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sábado, 1 de março de 2014

“Protocolo de Manchester” – haja paciência!

O sistema de triagem denominado protocolo de Manchester é uma metodologia científica que confere classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto atendimento. O objetivo é ordenar o atendimento quanto à emergência. Desta forma, de acordo com a gravidade, o paciente saberá o tempo de espera para o seu atendimento. O sistema afere o atendimento em até cinco cores, sendo vermelho para atendimento emergente, com risco eminente de morte a exemplo de estado de coma, queimaduras graves, parada cardiorrespiratória; a cor laranja, sendo muito urgente, definido em casos como dor torácica intensa, arritmias cardíacas e hemorragias; a cor amarela, sendo urgente, em casos que não constate risco de morte, mas precisam de atendimento prioritário, a exemplos de pessoas com febre alta e alterações dos sinais vitais; a cor verde, para casos com pouca urgência, que podem aguardar pelo atendimento, como vômitos e diarreia sem sinais de desidratação; e a cor azul, sendo usada para casos simples, sem necessidade de urgência alguma, e que podem ser atendidos em consultório médico.

O que determina a “cor do problema” é um pré-atendimento normalmente realizado pelo serviço de enfermagem de acordo com seus sintomas/queixas. Porém, nem sempre este pré-atendimento é imediato, o que aumenta consideravelmente o tempo de espera.

Recentemente estive com meu filho no PA de João Monlevade e pude constatar esta situação bem de perto. Várias pessoas aguardavam há horas pela avaliação preliminar. E os próprios funcionários ao verem que algumas situações necessitavam de atendimento imediato se viam obrigados a encaminhar os pacientes para o atendimento sem a triagem.

É sabido que várias instituições de saúde Brasil a fora já utilizam o protocolo de Manchester; também é sabido que o sucesso deste dispositivo depende de profissionais habilitados por meio de treinamento, além de auditorias periódicas para avaliação do sistema de triagem.

Concluindo, temos ciência que o sistema de triagem no PA de João Monlevade é recente, mas é preciso que a Secretaria de Saúde esteja atenta à qualidade dos serviços, e se for o caso, aumente o número de profissionais para o atendimento na triagem, afinal, o que o paciente normalmente não tem quando procura por atendimento nas unidades de saúde é paciência!


terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nossa sociedade realmente se importa com o idoso?

Hipocrisia à parte, não é de hoje que observo o comportamento de nossa sociedade em relação ao idoso. Na verdade o problema começa no berço, no seio familiar, onde os idosos são, na grande maioria, colocados de lado, assim como um “eletrodoméstico” que teve sua vida útil, porém ficou fora de moda, ultrapassado, devendo ser encostado, ainda que funcione.
Deprecia-se, critica-se o idoso ao ponto dos mesmos se verem com um estorvo para sociedade. Muitos idosos buscam o isolamento nas casas de repouso por não se sentirem queridos no seio familiar e na sociedade.

Nas rodas de conversas, nunca há espaço para o idoso e ainda que alguém educadamente o convide para relatar suas experiências e opiniões é visível a falta de paciência entre os ouvintes, que saem um a um, sem ouvi-lo falar.

Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 1 milhão de pessoas cruzem a barreira dos 60 anos de idade por mês. Em 2050, deverão existir 2 bilhões de idosos, mais da metade deles vivendo em países como o Brasil. Porém, o que esperar de uma sociedade que vive a cultura do belo, em que a valorização recai sobre a juventude com sua potência e vigor?

O ECA (Estatuto das Crianças e dos Adolescentes) que a meu ver, mais serviu para proteger o jovem delinquente contra pais e professores, é muito mais cobrado que o Estatuto do Idoso, que completa 10 anos, tendo vários direitos somente no papel.
Por exemplo, a questão das filas e do transporte coletivo; a fila preferencial é a mais lenta, pois normalmente conta somente com um funcionário (e nem sempre o mais eficiente) para atender. No ônibus, faltam assentos e segurança para o transporte dos idosos.  Sem contar que, muitos idosos também utilizam da fila preferencial e a passagem gratuita nos coletivos, para pagarem contas de seus familiares e ou de empresários, que os usam como office-boys!

Enfim, o idoso passou a ter uma participação mais ativa na sociedade, mas a população não se preparou para lidar com a velhice. É preciso que a sociedade entenda que os idosos fazem parte da sociedade e têm o seu direito constitucional garantido, merecendo, por conseguinte respeito e valorização.  

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Curtas


Conferência, Seminário, Audiência e embromação.
Fico a me perguntar o porquê de tantos dispositivos inventados para ludibriar a população. É um gasto de tempo desnecessário, uma vez que nada é germinado além das falácias. Existem ideias e projetos que se perderam em meio aos discursos e papeladas. Recentemente aconteceu a Conferência Municipal dos Serviços Sociais e, fazendo um parâmetro com a que ocorreu no ano de 2012, pude observar que quase nada do que foi proposto foi cumprido. No final do mês teremos a Conferência Municipal da Saúde; seria muito bom se as entidades levassem as propostas apresentadas no ano passado para que pudéssemos verificar o que foi feito pela administração para melhorar a saúde da população de Monlevade.


Água mais cara e falta d’água.
Que a conta d’água em João Monlevade ficou mais cara já não é novidade. Mas talvez o que ninguém saiba é que o problema relacionado à falta d’água ainda não foi solucionado. Vários bairros estão amargando o problema que se arrasta desde a administração passada. A única diferença é que durante a administração do Prandini a população tinha acesso à rádio (da oposição) para “soltar a voz” e reclamar sobre o problema, porém agora, o assunto corre sobre “segredo de estado”.

Recorrer a quem?
Li uma reportagem no jornal A Notícia sobre o aniversário da Lei Maria da Penha onde a Delegada da Delegacia da Mulher de João Monlevade, Monique Moraes Bicalho, fala da necessidade da mulher realizar a denúncia do agressor. O gargalo do problema em Monlevade está além da denuncia.  Como não foi viabilizada a Rede de Atendimento à mulher vitima de violência , precisa-se saber quem irá dar o atendimento psicologico , juridico e social que as mulheres necessitam. A mulher para denunciar precisa ter a certeza de que irá ter com quem contar  após a denúncia.  

Fogo para todo lado!
 
A forma que a população de Monlevade encontrou para resolver o problema da sujeira da cidade foi o fogo. O mês de Agosto normalmente é considerado o mês de alerta para o Corpo de Bombeiros, porque o fogo associado ao clima seco e incidência de ventos, espalha rapidamente por grandes áreas, provocando incêndios em áreas urbanas e rurais.    Muitos incêndios são causados pelo fogo que as que as pessoas colocam para eliminar lixo ou folhas que caem das árvores. Ontem à noite flagrei uma situação destas em frente ao antigo Recanto Bougainville.É bom que os órgãos responsáveis estejam atentos a esta prática e principalmente é preciso que a administração municipal dê o exemplo, porque desde a gestão do Moreira que presenciamos funcionários da Prefeitura ateando fogo em material de capina.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Questão de ponto de vista.


Caso Telles
O vereador Telles não é o primeiro, nem será o último a “alocar conhecidos” no serviço público, até porque, a única forma de exterminar de vez com este tipo de prática é extinguir os cargos comissionados. Aliás, o fim dos cargos comissionados no serviço público iria prestar um serviço enorme para a sociedade, uma vez que, diminuiria a corrupção eleitoral. É que, por trás das campanhas eleitorais, existe um batalhão de pessoas que estão à procura de empregos, justamente por intermédio do famigerado cargo comissionado. Sem contar, que acabaria com as fraudes em folhas de pagamentos (e os funcionários fantasma), a contração de pessoas sem qualquer qualificação e preparo. Concluindo, cargo comissionado é ótimo para emperrar o serviço público, porque até o substituto entrar no “clima” da função, já esta na hora de ceder o cargo para outro.

Água mais cara.
A água não pode ser de graça como fez o ex-prefeito Carlos Moreira (PSDB) em sua gestão. Longe de ser um programa social, o projeto do ex-prefeito que isentava do pagamento os monlevadenses que gastavam até 10m³ de água por mês, só fez sucatear o DAE, deixando a cidade totalmente vulnerável à expansão imobiliária. Mas daí, o Prefeito Teófilo, que inclusive prometeu o retorno do programa na campanha eleitoral, aumentar Tarifa de água em 15%, sendo que o reajuste do salário mínimo de 2013 ficou na casa dos 9% e do servidor municipal 0 % é querer que o povo passe fome ou sede.
 
Adote uma praça e leve uma dúzia de mendigos de graça, como diria o Chico Franco.
A Prefeitura de João Monlevade lançou edital de chamada pública para empresas e entidades que quiserem aderir ao Programa de Adoção de Praças Públicas, no município. De autoria do Belmar Diniz ou do Sinval Dias, o objetivo é estimular parcerias entre o poder público e a iniciativa privada para que os possíveis voluntários mantenham a conservação das praças públicas.  O curioso é que a maioria delas esta habitada por mendigos e andarilhos . Resta saber se estes indivíduos estão incluídos no “pacote”. 
  O Ministério do Trabalho de Monlevade está de férias
 O Ministério do Trabalho de Monlevade está fechado há quase um mês.
 O motivo do fechamento é o afastamento da única funcionária responsável pelo serviço da unidade — ela está afastada cumprindo férias.
 O Ministério do Trabalho é um órgão federal, mas normalmente a responsabilidade da contratação de funcionários para o posto nos municípios fica a cargo da prefeitura, por meio de convênio, como é o caso de Monlevade. Em 2009 o ex-prefeito chegou a inaugurar a Agência Regional do Trabalho e Emprego de João Monlevade, vinculada ao Ministério do Trabalho, disponibilizando duas funcionárias.
Com a falta da funcionária da unidade, serviços relativos a carteiras de trabalho, seguro desemprego e recursos (procedimento necessário quando há o bloqueio de algum benefício) não são realizados, obrigando o funcionário a esperar ainda mais pela liberação do seguro desemprego.
Pelo visto, João Monlevade tem se dado muito bem no quesito retrocesso.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Uma nova eleição em São Gonçalo já é quase certa.


“Comeram o doce antes da festa”. Este foi um comentário de um Saogonçalense sobre a queima fogos de artifício  em comemoração a não cassação do atual prefeito de São Gonçalo, Antônio Carlos Noronha Bicalho (PDT), recentemente. Segundo o mesmo, será muito difícil para o prefeito escapar das “garras” da justiça, já que pesa contra ele fotos e filmagem de uma possível “compra de votos”.
 
O atual prefeito da Coligação “São Gonçalo somos todos nós”,  se safou de dois processos, (63.888 e 63.794), considerados mais fracos, sendo absolvido pelo Juiz José Afonso Neto.
Porém o processo 63.906, que ainda esta Sub Judice, é considerado o mais grave por conter a acusação de compra e fornecimento de materiais de construção para possíveis compras de votos. Além do fornecimento de material hidráulico do DAE para possíveis eleitores e empreiteiras. O processo foi movido pela coligação do candidato derrotado nas eleições de 2012, Luzimar da Fonseca (Buzica).

 Segundo a fonte, o nome da vereadora Luciana Bicalho (PTB), atual presidente da Câmara de São Gonçalo, já está sendo trabalhado para concorrer ao cargo de prefeita, tendo como vice  Ulysses Guimarães Fonseca, atual Secretário Municipal de Cultura, caso a cassação se concretize.

Prefeitos cassados deveriam arcar com os custos da nova eleição, mas a cobrança não tem sido fácil.
Um ano depois de firmar um acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para impor aos prefeitos cassados por crimes eleitorais os custos da nova eleição, a Advocacia-Geral da União luta na Justiça para reaver R$ 1,027 milhão devidos pelos prefeitos cassados e enquadrados na norma. Até o momento, menos de 10% desse total foram pagos. “Muitos devedores não pagam enquanto não forem à Justiça. Essa é uma matéria nova para as procuradorias. As primeiras ações foram ajuizadas de julho do ano passado para cá”, informa o diretor de Patrimônio e Probidade da AGU, Renato Dantas.

Segundo a Lei Eleitoral, são convocadas eleições suplementares sempre que o candidato que foi eleito com mais de 50% dos votos válidos tiver seu registro de candidatura indeferido ou seu mandato cassado por crime eleitoral, como abuso de poder político ou econômico e compra de votos.
 Segundo Dantas, existem dois cenários básicos em relação ao pagamento das dívidas. Alguns ex-prefeitos cassados por improbidade administrativa podem fazer o pagamento mediante acordo direto com as procuradorias da AGU espalhadas pelo país. “Nesses casos, a dívida pode ser parcelada sem nenhum problema. Quem paga à vista pode negociar também um desconto”, explicou.
Desde janeiro de 2012, quando a AGU e o TSE se uniram na tentativa de penalizar financeiramente os prefeitos cassados, foram ajuizadas 23 ações de ressarcimento, das quais três resultaram em acordo judicial com os prefeitos processados pela AGU. Em outros dois casos, os acordos foram celebrados antes mesmo da abertura de processo.
A outra possibilidade de ressarcimento é por meio do Poder Judiciário. “Nos casos em que eles se negam a pagar, fazemos a cobrança judicial. O problema é que a AGU fica à mercê do que o Judiciário entender”, diz o diretor do órgão. Dos 20 processos de cobrança contra prefeitos que correm na Justiça, quatro estão no Ceará. O restante se divide entre Minas Gerais, Goiás, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins.
Para se ter uma ideia dos montantes envolvidos no processo eleitoral, as eleições de 2012 custaram R$ 395 milhões aos cofres públicos, segundo informações do TSE. Assim, cada voto dos mais de 138,5 milhões de eleitores aptos que participaram do pleito do ano passado custou R$ 2,81. Com base nessas cifras, uma eleição para prefeito em uma cidade com 50 mil habitantes, por exemplo, representa um custo de R$ 140,5 mil ao contribuinte.
Dantas explicou que a eficácia da medida depende da atuação da AGU. “É um crédito devido à União. A eficácia está ligada diretamente à nossa maneira de agir, aumentando as formas de se cobrar”. Ele informou que, até agora, cinco ex-prefeitos procuraram a AGU espontaneamente para regularizar a situação. “Acho um número bom se avaliarmos que foram ajuizadas 23 ações de ressarcimento”, comemora.

Fonte: Correio Braziliense

terça-feira, 23 de julho de 2013

Vereador entra com representação contra ex-prefeito após aprovação de contas feita pelos colegas

Decisão do MP atende à representação feita pelo vereador Borjão, vogal da Comissão de Orçamento e Finanças da Prefeitura de Uberaba.

A prestação de contas no exercício de 2006 do ex- prefeito de Uberaba, Anderson Adalton,  teria sido aprovada no dia 08 de Julho pelos vereadores, embora o TCE tenha aprovado relatório com ressalvas, apontando falhas na abertura de créditos adicionais e no montante repassado à Câmara, a título do duodécimo.

No entanto, o vereador Borjão, entrou com uma representação no MP contra o ex-prefeito , tendo em vista que, apesar de aprovadas as contas pelo TCE, ocorreram algumas observações e ressalvas que podem configurar improbidade administrativa. Leia: http://www.jmonline.com.br/novo/?noticias,1,geral,83279
 
É como eu falo e repito, a moralização da política brasileira passa pelo comprometimento do Legislativo com a efetividade das leis.

Parece piada: Campanha contra o câncer de mama sem mamógrafos.


Municípios com demanda reprimida de mamografias deveriam
 mudara "cor" da campanha Outubro Rosa para
 Outubro Vermelho , de vergonha.
Nosso país é ótimo no quesito campanhas preventivas contra o câncer de mama; temos o Dia Nacional da Mamografia, Outubro Rosa além de outras campanhas promovidas por várias instituições, que têm por objetivo alertar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. O objetivo é levar as mulheres à unidade de saúde para realizarem a mamografia. No entanto há uma demanda reprimida de mamografia por todo país, (como o caso de João Monlevade) devido à falta de manutenção ou inexistência de mamógrafos nas unidades do SUS.

O problema não é de agora, tanto que, para tentar reverter o quadro, no dia 22 de março do ano passado foi assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, , o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia – PNQM. Que por enquanto, parece ter valor somente no papel.
Dados apontam que vários mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda estão sem uso. Isso tudo faz pensar: como esses mamógrafos, que custam tão caro aos cofres públicos, podem estar parados, enquanto tantas mulheres precisam fazer o exame de mama, com urgência?

De que adianta as mulheres serem orientadas a fazerem a mamografia se têm que ficar aguardando meses pelo exame? É preciso garantir paralelamente que a mamografia esteja disponível para todas as mulheres e em todas as regiões. A unidade de mamografia móvel seria uma solução. Aliás, várias cidades já estão  adotando a medida em parceria com o Ministério da Saúde, e aí Monlevade, qual é a dificuldade? 

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Enesa Engenharia deixa proprietários de hotéis em Monlevade em "maus lençois"!


Quem não se lembra do episódio do incêndio na Enesa Engenharia ocorrido no dia 13 de março deste ano e a nota divulgada na imprensa. Confira  na íntegra:Sobre o lamentável incidente ocorrido no Centro de Convivência da Enesa Engenharia, em Itabira (MG), no último dia 13, a empresa informa que está dando todo o suporte necessário aos empregados que estavam hospedados no local. Parte deles foi encaminhada, provisoriamente, para hotéis e pousadas da região e os demais permanecem em suas residências nas cidades de origem até que haja disponibilidade de novas vagas. Com relação à utilização do prédio do antigo Hotel Pousada dos Pinheiros, a Enesa informa que está em negociação para hospedar cerca de 340 pessoas no local. Para isso, uma empresa especializada está sendo contratada, de forma a gerenciar o espaço. A reativação do antigo hotel será realizada conforme legislação vigente, seguindo todas as normas de segurança e com as devidas inspeções e autorizações dos órgãos públicos competentes.”. http://defatoonline.com.br/noticias/ultimas/27-03-2013/enesa-lamenta-incendio-e-confirma-locacao-do-pousada-dos-pinheiros-para-funcionários
Pois bem, como de fato a referida empresa alojou parte dos empregados em vários hotéis e pousadas da região, inclusive João Monlevade.

Na nossa cidade, para alojar os funcionários, hotéis e pensões  tiveram que acatar todas as exigências da empresa como televisão e banheiros nos quartos, altura de beliches, ventiladores de teto, melhoramento em refeitório, dentre outras.

Uma fonte ligada à rede hoteleira de João Monlevade informou que representantes da Enesa teriam procurado os proprietários dos imóveis da cidade propondo o aluguel dos quartos por um período mínimo de seis meses e máximo de quatro anos, o que justificaria os investimentos que os proprietários fariam para acatar as exigências da empresa.  Cerca de dez imóveis, entre hotéis, pousadas e pensões aceitaram a proposta,  porém, não foi formalizado nenhum contrato entre as partes.

Confiantes no “acordo de boca”, tais proprietários investiram dinheiro na compra de eletrodomésticos e equipamentos para receberem cerca de 240 homens. No entanto foram surpreendidos com a retirada dos funcionários da Enesa dos imóveis após três meses de hospedagem, ficando os proprietários dos estabelecimentos , com a dívida dos investimentos.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que falta ao meio ambiente é a atitude!

Faltam lixeiras ao longo da reta do Baú, diagnostico
 confirmado durante a caminhada ecológica.
Estive acompanhando bem de perto as atividades da Semana do Meio Ambiente. Aliás, ao contrário do que alguns possam pensar, as atividades da semana só aconteceram graças às contribuições da iniciativa privada e associações; que inclusive, sentarão nos próximos dias para traçarem metas a serem cumpridas até a atividade do próximo ano, dentre elas, a fixação de lixeiras em alguns pontos da cidade a introdução de árvores no areão, a recuperação de nascentes e a criação de um movimento para impedir que a CEMIG feche a Estação Ambiental de  PETI.
Também não posso deixar de mencionar a qualidade das palestras ministradas ao longo da semana e a ausência das "partes interessadas", como por exemplo,  a palestra : "Poda de Precisão em árvores urbanas "com Luiz Carlos da Gerência de Meio Ambiente da Cemig que não contou com a participação do setor de serviços urbanos da prefeitura municipal.

Leotacílio da Fonseca, ambientalista, troca uma garrafa
 pelo
comprometimento
ambiental do visitante.
Já em relação à visita a Estação Ambiental de Peti foi um misto de contemplação e frustação . Afinal, para quem não sabe a visitação à Estação Ambiental de Peti esta com dias contados. Por decisão da CEMIG, as atividades em torno da educação ambiental dentro da reserva encerrarão no dia 30 de Junho. Inaugurada em 22 de setembro de 1983. A Estação Ambiental de Peti é uma área remanescente da Usina Hidrelétrica de Peti. Localizada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. A Estação Ambiental de Peti tem de área 1.280há, sendo 605 hectares de área terrestre e 675 hectares de Reservatório, sendo este construído para produção de energia elétrica pela Usina de Peti, que abastece as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas e também gera energia para o sistema integrado da Cemig. Além da sua importância na geração de energia elétrica, Peti é considerada uma área piloto da empresa no que tange aos aspectos ambientais. Em termos de manejo, pode-se afirmar que possuí hoje dados para recuperação de áreas degradadas, controle da população faunística, além de conhecimento das interações entre as espécies da fauna com a flora de Peti. A Estação Ambiental de Peti é diplomada pelo IBAMA como “ASAS” (Área de Soltura de Animais Silvestres), onde os animais também apreendidos pela Polícia Militar do Meio Ambiente passam por uma triagem onde se avalia as condições de saúde dos mesmos para reintrodução futura. Também é desenvolvido o Projeto “PROFAUNA” onde são realizadas a reprodução e reintrodução de algumas espécies como: Cutia (Dasyprocta leporina), Mutum do Sudeste (Crax Blumenbachii), Ananaí (Amazonetta brasiliensis), Pato-do-mato (Cairina moschata). Além dos projetos acima, a Estação ainda conta com um Programa de Educação Ambiental para alunos de ensino fundamental, médio, técnico e superior das escolas das redes pública e particular. E também conta com uma trilha ecológica para cegos. O trabalho realizado com os animais no centro de manejo e demais programas tem assistência de um Médico Veterinário (Rafael Rezende) e Bióloga (Flávia Regina) sob coordenação do Gestor administrativo da Cemig Leotacílio da Fonseca.

Porém o portfólio da Estação Ambiental de Peti foi insuficiente para a CEMIG quando a mesma decidiu por “apertar o cinto”, cortar gastos. Ora, meio ambiente não é lucrativo fora da exploração! Pelo contrário é dispendioso e moroso. Para que gastar dinheiro com pesquisas? Para que recuperar “bichinhos” que foram apreendidos na mão de contrabandistas? Deixem que selem seus destinos de morte, porque o nosso objetivo é alimentarmos de energia a TV, a geladeira, o sistema de refrigeração, a banheira de hidromassagem de nossos consumidores. O ser humano evoluiu em tecnologias de consumo, não tem tempo para olhar para os lados, poucos conhecem o Chico (Sagui-de-cara-branca, rejeitado pelos grupos da espécie, que recepciona os visitantes da estação) e se importarão  com a solidão dele. Então está decidido: Fechem as portas!
É o que eu sempre falo, meio ambiente não precisa de firulas, precisa de atitude!
 










 

terça-feira, 28 de maio de 2013

"Encher linguiça"!


Os conselhos municipais são importantes instrumentos de gestão compartilhada entre o poder público e a sociedade civil. Constituem espaços de debate e deliberação acerca de questões envolvendo as políticas públicas municipais. 

Em João Monlevade, existem vários conselhos: da saúde, da educação, da mulher, da criança e do adolescente, do transporte, dentre outros, porém até aonde sei, poucos, divulgam suas atividades como, ações, dia de reuniões, eleições. Aliás, os Conselhos Municipais são instâncias de democracia direta. Por essa razão, não devem ser burocratizados. Os seus regimentos internos devem prever a substituição ágil dos seus membros, quando necessário, sendo assegurada a participação de qualquer cidadão/cidadã, com direito a voz, nas suas reuniões. Porém, na minha visita a alguns de Monlevade, percebi que os mesmos “têm donos” e estão mais afinados com o governo do que com a população.
Talvez alguns conselhos municipais de João Monlevade, para atuarem de maneira eficiente como gestores de políticas públicas; deveriam buscar a independência da Prefeitura, através, por exemplo, de espaço físico exclusivo para as ações dos conselhos;
As reuniões dos conselhos municipais deveriam ser descentralizadas. Acontecer nos bairros e comunidades, com ampla divulgação prévia à população local, a fim de tornar pública a ação do Conselho, de ampliar a interlocução com a sociedade e de aumentar a participação e a mobilização da sociedade;
 A qualificação da participação também é um aspecto importante. O conselheiro precisa entender de leis, ter curso de capacitação, tendo em vista o exercício de suas atribuições.
Há também, a necessidade que haja uma definição dos recursos que o Conselho tem direito anualmente para que possam planejar as suas ações e que a Prefeitura permita que os conselheiros tenham um espaço para divulgar as ações dos conselhos com a sociedade; bem como que os conselheiros possam ter acesso às informações completas, claras e compreensíveis e em tempo hábil para que possam exercer efetivamente o controle social.
Em alguns municípios, o relatório de atividades do conselho, divulgados anualmente, é uma ferramenta muito importante de consulta e acompanhamento das ações dos conselhos municipais.
Concluindo, os conselhos municipais podem contribuir e muito para a gestão pública de qualidade, mas a atuação indiscriminada em conselhos, sem ancoragem na mobilização social, com única preocupação de ocupar espaços, nada contribuem para a sociedade.

terça-feira, 21 de maio de 2013

E aí planos de saúde privados de Monlevade?


Falar sobre a falta de pediatras no hospital Margarida é chover no molhado. Em nossas manifestações sempre direcionamos questionamentos ao hospital, à prefeitura, porém esquecemos-nos de responsabilizar também as operadoras de plano de saúde por “venderem” um serviço sem “garantia”.
 
  O fato é que, o crescimento dos planos de saúde privados avança. Mas, poucas operadoras se preocupam em investir em ambulatórios próprios, a fim de dar condições ao conveniado em ser atendido. Normalmente estes, utilizam dos espaços já existentes e acabam contribuindo para a fragilização do atendimento no Sistema Único de Saúde. O negócio é só aumentar os conveniados e pronto.

Quando uma família opta por pagar por um plano de saúde, o mínimo que ela espera é ser atendida na necessidade. Mas, o que temos presenciado em Monlevade são pessoas que pagam mensalmente a fatura do plano de saúde, na esperança de terem um atendimento de qualidade, e quando precisam, não conseguem o ter a contento!

Muitos planos de saúde privados “vendem” leitos hospitalares. Aí fica a pergunta: qual leito hospitalar que o seu plano de saúde privado te fornece?É o hospital margarida?

Até quando estas operadoras ficarão usufruindo das instalações públicas para atenderem seus conveniados? Muitas têm recurso o suficiente para fazer hospital privado, mas preferem um hospital já pronto, que na maioria das vezes foi construído com dinheiro público.

Então, voltando à pauta, está na hora de atribuirmos responsabilidades aos “vendedores” de planos de saúde de Monlevade na questão de falta de atendimento no hospital Margarida.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Milhares de mulheres monlevadenses aguardam pela mamografia.

Quase dois mil pedidos de mamografia e mamógrafo parado.
Parece ironia, ao mesmo tempo em que as autoridades da saúde recomendam a proteção contra o câncer de mama com exames preventivos, milhares de cidadãs monlevadenses continuam sem condições de se proteger.

Muitas mulheres estão temerosas e o medo se justifica. O câncer de mama é a segunda principal causa de morte de mulheres no Brasil, só perde para as doenças do coração.

A estatística é maior a cada ano. O número de mortes cresceu quase 48% em uma década. O diagnóstico precoce é a melhor forma de tornar a doença menos assustadora.

Especialistas em mastologia são unânimes: “o método mais indicado para fazer essa detecção precoce é a mamografia”.

Sabemos que o problema traspõe as nossas fronteiras. Segundo o Tribunal de Contas da União, o Brasil tem 1.514 aparelhos que atendem ao SUS. Mas desse total, metade faz menos mamografias do que deveria. O indicado é que cada equipamento faça até 25 exames por dia, mas o número não chega a dez. A má gestão nos setores de saúde emperram o atendimento.

Em novembro do ano passado o vereador Belmar denunciou a existência de um Mamógrafo parado no interior do PA, e pelo visto, de lá para cá, muito foi falado e pouco foi feito para reverter o quadro.  http://www.anoticiaregional.com.br/noticia/2209/Mamografo-novo-parado--no-Pronto-Atendimento.html
A cada dia constatamos que fazer campanhas para a promoção de saúde é expor a população ao ridículo. As autoridades de saúde deveriam  entender que não adianta mobilizar a população para o  ato de se prevenir , uma vez que  o setor é deficiente  em atendimento. Fazer campanhas publicitárias fabulosas em torno da prevenção do câncer de mama é fácil, o difícil  é fazer o setor público ter a "boa vontade" de suprir a demanda!  

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Secretaria de Meio Ambiente poderá ser extinta!


Há rumores de que a pasta do meio ambiente poderá ser extinta. Segundo uma fonte ligada à administração, se assim o for, todas as ações nela contidas serão agregadas a Secretaria de Serviços Urbanos de João Monlevade, que tem como titular o ex-vereador, Sinval Jacinto Dias, que inclusive, quando vereador, defendeu voto contrário ao Projeto de criação, alegando que a criação de uma secretaria aumentaria os gastos da prefeitura.
Contrariando uma tendência mundial, das administrações públicas e privadas priorizarem a preservação do meio ambiente, a Prefeitura de João Monlevade poderá levar as demandas ambientais para o setor de serviços urbanos. A Secretaria de Meio Ambiente atualmente é coordenada pelo ex-vereador Zezinho Despachante e foi criada da gestão Prandini, em 2010.

Ainda, segundo a fonte, poderá haver mudanças na Secretaria de Saúde com a nomeação de um novo secretário.

 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nenhum magistrado na Audiência pública sobre a violência contra as mulheres.


A Audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Monlevade, na tarde desta terça-feira (23), atraiu um público relevante no plenário da casa.

O objetivo era colocar em discussão o assunto ‘violência contra a mulher’, conscientizando e esclarecendo a população sobre o tema, além de buscar a implementação da rede de atendimento à mulher vítima de violência.

Promovida pelo vereador Tuquinho do Povo em parceria com a AMA-JM (Mulheres em Ação de João Monlevade), a audiência teve a presença da Eliana Piola, da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para mulher e gestora do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, representantes de vários segmentos sociais, da Delegacia da Mulher, Polícia Militar e populares.

Um fato que me chamou a atenção foi a ausência de representantes do Ministério Público do município, que, poderia ter contribuído muito com o debate, uma vez que, dados apontam como uma das causas da mulher vitimada em não realizar a denúncia, a morosidade da justiça nos julgamentos da Lei Maria da Penha.

Gostaria de destacar a participação da coordenadora Eliana Piola que apresentou o trabalho que a Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para mulher, vem desenvolvendo no sentido de destacar o papel da sociedade na aplicação e implementação da Lei nº 11.340/2006(lei Maria da Penha), além de contribuir com a ativação da casa-abrigo para mulheres vítimas de violência e a reinstalação da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher – DEAM.

Durante a Audiência , Eliana Piola sugeriu aos vereadores que trabalhassem para a criação de uma Comissão de Direitos da Mulher Monlevadense, para que a mesma figurasse como uma prioridade  para as demandas do gênero feminino.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Esperar pelos 100 dias...


Tenho acompanhado as reuniões da câmara. O que dizer?
Percebo alguns vereadores meio “perdidos” em seus discursos! Com práticas que vão da crítica ao elogio concomitantemente, do tipo “morde e assopra”.

Seria leviano de minha parte proferir qualquer julgamento, principalmente devido ao fato de alguns serem “novos no ramo”, prefiro ficar na expectativa dos próximos dias.

Em contato com alguns Secretários do Governo, percebi um interesse por parte dos mesmos em fazer uma grande gestão, porém, existem desafios maiores de administrar as questões do dia-a dia.

Nas ruas, já é possível escutar um murmúrio aqui e acolá, e até certo descontentamento das bases aliadas. Mas, por mais urgente que sejam as demandas, cabe-nos esperar pelos 100 dias...


Todos nós sabemos que todo início de gestão é mesmo passível de dificuldades, até que se ache o melhor caminho a seguir. E, indiferente se situação ou oposição, é preciso contribuir para que nossa cidade caminhe!

O “mito dos 100 dias” na verdade é uma espécie de “moratória”, um adiamento do prazo em que a ação do eleito possa contribuir para atender as expectativas da população.
Falando de uma forma mais clara, por questões éticas, é preciso realmente esperar que se cumpra o tradicional período que é habitualmente concedido aos governantes, para que ele se organize e aponte um norte para onde o governo irá caminhar.
 
Mas, paralelamente, nada impede que nossos representantes estejam atentos às necessidades mais urgentes da população, porque assim como o “mito dos 100 dias” alguns também acreditam que: “Os primeiros dias de um governante definem o desempenho posterior”!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Casa cheia e presença de Sinval na primeira reunião da câmara de Monlevade.

Várias pessoas compareceram à primeira reunião da Câmara
A Câmara Municipal de Monlevade realizou na noite desta quarta-feira (06) a primeira reunião ordinária do ano de 2013. Sem projetos a serem apresentados e/ou votados, a sessão se caracterizou pelo revezamento da tribuna pelos vereadores, em especial para fazer reivindicações ao Governo Municipal, como foi o caso dos vereadores Belmar Diniz e Thiago Titó em relação à suspensão dos projetos Bebê a Bordo e do Transporte Universitário.
A população Monlevadense, parece ter dado um voto de confiança aos novos legisladores comparecendo ao recinto, fato que há muito tempo não acontecia.

Mas, sem sombra de dúvidas, a “estrela” da noite foi o ex-vereador e atual Secretário de Obras, Sinval Jacinto, que chegou cumprimentando aos presentes e foi mencionado na tribuna por várias vezes.
Sinval Jacinto acompanhou a sessão da Câmara
e cumprimentou aos presentes


sábado, 24 de novembro de 2012

Dia 25 de Novembro- Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher .

Você sabia que 11% das brasileiras com 15 anos ou mais já foram vítimas de espancamento? Sabia também que o marido ou companheiro é responsável por 56% desses casos de violência? Esses dados são de uma pesquisa da Fundação Perseu Abramo. O levantamento aponta que uma em cada cinco mulheres foram agredidas pelo menos uma vez e mais da metade das vítimas não procura ajuda. O combate à violência contra a mulher tem apresentado recentes avanços. Por parte do governo, algumas importantes medidas já foram tomadas.
                                                
  O Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher foi instituído em 1999 pela ONU e é celebrado em todo o mundo a cada 25 de novembro. A data foi escolhida para homenagear as irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa), assassinadas pela ditadura Trujillo na República Dominicana. Desde então, inúmeros países realizam eventos para lembrar que, diariamente, meninas, jovens e adultas são vítimas de toda sorte de violência.
No Brasil, os casos se multiplicam, como demonstram alguns dados dos 561.298 atendimentos realizados pela Central de Atendimento às Mulheres (Ligue 180) entre janeiro e setembro de 2012. Desse total, 68.396 foram denúncias de violência, majoritariamente física (38.535). É importante salientar que 27.638 mulheres relataram sofrê-la diariamente, e 19.723 se perceberam em risco de morte. Em 25.329 dos casos, os filhos presenciaram ataques à mãe.
A mídia noticia atos dessa natureza quase diariamente, destacando aqueles que, por sua brutalidade, chocaram a opinião pública. O caso do goleiro Bruno, com início de julgamento previsto para amanhã, é emblemático.
Outra face perversa desse quadro é a violência sexual, que revela o complexo contexto de poder que marca as relações sociais entre os sexos. São casos de estupro, tentativa de estupro, atentado violento ao pudor, sedução, atos obscenos e assédio, que podem ocorrer conjugados com lesão corporal, tentativa de homicídio, maus-tratos e ameaças.
A violência nas relações de gênero, particularmente, a sexual, pode gerar diversos problemas de saúde física, reprodutiva e mental, e, portanto, acarretar mais busca pelos serviços de saúde. Esses, sobretudo os pronto-socorros, são os mais procurados. Eles têm de perceber (reconhecer) a violência sofrida pela mulher, dando credibilidade a uma queixa, e romper com uma recorrente prática de medicalizar os eventos.
Na maioria das vezes, essas mulheres apresentam problemas que não se reduzem às consequências imediatas dos atos vivenciados, mas apresentam interfaces que precisam contar com o aporte interdisciplinar, como as cicatrizes deixadas na vida sexual, afetiva, social, profissional.
Os dados sobre violência sexual mostram que não há distinção entre classes, segmentos sociais e cor/etnia. O tratamento dado socialmente a tais crimes, em particular os estupros, oscila entre considerá-los hediondos, principalmente quando praticados contra crianças, ou fatos banais, comuns. Pode-se afirmar que a visão sobre eles ainda está intimamente vinculada à imagem que se faz da vítima, de seu comportamento e moralidade.
A Lei Maria da Penha, considerada uma das mais avançadas do mundo, é importante instrumento no enfrentamento dessa situação. Seu caráter pedagógico contribui para uma mudança de mentalidade das pessoas, fazendo com que a violência seja cada vez menos tolerada pela sociedade.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, visando a que essa lei seja efetivamente conhecida e implementada, lançou, no início de agosto, a campanha Compromisso e atitude — a lei é mais forte. Ela foi dirigida inicialmente às autoridades judiciais, a fim de garantir agilidade na prisão de agressores e na tramitação de processos e julgamentos.
Mas, acabar com a violência contra as mulheres exige muito mais. Exige envolver e mobilizar toda a sociedade, para que ninguém assista passivamente a casos ou relatos de agressões. Por isso é que a campanha entra agora em sua segunda fase, que é a de mobilização da sociedade.
A partir de 25 de novembro, Dia internacional da não violência contra a mulher — com o mote “Violência contra a mulher: você pode combater a impunidade. Ligue 180” —, faremos ampla mobilização de empresas, órgãos governamentais, organizações da sociedade civil e mídia, para mostrar à população a necessidade de se ter compromisso e atitude diante desse quadro brutal. Só assim, a lei, de fato, será mais forte — com a punição de quem a desrespeitar.
Eleonora Menicucci - Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República
Acesse em pdf: Todos pela não violência contra a mulher, por Eleonora Menicucci (Correio Braziliense - 18/11/2012)


 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Afinal, para que servem os conselhos municipais?

Generalizando, os conselhos municipais, formados por representantes da Prefeitura e da população têm como objetivo a formulação e a fiscalização das políticas públicas Estes, reúnem-se periodicamente a fim de definirem os planos de ação da cidade. Cada conselho atua de maneira diferente, de acordo com a realidade local e com a sua especificação. Dentre as suas atribuições inclui-se a defesa dos direitos dos cidadãos.

Porém, nas maiorias das cidades do nosso país houve a transformação dos conselhos municipais em estruturas burocráticas formais, subordinadas às rotinas administrativas das secretarias municipais, no sentido de responder aos processos de aprovação de contratos e prestação de contas exigidas nos convênios estabelecidos com os programas estaduais e federais. O que nos leva a crer que a escolha e nomeação de Conselheiros não garantem que os Conselhos Municipais realmente funcionem, ou, que sejam eficientes e eficazes como instrumentos de aperfeiçoamento da cidadania, que atuem como formuladores ou que pelo menos participem ativamente do processo de formação da agenda das políticas públicas.

Pois bem, tenho nos últimos dias, observado uma série de acontecimentos que envolvem os diversos Conselhos de nossa cidade: A questão do Hospital Margarida e do Pronto Atendimento (PA) - Conselho Municipal da Saúde; A questão do preço da passagem, dos trocadores de ônibus e da licitação dos Taxistas e mototaxistas e do trânsito - Conselho Municipal do transporte. Afinal, o que eles têm feito os Conselhos Municipais de Monlevade em relação aos problemas? E se fazem, porque não há divulgação? E se são impedidos de fazerem, porque não denunciam?

Acredito não ser possível, fazer assistência social sem que a sociedade participe, como acontece atualmente em João Monlevade.  Muitos conselhos Municipais da nossa cidade precisam urgentemente passar por uma reorganização.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Presente de Grego na semana do servidor.

Segundo uma fonte ligada ao Sintramon, os agentes comunitários de saúde de João Monlevade no controle da dengue ficaram sem receber o adicional de insalubridade na última folha de pagamento, o que causou revolta, devido  a "surpresa" ter acontecido justamente na semana que comemora-se o dia do Servidor.
Vale ressaltar que as atividades desempenhadas pelo agente comunitário se dão em edificações de todo tipo como madeira, mistas e de alvenaria, com ou sem cercas, sem redes de esgoto, com água tratada ou não, recolhida em poços abertos ou fechados. Ficando exposto a vários agentes nocivos a saúde.

Ainda segundo informações, os agentes se reunirão hoje, pela manhã, para resolver a situação com a administração municipal.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Suspeita de fraude nas Urnas Eletrônicas em João Monlevade


Uma fonte ligada à coligação Monlevade em Primeiro Lugar declarou haver indícios de fraude nas urnas eletrônicas utilizadas na eleição de 2012. Muitos candidatos, alegam ter ouvidos relatos de seus eleitores quanto ao não aparecimento da foto do candidato no ato de votar. Inclusive , houve candidatos a vereador que duvidaram do total de votos que tiveram, acreditando eles que foram lesados.Ainda segundo a fonte, a situação já está sendo averiguada.
 Controvérsias à parte, especialistas garantem que as urnas eletrônicas brasileiras possuem falhas de segurança que podem alterar os resultados das eleições.Segundo os especialistas, três seriam as formas de manipulação de resultados: Controle manual do teclado das urnas pelo mesários durante a chamada “seção do voto cantado”; a inserção de flash cards nas urnas 48 horas antes das eleições; e desvio de votos de candidatos no sistema de totalização de votos o que, segundo os denunciadores, dá às urnas eletrônicas total caráter de “caixa preta”. As queixas contra este problema surgem em todo país conforme a materia divulgada no site: http://www.fraudeurnaseletronicas.com.br/2012/10/fraudes-em-urnas-eletronicas-sao.html
 
Vale lembrar que , o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) no dia das eleições em 07 Outubro/2012, necessitou substituir  39 urnas eletrônicas em todo o estado .Destes equipamentos, 12 estavam instalados em Belo Horizonte e 17 na Região Central do estado. Na Zona da Mata, foram cinco substituições, três no Vale do Rio Doce e três no Triângulo Mineiro. Porém não foi informado o motivo da substituição.