enfrentada por alguns idosos na noite de ontem, (03/02). Segundo a mesma, por volta de 21h00, na linha 12, no percurso entre Praça do Lindinho e Bairro Santa Bárbara , sete idosos embarcaram , sendo que, dois ocuparam o banco reservado e cinco ficaram de pé, "embolados", na parte da frente do coletivo.
  “Se pagam a passagem, giram a roleta e encontram mais assentos. Porém, por não pagarem, só encontram dois assentos à disposição, na parte da frente do veículo. Resultado: na noite de ontem eram dois idosos sentados e outros cinco seguindo em pé; e se o motorista fosse obrigado a frear bruscamente? Os idosos não têm destreza o suficiente, certamente iriam se machucar!”, declarou a usuária.
   Em algumas cidades do Brasil, pessoas com mais de 65 anos possuem gratuidade nos ônibus, com a opção de passar pela roleta. Para isso, é necessário apresentar o Cartão de Gratuidade do Idoso.
   Outras, possuem opções de portas de desembarque.  E assim, mesmo que não haja assentos o suficiente para todos os idosos que estão sendo transportados, os mesmos (idosos) contam com um serviço que os dê a possibilidade de se locomoverem com segurança.

                                    Falta do auxiliar de bordo

Ainda , segundo a usuária , a falta do auxiliar de bordo (trocador) agrava ainda mais a situação: “Para piorar a situação,  não havia trocador para auxiliar o motorista no caso de algum imprevisto. Esta é uma situação constante em nossa cidade, será que vai ser preciso uma tragédia para que alguém tome alguma providência?”, concluiu.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

1200 mulheres Monlevadenses prejudicadas pelo ajuste financeiro da prefeitura de Monlevade.

Por que será que quando a coisa aperta sempre sobra para as mulheres ou crianças? Para “ajustar” as contas da Prefeitura tinham que justamente deixar as mulheres Monlevadenses sem transporte e creche para os filhos pequenos?

Infelizmente, o mercado é ingrato com as mulheres que optam por serem trabalhadoras e mães. E todos nós sabemos que muitas destas mães trabalham e precisam cumprir suas jornadas de trabalho e não dá pra ficar esperando “a situação financeira do município se equilibrar” porque a fila anda para o patrão.
 O preconceito em relação à mulher no nosso país é notável, tanto que dados recentes do IBGE apontam que os salários das mulheres no Brasil com todos os movimentos femininos contrários permanecem 28% inferior ao dos homens. Pesquisas como a recentemente divulgada pela Catho on Line, empresa de recrutamento e seleção, também apontam que mulheres com filhos de até quatro anos têm mais dificuldades para conseguir emprego. Embora isso seja ilegal e imoral, na hora de disputar uma seleção as mulheres são separadas em: com filhos e sem filhos.
Segundo o artigo 30 da Lei 9.394/96 (LDB – Lei de Diretrizes e Bases), a educação infantil é oferecida em creches, para crianças de até três anos de idade e pré-escolas, para crianças de quatro a seis anos de idade.A educação infantil é a primeira etapa da educação básica, e tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físicos, psicológicos, intelectual e social, complementando a ação da família e da sociedade.
Esperamos que nosso atual prefeito reavalie sua posição em relação a esta situação, afinal, as mulheres Monlevadenses têm direito ao trabalho e ao estudo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Volta às aulas... De volta à rotina.

O retorno às aulas se aproxima... Ora, depois de um período de descanso os ânimos estão acalmados, alunos e professores viverão à base da paz e amor. Ledo engano. A realidade da sala de aula na maioria das escolas extrapola a lógica.

Na verdade, ser professor hoje, seja na escola pública ou privada, é um ato de heroísmo. Tanto os pais como os alunos enxergam o professor como uma babá ou um empregado ao qual se deve dar ordens.

Na escola pública, a ordem é aprovar o maior número possível de alunos, para não colocar em risco as verbas doadas pelo governo, estas, na maioria das vezes adquiridas através de números de aprovação apresentadas às fundações “patrocinadoras”. Na escola particular, os pais não aceitam que os filhos sejam reprovados, pois eles estão pagando! Então, resta aos professores ouvir calados os desmandos dos alunos, que estão blindados pela estrutura familiar e social.

 Um aluno pode dizer qualquer tipo de palavrão, ameaça e xingamento ao professor, e o que acontece? Sem sombra de dúvidas, para o professor, calar é mais prudente! Afinal, garante o salário e protege os dentes.

Parece brincadeira, mas se o professor ousar em reclamar ou retirar o aluno de sala, o errado será o professor, pois ele constrangeu o aluno. Esqueceram-se do Estatuto da Criança que protege o aluno?

Sem contar que, professor que “grita” em sala de aula ou pedi silêncio em tom alto, será visto como um desequilibrado, precisa de aposentadoria! Estudos já comprovaram que a carga de estresse do trabalho do professor só perde para a de médicos e policiais. Mas, ainda assim, professor tem que ser pacato, tem sofrer calado!

Reclamar a quem? Aos pais? Muitos se quer acompanham o rendimento dos filhos na escola.  A grande maioria trabalha longe de casa e por viverem tempo demais longe dos filhos tornaram-se permissíveis demais. Muitos compensam a ausência de afeto enchendo os filhos de mimos, fazendo as vontades dos filhos, restringindo o “não”, criando verdadeiros “monstrinhos”! Muitos pais infelizmente esquecem que viver em sociedade exige respeito às normas e que a educação tem que vir do berço e não da sala de aula.

A culpa de tudo isto esta na sociedade elitista e hipócrita em que vivemos! O ato de projetar as nossas responsabilidades no outro, de querer tomar conta do mundo sem olhar para o nosso umbigo!  O que vale é o ter, o poder! Se você tem dinheiro, você tudo pode! Reclamamos diariamente da corrupção no país, da compra de votos e da “bandidagem”, mas, ao mesmo tempo, fazemos vistas grossas ao comportamento dos nossos filhos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que será da nossa humanidade em 2070?


Li esta crônica há uns sete anos atrás e, confesso que fiquei alarmada com as evidências de que o relato poderia ser de fato uma realidade para 2070. Porém, diante da onda intensa de calor que vem nos abatendo nos últimos dias, tenho a impressão de que esta Carta já poderá ser escrita em 2050. E que Deus tenha misericórdia de nossos descendentes!
               Carta escrita em 2070

"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.
Agora devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.

Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA água, só que
ninguém ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozônio que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os
lados.

As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20
anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água,o oxigênio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos.137 m3 por dia por habitante e adulto.

A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar,não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo
rio que é fortemente vigiado pelo exercito,a água tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.

Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se precipitação,é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da industria contaminante do século XX.

Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente.

Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado,porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos.

Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"

Documento extraído da revista biográfica "Crônicas de los Tiempos"

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Presente de Ano Novo para os moradores do Loanda!

Moradores sem entender o porquê de tanto descaso.
  Todos nós sabemos que, a causa da maioria dos alagamentos é oriunda de obras mal realizadas, com acúmulo de materiais (areia, pedras, entulhos) nas vias públicas; lixo jogado na via pública; falta de manutenção na rede de esgoto pluvial; aliados ao descaso do poder público.

Prevenção é a palavra-chave quando o assunto é enchente, pois grande parte dos recursos para cobrir prejuízos é pública, ou seja, vem dos impostos pagos pela população. As ações da Defesa Civil têm recursos previstos no Orçamento da União e nos dos estados e municípios.

Mas, nossos gestores ainda insistem em atuarem nas consequências, talvez, para passarem uma imagem de “bonzinhos”, solidários. Afinal, obras de prevenção na maioria das vezes são obras que não “aparecem”!

Francamente, se Monlevade possuiu um plano diretor, parece que o mesmo ficou na fase do plano mesmo! Código de postura este, parece comédia! Em se tratando de fiscalizações, Monlevade parece  não ter dono, a maioria das edificações é feita a bel prazer de seus proprietários!

Pois bem, em véspera de ano novo, uma moradora do Bairro Loanda foi surpreendida com uma inundação! Prejuízo para a família, que além de tudo ficou exposta ao risco de uma contaminação!

Começo a desconfiar que a redução do IPI na linha branca e móveis na época do verão seja mais um paliativo para população que, a cada ano, perde seus pertences em virtude das tragédias promovidas pelas enchentes e inundações! São as manobras que o governo utiliza para passar “mel” na boca do povo!

 
 O QUE A PREFEITURA DEVERIA FAZER PARA EVITAR AS INUNDAÇÕES

Elaborar o plano diretor de desenvolvimento municipal, identificando áreas de risco e estabelecendo regras de assentamento da população. Pela Constituição, esse plano é obrigatório para municípios com mais de 20 mil habitantes.

Fiscalizar as áreas de risco, evitando o assentamento perigoso.

Aplicar multas, quando o morador não atender às recomendações.

Elaborar plano de evacuação com sistema de alarme. Todo morador deve saber o que e como fazer para não ser atingido.

Indicar que áreas são seguras para construção, com base no zoneamento.

 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

“Chegado” - O encarregado do jeitinho brasileiro.


Quem nunca ouviu falar do indivíduo? Ou melhor, quem não tem um “Chegado”?! Ora, o Chegado é o “herói” das massas e é encontrado em todas as repartições, sejam públicas e privadas, sem distinção! Temos o Chegado que tira multas, tem o Chegado que passa processos à frente, tem o Chegado que vota favorável, tem o Chegado que agenda a consulta na frente, tem o Chegado que arruma vagas nas escolas, enfim, para todo o tipo de maracutaia, mesmos as mais inocentes (se é que isto seja possível),  existe um Chegado para fazer o serviço.
A prática é comum e acontece nas melhores famílias. Ora, você mesmo que está lendo essa crônica se puxar bem pela memória, poderá constatar que algum dia em sua vida apelou a um “Chegado”! É que ás vezes ele usa alguns codinomes como: Conhecido, Contato, Influente.
Quando acionamos o camaradinha, certamente é porque queremos algo que foge aos métodos convencionais, normalmente morosos, enfadonhos. Ora, o Chegado tem lá seus meios (o que também não me interessa. Problema dele uai!) de conseguir mais rápido, com 100% de garantia de sucesso e sem nenhum esforço meu (um telefonema, um email, e até uma piscadela já é suficiente para o Chegado captar a mensagem).
O problema de tudo isto é que o Chegado também tem um “Chegado”, que também tem um Chegado, até chegarmos ao “Chegado-mor”, aquele que mantém a cadeia, que dá as ordens, que delega poderes, que manda e desmanda. E nós o criticamos pelos seus atos escusos, apontamos o dedo, sem darmos conta de que ao ligarmos para o primeiro Chegado da cadeia acionamos a máquina da corrupção e juntos aos demais colocamos o dedo no gatilho!
Pior que condenar os atos dos corruptos é ser hipócrita, não limpar as próprias janelas! Quer mudar o mundo, que tal então começar por si mesmo!

sábado, 24 de novembro de 2012

Dia 25 de Novembro- Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher .

Você sabia que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento? Sabia também que o marido ou companheiro é responsável por 56% desses casos de violência? Esses dados são de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo. O levantamento aponta que uma em cada cinco mulheres foram agredidas pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda. O combate à violência contra a mulher tem apresentado recentes avanços. Por parte do governo, algumas importantes medidas já foram tomadas.
                                                
  O Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher foi instituído em 1999 pela ONU e é celebrado em todo o mundo a cada 25 de novembro. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura Trujillo na República Dominicana. Desde então, inúmeros países realizam eventos para lembrar que, diariamente, meninas, jovens e adultas são vítimas de toda sorte de violência.
No Brasil, os casos se multiplicam, como demonstram alguns dados dos 561.298 atendimentos realizados pela Central de Atendimento às Mulheres (Ligue 180) entre janeiro e setembro de 2012. Desse total, 68.396 foram denúncias de violência, majoritariamente física (38.535). É importante salientar que 27.638 mulheres relataram sofrê-la diariamente, e 19.723 se perceberam em risco de morte. Em 25.329 dos casos, os filhos presenciaram ataques à mãe.
A mídia noticia atos dessa natureza quase diariamente, destacando aqueles que, por sua brutalidade, chocaram a opinião pública. O caso do goleiro Bruno, com início de julgamento previsto para amanhã, é emblemático.
Outra face perversa desse quadro é a violência sexual, que revela o complexo contexto de poder que marca as relações sociais entre os sexos. São casos de estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor, sedução, atos obscenos e assédio, que podem ocorrer conjugados com lesão corporal, tentativa de homicídio, maus-tratos e ameaças.
A violência nas relações de gênero, particularmente, a sexual, pode gerar diversos problemas de saúde física, reprodutiva e mental, e, portanto, acarretar mais busca pelos serviços de saúde. Esses, sobretudo os pronto-socorros, são os mais procurados. Eles têm de perceber (reconhecer) a violência sofrida pela mulher, dando credibilidade a uma queixa, e romper com uma recorrente prática de medicalizar os eventos.
Na maioria das vezes, essas mulheres apresentam problemas que não se reduzem às consequências imediatas dos atos vivenciados, mas apresentam interfaces que precisam contar com o aporte interdisciplinar, como as cicatrizes deixadas na vida sexual, afetiva, social, profissional.
Os dados sobre violência sexual mostram que não há distinção entre classes, segmentos sociais e cor/etnia. O tratamento dado socialmente a tais crimes, em particular os estupros, oscila entre considerá-los hediondos, principalmente quando praticados contra crianças, ou fatos banais, comuns. Pode-se afirmar que a visão sobre eles ainda está intimamente vinculada à imagem que se faz da vítima, de seu comportamento e moralidade.
A Lei Maria da Penha, considerada uma das mais avançadas do mundo, é importante instrumento no enfrentamento dessa situação. Seu caráter pedagógico contribui para uma mudança de mentalidade das pessoas, fazendo com que a violência seja cada vez menos tolerada pela sociedade.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, visando a que essa lei seja efetivamente conhecida e implementada, lançou, no início de agosto, a campanha Compromisso e atitude — a lei é mais forte. Ela foi dirigida inicialmente às autoridades judiciais, a fim de garantir agilidade na prisão de agressores e na tramitação de processos e julgamentos.
Mas, acabar com a violência contra as mulheres exige muito mais. Exige envolver e mobilizar toda a sociedade, para que ninguém assista passivamente a casos ou relatos de agressões. Por isso é que a campanha entra agora em sua segunda fase, que é a de mobilização da sociedade.
A partir de 25 de novembro, Dia internacional da não violência contra a mulher — com o mote “Violência contra a mulher: você pode combater a impunidade. Ligue 180” —, faremos ampla mobilização de empresas, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e mídia, para mostrar à população a necessidade de se ter compromisso e atitude diante desse quadro brutal. Só assim, a lei, de fato, será mais forte — com a punição de quem a desrespeitar.
Eleonora Menicucci - Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Acesse em pdf: Todos pela não violência contra a mulher, por Eleonora Menicucci (Correio Braziliense - 18/11/2012)


 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Pelo visto, decorações natalinas só nas cidades vizinhas!

Há rumores que não haverá decoração de natal na cidade de João Monlevade. Segundo fontes, o nosso prefeito, Gustavo Prandini (PV), para fechar sua administração com “chave de ouro”, não pretende realizar nenhum investimento em festejos e decoração de Natal em João Monlevade. A meu ver, uma situação que poderia ser revertida com um empenho maior do CDL e empresários da nossa cidade, afinal, o Natal é um momento de agradecer e cativar o cliente para o próximo ano. Uma cidade enfeitada impulsiona o comércio. Os clientes sentem motivados a comprar, sem contar que a criançada gosta. Vários municípios, para driblarem situações como esta, estão se mobilizando para enfeitar as ruas próximas as suas lojas. Existem cidades onde as associações comerciais estão promovendo Concurso de Decoração de Fachadas e Vitrines, com premiação em dinheiro aos associados que decorarem suas empresas nesta época natalina. Sei também que não é todo mundo que gosta do natal. O Grinch, este monstrinho verde, feio e peludo, por exemplo, odeia o natal e todo o clima feliz das festas natalinas! Mas, daí deixá-los sabotar o natal da gente são outros quinhentos!

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Secretaria Estadual de Educação investiga a Escola Estadual Alberto Pereira Lima

A chegada de novos livros didáticos chegou a ser questionada pelo
Grupo Alberto Democrática, mas segundo Gabriel , a mesma já
 era aguardada pela escola.   Foto: Gabriel Hennry
 
Segundo informações de alunos que compõem o  Grupo Alberto Pereira Lima Democrática, funcionários da Secretaria de Estado de Educação estiveram nesta quinta-feira, 8, na escola visando apurar as denúncias dos alunos em relação à conduta da diretora Maria Aparecida de Souza.

Segundo os alunos, ao chegarem à escola, os funcionários da SSE, encontraram os documentos trancados, tendo então, solicitado o comparecimento da diretora Maria Aparecida de Souza no local. Alguns estudantes, escolhidos aleatoriamente pelos responsáveis pela sindicância, foram questionados, além das vendas dos livros, sobre questões como aprendizado, merenda, limpeza e condições do laboratório de informática.

Professores que atuam na Alberto Pereira Lima também ficaram responsáveis por redigir um relatório individual expondo a situação da escola. O mesmo documento também será apresentado por alguns alunos que tem mais de 18 anos.