Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de março de 2014

“Protocolo de Manchester” – haja paciência!

O sistema de triagem denominado protocolo de Manchester é uma metodologia científica que confere classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto atendimento. O objetivo é ordenar o atendimento quanto à emergência. Desta forma, de acordo com a gravidade, o paciente saberá o tempo de espera para o seu atendimento. O sistema afere o atendimento em até cinco cores, sendo vermelho para atendimento emergente, com risco eminente de morte a exemplo de estado de coma, queimaduras graves, parada cardiorrespiratória; a cor laranja, sendo muito urgente, definido em casos como dor torácica intensa, arritmias cardíacas e hemorragias; a cor amarela, sendo urgente, em casos que não constate risco de morte, mas precisam de atendimento prioritário, a exemplos de pessoas com febre alta e alterações dos sinais vitais; a cor verde, para casos com pouca urgência, que podem aguardar pelo atendimento, como vômitos e diarreia sem sinais de desidratação; e a cor azul, sendo usada para casos simples, sem necessidade de urgência alguma, e que podem ser atendidos em consultório médico.

O que determina a “cor do problema” é um pré-atendimento normalmente realizado pelo serviço de enfermagem de acordo com seus sintomas/queixas. Porém, nem sempre este pré-atendimento é imediato, o que aumenta consideravelmente o tempo de espera.

Recentemente estive com meu filho no PA de João Monlevade e pude constatar esta situação bem de perto. Várias pessoas aguardavam há horas pela avaliação preliminar. E os próprios funcionários ao verem que algumas situações necessitavam de atendimento imediato se viam obrigados a encaminhar os pacientes para o atendimento sem a triagem.

É sabido que várias instituições de saúde Brasil a fora já utilizam o protocolo de Manchester; também é sabido que o sucesso deste dispositivo depende de profissionais habilitados por meio de treinamento, além de auditorias periódicas para avaliação do sistema de triagem.

Concluindo, temos ciência que o sistema de triagem no PA de João Monlevade é recente, mas é preciso que a Secretaria de Saúde esteja atenta à qualidade dos serviços, e se for o caso, aumente o número de profissionais para o atendimento na triagem, afinal, o que o paciente normalmente não tem quando procura por atendimento nas unidades de saúde é paciência!


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Anúncio do Caos!

Foto Divulgação
Se o trânsito no centro de Monlevade é complicado em dias normais, imagina quando chove... Não sei de onde “brotam” tantos carros. Sem contar que os ônibus parecem concentrar-se todos no mesmo horário, formando uma fila gigantesca!
 Os congestionamentos limitam o direito de ir e vir, que está previsto na Constituição. Resultado: vivemos uma rotina cheia de restrições, pois o tráfego pelas ruas em várias partes do dia é quase inviável.
No final da tarde de hoje, dia 06/11, havia congestionamento ao longo de quase todas as vias que dão acesso às avenidas no centro de Carneirinhos. E nas avenidas, para variar, o trânsito não fluía!
Fico imaginando o que será do centro de Carneirinhos na véspera das festas de fim de ano! Um teste de resistência e paciência aos motoristas e pedestres que, são obrigados a travar uma “luta” na busca de passagem.
Para agravar a situação, o número da frota de carros em Monlevade vem aumentando consideravelmente, enquanto a engenharia de trânsito acompanha esta movimentação a passos lentos, à base da experimentação!
As horas ociosas no trânsito diminuem ou impossibilitam a participação em atividades físicas, de lazer e de descanso. Pesquisas apontam que as pessoas que passam longas horas ao volante ou mesmo em ônibus lotados tendem a apresentar queixas como dores lombares, no pescoço e ombros, além de dores de cabeça, nas pernas e pés. O repouso também é prejudicado pela tensão dos congestionamentos: a pessoa dorme menos porque ficou mais tempo presa no trânsito ou porque se tornou vítima de insônia.

O fato que ninguém esta aguentando o trânsito de Carneirinhos! Algo precisa ser feito urgentemente! 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Curtas

Poeira no Bairro Nova Cachoeirinha

Que a estrada de acesso ao Bairro Nova Cachoeirinha é uma calamidade não é novidade para ninguém. Não é de hoje que os moradores sofrem com o rastro de poeira deixado pelo tráfico constante de carretas transportando escória da ArcelorMittal para a empresa de beneficiamento (Collares) localizada próxima à ETA. Ontem um morador, revoltado com o descaso da administração municipal, resolveu ele mesmo dar cabo a poeira,  instalando um redutor de velocidade próximo a sua residência para inibir a proliferação de poeira.Porém, informações dão conta de que o mesmo teria sido advertido por autoridades, sendo aconselhado a retirar o obstáculo da pista. É aquela coisa, poeira nos olhos dos outros é colírio!

“Terremoto” em Carneirinhos
Várias pessoas no centro de Carneirinhos foram surpreendidas nesta semana com um suposto “tremor” de terra. Moradores e lojistas sentiram a terra tremer debaixo dos pés. Há relatos que o incidente ocorreu após uma explosão muito forte, o que leva a crer que uma detonação ocorrida na Mina do Andrade, poderia ter sido a causa. Controvérsias á parte, seria prudente as autoridades competentes darem uma verificada.

Família de político precisa ter sangue de barata.
Brocardo popular: Respeito é bom e conserva os dentes. Em tempos de liberdade de expressão, há pessoas que confundem franqueza com falta de educação. Ainda que o sujeito político não esteja cumprindo o papel que deveria , ninguém está no direito de achincalhar seus parentes em publico, colocar nomes, acusar levianamente, principalmente quando este parente, se trata de uma criança. É por estas,  que muitos familiares impedem a participação dos seus, em assuntos políticos, afinal , indiferente de ser de boa ou má índole , acabam todos, inclusive familiares e amigos, sendo medidos pela mesma régua .

A que pontos chegamos
Elogiar atos de honestidade é o fim da picada! Honestidade, moralidade não é condição, é obrigação. Principalmente se a figura for pública. Honestidade se ensina em casa e na mais tenra infância. Embora que, em se tratando de Brasil, honestidade é relativa e só é atribuída ao outro.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Abandono e desordem !

Ontem, estive visando o Centro Social Urbano, localizado no bairro Loanda. O lugar está totalmente abandonado, como tão bem relatou a jornalista Gabriela Gomes do jornal A Notícia na edição de agosto.http://www.anoticiaregional.com.br/noticia/5066/Centro-Social-Urbano--ha-decadas-abandonado.html
Porém, como se não bastasse o "cenário" horroroso, o local vem sendo utilizado como área de lazer para um grupo de jovens que pregam "o terror” para funcionários e pacientes.
Segundo informações do vigia, os jovens deixam de frequentar as aulas no EMIP para ficarem depredando ainda mais o local: "Eles chegam aqui todos os dias e ficam fazendo algazarras, importunando  as pessoas. Não respeitam autoridade e não adianta chamar a polícia, porque ninguém aparece! Alguém precisa tomar uma providência porque a situação esta terrível”!
Desabafou.
Sem sombra de dúvida, algo precisa ser feito urgente.  Seja via Conselho Tutelar, Secretaria de Serviço Social, Educação ou Comissão da Saúde da Câmara Municipal, alguma medida precisa ser tomada, porque não se pode deixar que jovens empossem de uma área que não lhes pertencem nem de fato, nem de direito, porque se hoje eles somam dez, só Deus sabe a que número chegará amanhã!

sábado, 17 de agosto de 2013

Curtas


Cavalgada I
Todos os argumentos em relação ao não acontecimento da tradicional Cavalgada de Monlevade no Parque do Areão foram voto vencido, uma vez que o Ministério Público bateu o martelo e liberou a área. Se a argumentação ambiental foi inconsciente, talvez seja viável utilizar a Lei do Silêncio, porque se na Avenida Getúlio Vargas o som foi ensurdecedor imagina nas partes altas.

Cavalgada II
Se o objetivo da Cavalgada foi realizar um teste de propagação de som, perderam tempo, afinal o relevo de Monlevade assemelha-se a uma bacia, se retirar o problema do alto, ele recai nas para as partes baixas. Na linguagem popular, é varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Cavalgada III
Pela primeira vez, após o tradicional desfile de abertura da Cavalgada, onde os animais lotam as ruas de estrume, houve o cuidado da administração municipal ou dos organizadores do evento em limpar “a sujeira”. Pelo menos na Avenida Getúlio Vargas pude perceber a presença de pessoas realizando a limpeza. Não sei de quem é o mérito, mas, parabéns pela iniciativa!

Denúncias
Nos últimos dias temos acompanhado denúncias importantes, uma envolvendo o Secretário de Meio Ambiente e outra envolvendo o Hospital Margarida. É importante que ambos os casos sejam apurados pelos órgãos competentes e que uma resposta seja dada a população o quanto antes.

Uma luz no fim do túnel

 Tudo indica que o prefeito Teófilo Torres concordou em conceder reajuste salarial aos servidores públicos municipal. Diga-se de passagem, a população de Monlevade já estava pelas medidas com este impasse. Além de ser um desrespeito aos professores, alunos e familiares, a sociedade era obrigada a conviver com o clima tenso das negociações.

Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço
Sou favorável a qualquer manifestação popular, desde que a mesma seja pautada pela ordem e pelo respeito. O cidadão que exige a garantia de direito precisa respeitar os direitos dos seus semelhantes, principalmente no que tange a sua vida pessoal. Muitos líderes ao longo da história, como Nelson Mandela, deram uma lição para a humanidade na resolução de conflitos e promoção dos Direitos Humanos levando uma mensagem de paz em tempo de guerra. Incitar o povo na promoção da desordem, do desrespeito, na invasão de privacidade e violação de direito, é medir a população pela mesma régua dos políticos. Direitos e Deveres cabem a todos e o caminho para exigi-lo chama-se Constituição Federal e Ministério Público. O exercício da democracia precisa acompanhar a evolução do tempo, senão estaríamos ainda na “era do Cangaço”.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A Praça do Povo e do Barulho!


Imagem ilustrativa
Nada contra as manifestações artísticas, porém, o direito de um, se estende até onde o direito do outro começa. Constantemente os shows na Praça do Povo têm se estendido muito além das 22horas, conforme o que determina a lei, perturbando o sono das pessoas que vivem nas proximidades. Na noite de sábado, 27/07 era possível ouvir o barulho à km de distância.
 O bem jurídico Sossego Público não é um bem disponível ou irrelevante. O silêncio é um direito do cidadão. O sono assegura a reparação da fadiga física e da fadiga mental ou nervosa do indivíduo. O sono é composto de várias etapas, cujas durações variam no curso da noite. Primeiramente, entramos num estagio de sono lento ou profundo, assegurando-se principalmente a reparação física. Na segunda parte, onde o sono rápido ou paradoxal é maior, assegura-se a reparação nervosa. Nas fases paradoxais, o sono é relativamente leve e pode ser perturbado por ruídos fracos, o que irá impedir ou entravar a reparação do sistema nervoso. Efeitos como aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial, dispneia, fraqueza, fadiga, dificuldade de concentração, alteração das glândulas suprarrenais, hipófise, dentre outras.
Acontece que, enquanto outros órgãos do sentido descansam durante o sono, os ouvidos se mantêm em estado de alerta. A audição funciona como um alarme e o cérebro produz adrenalina diante do perigo do ruído; concluindo o sistema de defesa continua o mesmo.

   O que determina a lei
A CF artigo 225, determina: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, imponde-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. • A responsabilidade pelo dano ambiental independe da existência de culpa, nos termos do art. 14, parágrafo 1º, da Lei nº 6938/81, assim redigido: “Parágrafo 1º- Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar, os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente.”.

Trocando em miúdos, quem se sentir lesado pelos “barulhos” fora de hora na Praça do Povo deve acionar o Ministério Público e fazer valer os seus direitos!

 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Casa da mãe Joana e dos filhos da mãe.


Como vem retratando o Jornal A Notícia, João Monlevade parece ser uma terra sem lei. Onde tudo é permitido, obstrução de vias públicas, carretas ao longo das avenidas, acomodação de entulhos e lixos e por aí a fora vai.

Mas, não podemos nos esquecer dos “filhos da mãe” que aproveitam das mazelas da nossa cidade para deixarem seus traços de destruição e desordem.

No início do mês a AMA-JM em parceria com a Estância Canteiro Verde levou ao Bosque do Ipê, no Bairro José de Alencar, quase 200 mudas de árvores nativas e frutíferas com o intuito de levar beleza, pássaros e melhorar a recarga hídrica do entorno. O plantio foi realizado com a ajuda de parceiros, dentre eles alguns vereadores, polícia de meio ambiente, escoteiros, ambientalistas, dentre outros.
Porém um indivíduo, talvez insatisfeito pelo mato deixado em volta do coveamento (que tinha como objetivo proteger o solo dos raios solares e facilitar a penetração da água) tratou logo de atear fogo e deixar o ambiente “limpo” do mato e das mudas.
 
Assim como o filho (a) da mãe do episódio Bosque do Ipê, vários moradores das cidades têm o costume de atear fogo no lixo, restos de podas e roçagem, em terrenos e espaços vazio com muito mato. Mesmo sendo nociva ao meio ambiente a saúde e proibida por lei, essa prática é comum em João Monlevade. O que estes indivíduos parecem não saber é que a fumaça gerada pela queima deste material é tóxica, gerando um aumento considerado no atendimento dos postos de saúde e hospitais, onde os principais afetados são crianças e idosos. Os problemas mais comuns são os respiratórios e irritação nos olhos. Sem contar o dano ambiental para a fauna e a flora, como no caso do Bosque do Ipê.
Para sanar ou pelo menos amenizar as queimadas feitas em áreas urbanas, o Poder Público precisa realizar algumas ações preventivas. Como a identificação antecipada dos locais propícios a queimar, notificando os proprietários e dando prazo para limpeza, além também da correta manutenção espaços vazios do Município.

Paralelamente cabe a sociedade fazer a sua parte denunciando os vândalos que ateiam fogo, e comunicando o mais rápido possível a brigada de incêndio e a Polícia, para que possam identificar e prender esses criminosos. A queimada urbana é uma fonte de poluição evitável, por isso a educação ambiental é fundamental nessa questão.
Para se colocar “ordem na casa” é preciso que todos os elementos estejam dispostos a dar a sua contribuição.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Parece piada: Campanha contra o câncer de mama sem mamógrafos.


Municípios com demanda reprimida de mamografias deveriam
 mudara "cor" da campanha Outubro Rosa para
 Outubro Vermelho , de vergonha.
Nosso país é ótimo no quesito campanhas preventivas contra o câncer de mama; temos o Dia Nacional da Mamografia, Outubro Rosa além de outras campanhas promovidas por várias instituições, que têm por objetivo alertar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. O objetivo é levar as mulheres à unidade de saúde para realizarem a mamografia. No entanto há uma demanda reprimida de mamografia por todo país, (como o caso de João Monlevade) devido à falta de manutenção ou inexistência de mamógrafos nas unidades do SUS.

O problema não é de agora, tanto que, para tentar reverter o quadro, no dia 22 de março do ano passado foi assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, , o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia – PNQM. Que por enquanto, parece ter valor somente no papel.
Dados apontam que vários mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda estão sem uso. Isso tudo faz pensar: como esses mamógrafos, que custam tão caro aos cofres públicos, podem estar parados, enquanto tantas mulheres precisam fazer o exame de mama, com urgência?

De que adianta as mulheres serem orientadas a fazerem a mamografia se têm que ficar aguardando meses pelo exame? É preciso garantir paralelamente que a mamografia esteja disponível para todas as mulheres e em todas as regiões. A unidade de mamografia móvel seria uma solução. Aliás, várias cidades já estão  adotando a medida em parceria com o Ministério da Saúde, e aí Monlevade, qual é a dificuldade? 

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que falta ao meio ambiente é a atitude!

Faltam lixeiras ao longo da reta do Baú, diagnostico
 confirmado durante a caminhada ecológica.
Estive acompanhando bem de perto as atividades da Semana do Meio Ambiente. Aliás, ao contrário do que alguns possam pensar, as atividades da semana só aconteceram graças às contribuições da iniciativa privada e associações; que inclusive, sentarão nos próximos dias para traçarem metas a serem cumpridas até a atividade do próximo ano, dentre elas, a fixação de lixeiras em alguns pontos da cidade a introdução de árvores no areão, a recuperação de nascentes e a criação de um movimento para impedir que a CEMIG feche a Estação Ambiental de  PETI.
Também não posso deixar de mencionar a qualidade das palestras ministradas ao longo da semana e a ausência das "partes interessadas", como por exemplo,  a palestra : "Poda de Precisão em árvores urbanas "com Luiz Carlos da Gerência de Meio Ambiente da Cemig que não contou com a participação do setor de serviços urbanos da prefeitura municipal.

Leotacílio da Fonseca, ambientalista, troca uma garrafa
 pelo
comprometimento
ambiental do visitante.
Já em relação à visita a Estação Ambiental de Peti foi um misto de contemplação e frustação . Afinal, para quem não sabe a visitação à Estação Ambiental de Peti esta com dias contados. Por decisão da CEMIG, as atividades em torno da educação ambiental dentro da reserva encerrarão no dia 30 de Junho. Inaugurada em 22 de setembro de 1983. A Estação Ambiental de Peti é uma área remanescente da Usina Hidrelétrica de Peti. Localizada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. A Estação Ambiental de Peti tem de área 1.280há, sendo 605 hectares de área terrestre e 675 hectares de Reservatório, sendo este construído para produção de energia elétrica pela Usina de Peti, que abastece as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas e também gera energia para o sistema integrado da Cemig. Além da sua importância na geração de energia elétrica, Peti é considerada uma área piloto da empresa no que tange aos aspectos ambientais. Em termos de manejo, pode-se afirmar que possuí hoje dados para recuperação de áreas degradadas, controle da população faunística, além de conhecimento das interações entre as espécies da fauna com a flora de Peti. A Estação Ambiental de Peti é diplomada pelo IBAMA como “ASAS” (Área de Soltura de Animais Silvestres), onde os animais também apreendidos pela Polícia Militar do Meio Ambiente passam por uma triagem onde se avalia as condições de saúde dos mesmos para reintrodução futura. Também é desenvolvido o Projeto “PROFAUNA” onde são realizadas a reprodução e reintrodução de algumas espécies como: Cutia (Dasyprocta leporina), Mutum do Sudeste (Crax Blumenbachii), Ananaí (Amazonetta brasiliensis), Pato-do-mato (Cairina moschata). Além dos projetos acima, a Estação ainda conta com um Programa de Educação Ambiental para alunos de ensino fundamental, médio, técnico e superior das escolas das redes pública e particular. E também conta com uma trilha ecológica para cegos. O trabalho realizado com os animais no centro de manejo e demais programas tem assistência de um Médico Veterinário (Rafael Rezende) e Bióloga (Flávia Regina) sob coordenação do Gestor administrativo da Cemig Leotacílio da Fonseca.

Porém o portfólio da Estação Ambiental de Peti foi insuficiente para a CEMIG quando a mesma decidiu por “apertar o cinto”, cortar gastos. Ora, meio ambiente não é lucrativo fora da exploração! Pelo contrário é dispendioso e moroso. Para que gastar dinheiro com pesquisas? Para que recuperar “bichinhos” que foram apreendidos na mão de contrabandistas? Deixem que selem seus destinos de morte, porque o nosso objetivo é alimentarmos de energia a TV, a geladeira, o sistema de refrigeração, a banheira de hidromassagem de nossos consumidores. O ser humano evoluiu em tecnologias de consumo, não tem tempo para olhar para os lados, poucos conhecem o Chico (Sagui-de-cara-branca, rejeitado pelos grupos da espécie, que recepciona os visitantes da estação) e se importarão  com a solidão dele. Então está decidido: Fechem as portas!
É o que eu sempre falo, meio ambiente não precisa de firulas, precisa de atitude!
 










 

terça-feira, 21 de maio de 2013

E aí planos de saúde privados de Monlevade?


Falar sobre a falta de pediatras no hospital Margarida é chover no molhado. Em nossas manifestações sempre direcionamos questionamentos ao hospital, à prefeitura, porém esquecemos-nos de responsabilizar também as operadoras de plano de saúde por “venderem” um serviço sem “garantia”.
 
  O fato é que, o crescimento dos planos de saúde privados avança. Mas, poucas operadoras se preocupam em investir em ambulatórios próprios, a fim de dar condições ao conveniado em ser atendido. Normalmente estes, utilizam dos espaços já existentes e acabam contribuindo para a fragilização do atendimento no Sistema Único de Saúde. O negócio é só aumentar os conveniados e pronto.

Quando uma família opta por pagar por um plano de saúde, o mínimo que ela espera é ser atendida na necessidade. Mas, o que temos presenciado em Monlevade são pessoas que pagam mensalmente a fatura do plano de saúde, na esperança de terem um atendimento de qualidade, e quando precisam, não conseguem o ter a contento!

Muitos planos de saúde privados “vendem” leitos hospitalares. Aí fica a pergunta: qual leito hospitalar que o seu plano de saúde privado te fornece?É o hospital margarida?

Até quando estas operadoras ficarão usufruindo das instalações públicas para atenderem seus conveniados? Muitas têm recurso o suficiente para fazer hospital privado, mas preferem um hospital já pronto, que na maioria das vezes foi construído com dinheiro público.

Então, voltando à pauta, está na hora de atribuirmos responsabilidades aos “vendedores” de planos de saúde de Monlevade na questão de falta de atendimento no hospital Margarida.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Milhares de mulheres monlevadenses aguardam pela mamografia.

Quase dois mil pedidos de mamografia e mamógrafo parado.
Parece ironia, ao mesmo tempo em que as autoridades da saúde recomendam a proteção contra o câncer de mama com exames preventivos, milhares de cidadãs monlevadenses continuam sem condições de se proteger.

Muitas mulheres estão temerosas e o medo se justifica. O câncer de mama é a segunda principal causa de morte de mulheres no Brasil, só perde para as doenças do coração.

A estatística é maior a cada ano. O número de mortes cresceu quase 48% em uma década. O diagnóstico precoce é a melhor forma de tornar a doença menos assustadora.

Especialistas em mastologia são unânimes: “o método mais indicado para fazer essa detecção precoce é a mamografia”.

Sabemos que o problema traspõe as nossas fronteiras. Segundo o Tribunal de Contas da União, o Brasil tem 1.514 aparelhos que atendem ao SUS. Mas desse total, metade faz menos mamografias do que deveria. O indicado é que cada equipamento faça até 25 exames por dia, mas o número não chega a dez. A má gestão nos setores de saúde emperram o atendimento.

Em novembro do ano passado o vereador Belmar denunciou a existência de um Mamógrafo parado no interior do PA, e pelo visto, de lá para cá, muito foi falado e pouco foi feito para reverter o quadro.  http://www.anoticiaregional.com.br/noticia/2209/Mamografo-novo-parado--no-Pronto-Atendimento.html
A cada dia constatamos que fazer campanhas para a promoção de saúde é expor a população ao ridículo. As autoridades de saúde deveriam  entender que não adianta mobilizar a população para o  ato de se prevenir , uma vez que  o setor é deficiente  em atendimento. Fazer campanhas publicitárias fabulosas em torno da prevenção do câncer de mama é fácil, o difícil  é fazer o setor público ter a "boa vontade" de suprir a demanda!  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Formoso e ineficiente.

A imagem do Hospital Margarida é de encher os olhos! Mas, de que adianta um hospital tão bem estruturado sem médicos para atender a população?   Até quando os pacientes serão removidos para os hospitais das cidades vizinhas? Este problema vem se arrastando e várias justificativas já foram utilizadas pelas partes envolvidas, que vivem na base do “ping pong”, e pouco fazem para gerir a situação.  Vários casos já foram denunciados e relatados na mídia, mas, a “prerrogativa” do Margarida parece ser tamanha, que nem a presença da policia tem garantido atendimento aos pacientes.  E, só para constar, novamente a cidade ficou sem plantonista no final de semana. Uma senhora foi atropelada sábado passado, dia 27, e ao chegar para ser atendida no pronto socorro do o hospital Margarida com um corte profundo na cabeça, foi informada de que não havia médico de plantão.  A paciente foi removida para o hospital de Itabira.

Nossa cidade não pode se sentir prejudicada e até ofendida, quando um Secretário de Saúde do estado investe na saúde de Itabira nos deixando para depois. A meu ver, lógica simples do estado: Investir em quem presta serviço! Investir em quem se vê obrigada a “tapar buraco” de cidades que não são eficientes no atendimento à saúde!  

O que me deixa enfurecida é saber que continuamos a pagar nossos impostos (e até nossos planos de saúde), mas na hora de termos retorno, de sermos atendidos na hora que mais precisamos, damos com a “cara na porta”!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nenhum magistrado na Audiência pública sobre a violência contra as mulheres.


A Audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Monlevade, na tarde desta terça-feira (23), atraiu um público relevante no plenário da casa.

O objetivo era colocar em discussão o assunto ‘violência contra a mulher’, conscientizando e esclarecendo a população sobre o tema, além de buscar a implementação da rede de atendimento à mulher vítima de violência.

Promovida pelo vereador Tuquinho do Povo em parceria com a AMA-JM (Mulheres em Ação de João Monlevade), a audiência teve a presença da Eliana Piola, da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para mulher e gestora do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, representantes de vários segmentos sociais, da Delegacia da Mulher, Polícia Militar e populares.

Um fato que me chamou a atenção foi a ausência de representantes do Ministério Público do município, que, poderia ter contribuído muito com o debate, uma vez que, dados apontam como uma das causas da mulher vitimada em não realizar a denúncia, a morosidade da justiça nos julgamentos da Lei Maria da Penha.

Gostaria de destacar a participação da coordenadora Eliana Piola que apresentou o trabalho que a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para mulher, vem desenvolvendo no sentido de destacar o papel da sociedade na aplicação e implementação da Lei nº 11.340/2006(lei Maria da Penha), além de contribuir com a ativação da casa-abrigo para mulheres vítimas de violência e a reinstalação da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher – DEAM.

Durante a Audiência , Eliana Piola sugeriu aos vereadores que trabalhassem para a criação de uma Comissão de Direitos da Mulher Monlevadense, para que a mesma figurasse como uma prioridade  para as demandas do gênero feminino.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mulher deficiente teria sido agredida no PA e aconselhada a não denunciar!

Uma mulher, que pediu para não ser identificada, registrou um BO contra um médico monlevadense que estaria de plantão no PA de Monlevade no dia 08 de Abril. Segundo a vítima, ao questionar o atendimento demorado ao médico, o mesmo lhe deu um soco nas costas: “Perguntei para o Doutor se seria ele a me atender e ele foi logo me empurrando para dentro da sala com um soco nas costas; então não quis ser atendida por ele!”, denunciou a vítima.

Revoltada, a mulher procurou a diretora do local para relatar o ocorrido e foi aconselhada a ficar calada: “A diretora falou para mim que eu estava enganada, que era uma brincadeira e eu tinha entendido mal; ainda me aconselhou a não fazer nada porque eu preciso do médico, mas ele não precisa de mim, e sendo assim, eu tinha que ficar calada, não denunciar! Mas, assim que sai do PA fui direto à Delegacia e registrei a ocorrência!”.

A suposta agredida tem deficiência física motora e segundo o Art. 10 do Estatuto do Portador de Deficiência: “Nenhuma pessoa com deficiência, sobretudo mulheres e crianças com deficiência, serão objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, tortura, crueldade, opressão, tratamento desumano ou degradante, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”.

Também, segundo o Art. 248 do Estatuto: “Deixar o profissional de saúde ou responsável por estabelecimento de saúde, ensino ou entidade de abrigo ou de longa permanência, de comunicar à autoridade competente os casos envolvendo suspeita ou confirmação de maus tratos ou outros crimes contra pessoa com deficiência de que tiver conhecimento: Pena - multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais)”.

Ou seja, se realmente for confirmada a agressão,  além do médico, a funcionária do PA que aconselhou a vítima a não registrar um BO poderá responder solidariamente pela infração.
 
E, só para constar, amanhã dia 23/04 às 13h30 haverá audiência pública no plenário da câmara municipal, para averiguar as questões relacionadas à violência contra a mulher no município.

domingo, 21 de abril de 2013

Comemorar o aumento de atendimento no PA é o fim da picada!

Aí como eu gostaria de ter retornado falando de coisas boas! Andei meio silenciosa ultimamente, mas não foi por falta de assunto. Ficamos ansiosos demais em todo início de mandato, buscando novas perspectivas.

Mas, como nossa cidade está aparentemente em estado de letargia. O dedo começou a coçar e não deu mais para esperar!

Por onde tenho andando a reclamação contra administração é crescente, especialmente por conta de compromissos não cumpridos, a exemplo, a questão da limpeza pública, promessa de campanha e clamor do eleitorado para obra de início de mandato.  

Para uma campanha, onde o dinheiro foi apontado como a solução para todos os problemas, presenciar a cidade estagnada pela ausência dele, soa no mínimo contraditório. Pior ainda é constatar que o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, escolheu Itabira a Monlevade em um momento tão delicado para a saúde monlevadense.  Ora, a população de Monlevade acreditava que a distância entre os recursos estaduais e o cofre municipal ficaria mais estreita...

Mas, admiram-me muito os defensores de plantão, dispostos a esperar, (sabe-se lá por quanto tempo) pela limpeza da cidade, culpar o povo que suja, que não limpa. Concordo em partes, a população tem por obrigação colaborar com a manutenção da limpeza pública, mas, e quando não há a limpeza pública?

Todos sabem que a limpeza da cidade é uma questão de saúde pública. O acúmulo de lixo e entulho, bem como o crescimento do mato podem gerar diversos problemas. Esses fatores facilitam a proliferação, principalmente, de roedores, insetos, animais peçonhentos e até mesmo da dengue. Tanto que, como o próprio prefeito declarou recentemente o atendimento no PA dobrou nos cem dias de governo, uma péssima notícia; população saudável não procura atendimento médico!

Francamente, paciência tem limite!

 

sexta-feira, 15 de março de 2013

População rendida!


Dias atrás, na sala de espera de um consultório médico, eu e mais alguns que conversávamos sobre a “sujeira” instalada em nossa cidade fomos convidados a mudar de cidade por um jovem que aguardava por atendimento: “Ora, quem não está satisfeito com o que esta vendo, muda de cidade! Temos ainda quatro anos para organizar as coisas...”!
Como o “ânimo” do jovem estava bem exaltado, achamos por bem mudar o rumo da “prosa”!

Porém, fiquei refletindo com os meus “botões”: É! Para termos que esperar por mais quatro anos e ainda por cima com o “aval do povão”, talvez o melhor mesmo, seja procurar outra cidade, com políticos mais comprometidos e uma população menos alienada.
Pior que uma cidade má administrada é uma população incapaz de se indignar! Que aceita a tudo calada, passiva, ou pior, que se esconde atrás de movimentos esperando que estes solucionem suas demandas!

De que valeu a luta pela democracia, se a mesma é movida pela apatia da parte mais interessada? A população precisa assumir o seu papel na gestão e no controle como reza o art 1º da CF/88: “... todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta constituição”.
O que vemos em Monlevade é uma população se acomodou! Que vive na base do “tanto faz”... Que vive na esperança de “anos melhores”...  Que vive de tentar justificar o injustificável!

A esperança é boa quando nos motiva a andar para frente, a vencer obstáculos...
O ato de ignorar certas circunstâncias que acontecem ao nosso redor, principalmente no que diz respeito a direitos constituídos, vai além da “boa vontade” ou covardia, é irresponsabilidade!

 

sábado, 2 de março de 2013

Audiência Pública sobre segurança em eventos e excessos em repúblicas estudantis.


Segundo informações do Blog Popular, doze pessoas se inscreveram para tirarem as suas dúvidas.  Dentre elas, José Luiz de Souza Reis, do Centro Comunitário do bairro Lucília, disse que vizinhos de uma república reclamaram junto ao 181, Disque Denúncia Unificado (DDU) e não foram atendidos. Acionaram ainda à PM, e foram orientados a realizar procedimento junto ao setor de Posturas. Segundo ele viu chegar à república, que fica na Rua Dionísio, mais de 100 caixas de cerveja. E, Segundo o Tenente, os fiscais da corporação iriam fiscalizar o local, mas que o local só pode ser fechado em caso de risco eminente.
Mas, os vizinhos podem sim, mover uma ação contra as repúblicas. Veja como:

REPÚBLICAS DE ESTUDANTES BARULHENTOS

As Imobiliárias e proprietários são intimados a pagarem indenizações, no caso de barulho

Entrar com processo no Juizado de Pequenas Causas é uma solução legal e eficiente para resolver os problemas de vizinhos barulhentos. A Legislação chama esta situação de uso nocivo da propriedade. Há lucro com esta situação e prejuízo dos vizinhos, é viável ressarcimento financeiro pelos danos causados.

Ver Código Civil - CAPÍTULO V - Dos Direitos de Vizinhança - Art. 1277 -

Para resolver o problema entre com ação no Juizado de Pequenas Causas
Não há custos financeiros, não necessita de advogado.

                            Como proceder e o que acontece:
Dos três motivos para reclamações, citados na lei 1277 - Interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde - tem prevalecido às reclamações sobre sossego e saúde.
1- Os vizinhos que se sentem incomodados devem fazer Boletim de Ocorrência na Delegacia apontando as irregularidades que os incomodam e consequências.

2-
Vá a um Juizado de Pequenas Causas e converse com o grupo de advogados que está lá para orientação. Geralmente este atendimento é imediato. Estes advogados são gratuitos, orientam, fazem os documentos e marcam a audiência.                                                                                                                                                  3- Esta ação é individual, não pode ser coletiva - Tem que ser em nome de apenas um dos moradores - mas pode-se e deve-se juntar declarações dos outros vizinhos e os BO's que foram abertos.

4- Este tipo de ação é contra a locação para estudantes barulhentos, responsabilidade da imobiliária e do proprietário, (o barulho, culpa dos estudantes, deve-se começar a resolver com abertura de Boletim de Ocorrência).                                                                               
5- A imobiliária e o proprietário serão intimados para irem à audiência.
6 - Os estudantes barulhentos não serão chamados para a audiência, serão chamados na delegacia e o delegado tomará providências baseado na quantidade de BO's que foram abertos e tipos de incômodos que eles apresentam.
7- Para a audiência leve pelo menos um vizinho como testemunha, pois o advogado da imobiliária pode argumentar que não são barulhentos. Com várias testemunhas, nem terá coragem de apresentar tal argumento.
8- Esta causa é passível de ressarcimento financeiro por parte da imobiliária e do proprietário. Os Juízes sabem que estes aluguéis para estudantes são mais caros e entendem a situação. Sabem o que acontece e não é necessário ficar explicando, apenas responder algumas perguntas.
9- O valor do ressarcimento é de no máximo 20 salários mínimos, não pode ser superior por que descaracterizaria como causa de Juizado de Pequenas Causas.
10- Se um dos moradores da sua casa tiver problemas de saúde que se agravou ou pode se agravar com o barulho dos estudantes, leve um atestado médico, que será decisivo. Lembre-se que dor de cabeça e indisposição por não dormir bem à noite, motivada estudantes barulhentos é interferência prejudicial à saúde física e mental.
11- Em casos como este, o reclamante, o proprietário e a imobiliária podem ser chamados para uma audiência de acordo. Dependerá do reclamante aceitar ou não as propostas do proprietário/imobiliária. Se não aceitar, será marcado a Audiência de Instrução e Julgamento.

Se os vizinhos de uma república barulhenta optarem por reclamar apenas dos estudantes, com abertura de BO's, poderão conseguir que estes estudantes se mudem, mas virão outros e o problema poderá continuar se a imobiliária não for responsabilizada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Jogo de empurra entre Hospital margarida e PA deveria ser caso de Ministério Público!

Retrato do excesso de burocrácia e  má administração.  
Aliás, já passou da hora do Ministério público intervir nesta barbárie promovida pela burocracia instituída entre PA e Hospital Margarida. Ambos lidam com seres humanos, porém os tratam com muito descaso, desrespeito e omissão de socorro.
A falta de unificação entre os postos de atendimento de saúde em Monlevade é responsável por uma espécie de leilão de pacientes, onde prevalece a lei do dinheiro. De um lado o Hospital Margarida que só atende ao sistema público de saúde nas urgências e emergências, do outro um PA sucateado, sem garantia de atendimento e no meio, os pacientes, que são jogados de um lado para o outro como se fossem mercadorias, peregrinando entre um e outro.

Ontem, meu filho apresentou um quadro de apendicite. Precavidamente, liguei para o PA para saber da existência de um Pediatra. Diante da situação a atendente orientou-me a seguir direto ao Pronto Atendimento do Margarida para que o mesmo fosse submetido a uma triagem (situação onde os profissionais de saúde tem que escolher qual o paciente que irá ser atendido em primeiro lugar).
Ao chegar ao Hospital Margarida meu filho passou pela triagem no posto de atendimento, mas fui alertada pela enfermeira da possibilidade de ter que retornar ao PA para que o Pediatra plantonista do PA pudesse dar continuidade ao procedimento.

Naquele momento questionei a enfermeira duas situações: A primeira, da existência de um plantonista no Hospital Margarida, e a resposta afirmativa da enfermeira é que o Pediatra Dr. Rosenir estava de plantão. E a segunda era a existência de um pediatra no PA, a resposta foi enfática: “Acabei de ligar para lá, o PA tem Pediatra, o médico daqui não pode atender, você tem que ir para lá”!  
O curioso de tudo é que quando cheguei ao PA não havia Pediatra! O mesmo estaria vindo de Itabira para atender às crianças que aguardavam por atendimento pela tarde toda e dentre elas, uma criança desidratada com guia de internação expedida por um médico.

Indignada com a situação comecei a abordar vários pacientes e pasmem: Este jogo de empurra-empurra já vem acontecendo há muito tempo! Os pacientes são tratados como se tivessem um sistema de teletransporte que os levassem de um local para outro num passe de mágica!  E nesta premissa, pouco importa se há alguém necessitando de um socorro, o que vale é a determinação dos superiores: “O Hospital parece estar em guerra com PA! A gente chega lá porque aqui não tem médico e eles (funcionários do Hospital) mandam a gente voltar para cá, como se tivéssemos muito dinheiro para pagarmos passagem! Onde eu moro, lá no Bairro Santa Cecília, o posto não funciona, nunca tem médico e somos tratados como cachorro”, declarou uma mãe que aguardava há mais de 5 horas por um pediatra.
Segundo uma funcionária da Secretaria de Saúde, que preferiu não ser identificada por temer represálias, médicos e enfermeiras que atuam no PA estariam negligenciando atendimentos: “Pode escrever aí mesmo, porque é um absurdo o que eles fazem com a população! Nem polícia resolve mais! Médicos e enfermeiras ficam aqui dentro, andando de um lado para o outro sem fazer nada, enquanto a sala de espera está lotada de pessoas aguardando pelo atendimento, eles podem até me demitir , mas não vou me calar ! Estou aqui há mais de 3 horas aguardando por atendimento e ninguém faz nada”, disparou.

Resumindo, o que vale no atendimento à saúde é a Lei do Dinheiro! Tem dinheiro para pagar plano de saúde ou particular? Então as suas chances de ser atendido são grandes!
Não tem? Prepara-se para uma maratona de peregrinação entre um atendimento e outro! Morreu? Que pena! Você é apenas um dado estatístico! Isto é Monlevade, isto é o Brasil!

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Dia 25 de Novembro- Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher .

Você sabia que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento? Sabia também que o marido ou companheiro é responsável por 56% desses casos de violência? Esses dados são de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo. O levantamento aponta que uma em cada cinco mulheres foram agredidas pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda. O combate à violência contra a mulher tem apresentado recentes avanços. Por parte do governo, algumas importantes medidas já foram tomadas.
                                                
  O Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher foi instituído em 1999 pela ONU e é celebrado em todo o mundo a cada 25 de novembro. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura Trujillo na República Dominicana. Desde então, inúmeros países realizam eventos para lembrar que, diariamente, meninas, jovens e adultas são vítimas de toda sorte de violência.
No Brasil, os casos se multiplicam, como demonstram alguns dados dos 561.298 atendimentos realizados pela Central de Atendimento às Mulheres (Ligue 180) entre janeiro e setembro de 2012. Desse total, 68.396 foram denúncias de violência, majoritariamente física (38.535). É importante salientar que 27.638 mulheres relataram sofrê-la diariamente, e 19.723 se perceberam em risco de morte. Em 25.329 dos casos, os filhos presenciaram ataques à mãe.
A mídia noticia atos dessa natureza quase diariamente, destacando aqueles que, por sua brutalidade, chocaram a opinião pública. O caso do goleiro Bruno, com início de julgamento previsto para amanhã, é emblemático.
Outra face perversa desse quadro é a violência sexual, que revela o complexo contexto de poder que marca as relações sociais entre os sexos. São casos de estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor, sedução, atos obscenos e assédio, que podem ocorrer conjugados com lesão corporal, tentativa de homicídio, maus-tratos e ameaças.
A violência nas relações de gênero, particularmente, a sexual, pode gerar diversos problemas de saúde física, reprodutiva e mental, e, portanto, acarretar mais busca pelos serviços de saúde. Esses, sobretudo os pronto-socorros, são os mais procurados. Eles têm de perceber (reconhecer) a violência sofrida pela mulher, dando credibilidade a uma queixa, e romper com uma recorrente prática de medicalizar os eventos.
Na maioria das vezes, essas mulheres apresentam problemas que não se reduzem às consequências imediatas dos atos vivenciados, mas apresentam interfaces que precisam contar com o aporte interdisciplinar, como as cicatrizes deixadas na vida sexual, afetiva, social, profissional.
Os dados sobre violência sexual mostram que não há distinção entre classes, segmentos sociais e cor/etnia. O tratamento dado socialmente a tais crimes, em particular os estupros, oscila entre considerá-los hediondos, principalmente quando praticados contra crianças, ou fatos banais, comuns. Pode-se afirmar que a visão sobre eles ainda está intimamente vinculada à imagem que se faz da vítima, de seu comportamento e moralidade.
A Lei Maria da Penha, considerada uma das mais avançadas do mundo, é importante instrumento no enfrentamento dessa situação. Seu caráter pedagógico contribui para uma mudança de mentalidade das pessoas, fazendo com que a violência seja cada vez menos tolerada pela sociedade.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, visando a que essa lei seja efetivamente conhecida e implementada, lançou, no início de agosto, a campanha Compromisso e atitude — a lei é mais forte. Ela foi dirigida inicialmente às autoridades judiciais, a fim de garantir agilidade na prisão de agressores e na tramitação de processos e julgamentos.
Mas, acabar com a violência contra as mulheres exige muito mais. Exige envolver e mobilizar toda a sociedade, para que ninguém assista passivamente a casos ou relatos de agressões. Por isso é que a campanha entra agora em sua segunda fase, que é a de mobilização da sociedade.
A partir de 25 de novembro, Dia internacional da não violência contra a mulher — com o mote “Violência contra a mulher: você pode combater a impunidade. Ligue 180” —, faremos ampla mobilização de empresas, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e mídia, para mostrar à população a necessidade de se ter compromisso e atitude diante desse quadro brutal. Só assim, a lei, de fato, será mais forte — com a punição de quem a desrespeitar.
Eleonora Menicucci - Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Acesse em pdf: Todos pela não violência contra a mulher, por Eleonora Menicucci (Correio Braziliense - 18/11/2012)