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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Leischmaneose: a culpa não é do cachorro, e sim da sujeira!



Infelizmente, a leishmaniose fez uma vítima fatal em Monlevade. Trata-se do soldado Carlos Peixoto Miranda da Polícia Militar de João Monlevade conhecido regionalmente pelo seu brilhante trabalho à frente do Programa Educacional de Resistência às Drogas (PROERD) da Polícia Militar de João Monlevade. Um jovem rapaz, com uma vida interira pela frente foi derrubado por um “mosquitinho” insignificante quanto ao tamanho, mas devasso na transmissão da leishmaniose. É importante salientar que, antes que saiamos “atirando pedras nos cachorros”, principalmente nos de rua, que nos atentemos que o principal vilão da leishmaniose é o mosquito-palha ou asa branca como é popularmente conhecido; que devido a quantidade de mato instalado aos quatro cantos de João Monlevade tem encontrado ambiente propício para se proliferar. Na verdade, os cachorros domésticos e os de rua são tão vítimas quanto nós. Os meios para evitar a proliferação do mosquito-palha são bem parecidos com os métodos utilizados no combate ao mosquito da dengue. E a recomendação é manter casa e o quintal sempre limpos. Se houver galinheiro, chiqueiros ou canil deve-se mantê-los limpos e secos. As folhas de árvores, fezes de animais e restos de madeira devem ser recolhidos, porque acumulam umidade e favorecem a criação do mosquito-palha. O lixo doméstico deve ser embalado corretamente e os moradores devem ficar atentos para não deixar juntar lixo nos terrenos baldios perto de suas casas. Em residências com cães, deve-se evitar que o animal durma dentro de casa — o ideal é mantê-lo sempre no quintal.
 Concluindo, é uma lástima a morte do soldado Carlos Peixoto Miranda e que sua morte sirva de alerta que: Sujeira mata!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O que está ruim pode piorar!

O crescimento urbano desordenado (aliado aos baixos investimentos na fiscalização e prevenção) e as chuvas de verão geram consequências graves em João Monlevade, tais como enchentes, desmoronamentos, buracos nas pistas, dentre outros.
Não é de agora que nossa cidade revela a fragilidade na infraestrutura urbana e até mesmo o despreparo dos departamentos públicos na realização de reparos, buscando melhoria à população. Sai ano, entra ano contabilizamos prejuízos e ainda estamos muito longe de encontrarmos uma solução.
Muitas ruas nas partes altas no município foram asfaltadas num ato totalmente politiqueiro, sem nenhum investimento nas redes pluviais, por consequência, agravaram-se os problemas de alagamento nas partes baixas; provocando prejuízos aos comerciantes, caos no trânsito, dificultando a vida do cidadão.
Ao circular por alguns bairros (com ênfase no bairro Belmonte), é possível notar o descaso da administração municipal com relação aos matos e sujeiras, além da má manutenção das ruas e avenidas, tomadas de buracos. Sem contar que problemas relacionados aos estragos da chuva do verão passado ainda não foram solucionados, como por exemplo, a Avenida Contorno no bairro Vila tanque. Leia na reportagem do Ultima Notícia um ano atrás:  http://www.ultimanoticia.com.br/ultimanoticia/Portugues/detNoticia.php?cod=15620

O fato é que as chuvas não podem ser encaradas como um problema para João Monlevade, por ser um fenômeno natural. O que não pode ser visto com “naturalidade” é a negligência da administração publica com relação às medidas preventivas, comprometendo a saúde pública e a segurança da população monlevadense, sujeitando os moradores a um verdadeiro estado de calamidade pública.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Curtas

Monlevade de opções!

 Como é bom saber que a população está reagindo ao marasmo. Na manhã de ontem, circulando pelo centro da cidade, pude perceber o misto de atividades proporcionadas para os monlevadenses. Na praça do povo, corrida da Acorp com participação de vários atletas e da Academia de Dança Rose Machado; atrás do Hiper, trilhão. E ainda fiquei sabendo de uma “Caminhada Ecológica” promovida pela turma do RG Pneus lá pelas bandas dos “Fernandes” em Santa Rita de Pacas, sem contar a turma do Mato Adentro (que não perde um Domingo nas andanças) que também esteve por lá! É o que eu sempre falo: o lazer está em qualquer lugar, basta aprender enxergar!

 De zero a 6,77%, servidores Municipais vencem a queda de braço.
Tudo indica que o prefeito vai conceder reajuste de 6,77% aos servidores ao contrário do 0% ofertado. Uma vitória importante para o funcionalismo público, em especial aos professores, que abraçaram a luta com coragem e determinação. O que me deixa indignada nestas questões é que muitos trabalhadores cruzam os braços, acomodam e deixam que “outros” saem na linha de frente das negociações como verdadeiros “batedores”. Agora, certamente colherão o fruto da conquista sem ao menos terem suado a camisa! Deveriam então ter a hombridade de abrir mão do reajuste, por não merecê-lo!

Vereadores I
Lascado, de novo?
Depois da tumultuada sessão da última quarta-feira (21/08), quando deveria ter acontecido a votação do projeto (ou da indicação, salvo engano) do vereador Belmar Diniz (PT) pedindo que se instaure uma Audiência Pública sempre que houver aumento nas taxas de serviços cobrados à população, como de Tarifa d’água, IPTU dentre outros, o vereador Zé Lascado (PSDB) pediu “vistas” para analisar o projeto. Aliás, diga-se de passagem, as manifestações do referido vereador nas reuniões da Câmara Municipal, têm se atido às votações e pedido de vistas a projeto da oposição.  Comenta-se aos quatro cantos da cidade, que a “participação” do Vereador Zé Lascado na Câmara Municipal é regida pela administração municipal. Então perguntamos: Será que é isto que os eleitores do Lascado esperam do seu mandato?

Vereadores II
Pesquisa do Instituto Tiradentes aponta o vereador Tuquinho do povo como o vereador mais atuante de Monlevade

Segundo consta, o Instituto Tiradentes realizou entre os dias 20 a 30 de julho, uma pesquisa de opinião pública em João Monlevade, com o objetivo de apurar qual o legislador mais atuante do município, no critério de atuação parlamentar, apontando o Tuquinho do Povo (PMDB) como vencedor seguido de Telles Superação (PSC), e Djalma Bastos (PSD). Divergências a parte,  a quem ache que o resultado   não foi o retrato fiel da verdade. Pelo sim, pelo não,  e sem querer desmerecer os trabalhos dos edis, enviei um email para o Instituto Tiradentes para me inteirar melhor sobre a forma que foi feita a pesquisa. Fiquemos então no aguardo...

sábado, 17 de agosto de 2013

Curtas


Cavalgada I
Todos os argumentos em relação ao não acontecimento da tradicional Cavalgada de Monlevade no Parque do Areão foram voto vencido, uma vez que o Ministério Público bateu o martelo e liberou a área. Se a argumentação ambiental foi inconsciente, talvez seja viável utilizar a Lei do Silêncio, porque se na Avenida Getúlio Vargas o som foi ensurdecedor imagina nas partes altas.

Cavalgada II
Se o objetivo da Cavalgada foi realizar um teste de propagação de som, perderam tempo, afinal o relevo de Monlevade assemelha-se a uma bacia, se retirar o problema do alto, ele recai nas para as partes baixas. Na linguagem popular, é varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Cavalgada III
Pela primeira vez, após o tradicional desfile de abertura da Cavalgada, onde os animais lotam as ruas de estrume, houve o cuidado da administração municipal ou dos organizadores do evento em limpar “a sujeira”. Pelo menos na Avenida Getúlio Vargas pude perceber a presença de pessoas realizando a limpeza. Não sei de quem é o mérito, mas, parabéns pela iniciativa!

Denúncias
Nos últimos dias temos acompanhado denúncias importantes, uma envolvendo o Secretário de Meio Ambiente e outra envolvendo o Hospital Margarida. É importante que ambos os casos sejam apurados pelos órgãos competentes e que uma resposta seja dada a população o quanto antes.

Uma luz no fim do túnel

 Tudo indica que o prefeito Teófilo Torres concordou em conceder reajuste salarial aos servidores públicos municipal. Diga-se de passagem, a população de Monlevade já estava pelas medidas com este impasse. Além de ser um desrespeito aos professores, alunos e familiares, a sociedade era obrigada a conviver com o clima tenso das negociações.

Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço
Sou favorável a qualquer manifestação popular, desde que a mesma seja pautada pela ordem e pelo respeito. O cidadão que exige a garantia de direito precisa respeitar os direitos dos seus semelhantes, principalmente no que tange a sua vida pessoal. Muitos líderes ao longo da história, como Nelson Mandela, deram uma lição para a humanidade na resolução de conflitos e promoção dos Direitos Humanos levando uma mensagem de paz em tempo de guerra. Incitar o povo na promoção da desordem, do desrespeito, na invasão de privacidade e violação de direito, é medir a população pela mesma régua dos políticos. Direitos e Deveres cabem a todos e o caminho para exigi-lo chama-se Constituição Federal e Ministério Público. O exercício da democracia precisa acompanhar a evolução do tempo, senão estaríamos ainda na “era do Cangaço”.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Afinal, o que é a área do Areão?

Areão, "o pé de dinheiro" dos gestores
O problema do Areão já começa na nomenclatura.  Nossos gestores, a bel prazer, já “batizaram” o local com várias denominações. Na administração do Carlos Moreira, o Areão foi caracterizado pelo mesmo, como Parque Ecológico. Os parques ecológicos são  espaços  que têm como finalidade a manutenção de valores naturais ou culturais que mereçam ser perpetuados ou a manutenção do equilíbrio ecológico de um local.  
Não se sabe o porquê, mas o próprio Carlos Moreira resolveu mudar de ideia e transformou o Parque Ecológico em “Parque de Exposição” que tem objetivos bem diferentes, normalmente os parques de exposição realizam grandes eventos, palestras, feiras, shows ou congressos, contanto com espaços estruturados para acolher as empresas públicas e privadas em eventos sociais do município.
Para tal , segundo consta, o ex-prefeito buscou um empréstimo junto à CEF – na ordem de R$ 880 mil -, dentro do Programa “Turismo Brasil”, para construção do Parque de Exposições. A obra não foi concluída e o Parque de Exposição do Areão ficou mais para “Área da Cavalgada”.

Bom, aí veio o ex-prefeito Gustavo Prandini, com ideias mais “sustentáveis” e o Parque de Exposição do Areão voltou a ter uma conotação mais ambientalista, seria o Complexo Turístico do Areão; que teria  o objetivo fornecer atrativos turísticos para os monlevadenses e visitantes. Haveria academia ao ar livre, playground, pista de caminhada, quiosques, quadras esportivas e trilhas ecológicas com acesso para pessoas com deficiência. Novamente, foram viabilizados 682.500,00 mil para o Complexo Turístico do Areão junto ao Ministério do Turismo e ninguém viu nada pronto.

Agora, pelo o que tudo indica, o atual prefeito Teófilo Torres, resolveu dar continuidade ao "projeto do Carlos Moreira" transformando novamente o  “Complexo Turístico do Areão” em Parque de Exposição do Areão!
E a continuação desta história nós já conhecemos, é mais dinheiro do povo investido no nada até que alguém chegue à conclusão que a área do Areão é área de preservação ambiental .

Fico impressionada com a facilidade que eles têm para alterarem projetos e viabilizarem recursos!  E eu que não acreditava em pé de dinheiro, começo a acreditar que o Areão é uma fonte inesgotável!

 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A Praça do Povo e do Barulho!


Imagem ilustrativa
Nada contra as manifestações artísticas, porém, o direito de um, se estende até onde o direito do outro começa. Constantemente os shows na Praça do Povo têm se estendido muito além das 22horas, conforme o que determina a lei, perturbando o sono das pessoas que vivem nas proximidades. Na noite de sábado, 27/07 era possível ouvir o barulho à km de distância.
 O bem jurídico Sossego Público não é um bem disponível ou irrelevante. O silêncio é um direito do cidadão. O sono assegura a reparação da fadiga física e da fadiga mental ou nervosa do indivíduo. O sono é composto de várias etapas, cujas durações variam no curso da noite. Primeiramente, entramos num estagio de sono lento ou profundo, assegurando-se principalmente a reparação física. Na segunda parte, onde o sono rápido ou paradoxal é maior, assegura-se a reparação nervosa. Nas fases paradoxais, o sono é relativamente leve e pode ser perturbado por ruídos fracos, o que irá impedir ou entravar a reparação do sistema nervoso. Efeitos como aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial, dispneia, fraqueza, fadiga, dificuldade de concentração, alteração das glândulas suprarrenais, hipófise, dentre outras.
Acontece que, enquanto outros órgãos do sentido descansam durante o sono, os ouvidos se mantêm em estado de alerta. A audição funciona como um alarme e o cérebro produz adrenalina diante do perigo do ruído; concluindo o sistema de defesa continua o mesmo.

   O que determina a lei
A CF artigo 225, determina: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, imponde-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. • A responsabilidade pelo dano ambiental independe da existência de culpa, nos termos do art. 14, parágrafo 1º, da Lei nº 6938/81, assim redigido: “Parágrafo 1º- Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar, os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente.”.

Trocando em miúdos, quem se sentir lesado pelos “barulhos” fora de hora na Praça do Povo deve acionar o Ministério Público e fazer valer os seus direitos!

 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Casa da mãe Joana e dos filhos da mãe.


Como vem retratando o Jornal A Notícia, João Monlevade parece ser uma terra sem lei. Onde tudo é permitido, obstrução de vias públicas, carretas ao longo das avenidas, acomodação de entulhos e lixos e por aí a fora vai.

Mas, não podemos nos esquecer dos “filhos da mãe” que aproveitam das mazelas da nossa cidade para deixarem seus traços de destruição e desordem.

No início do mês a AMA-JM em parceria com a Estância Canteiro Verde levou ao Bosque do Ipê, no Bairro José de Alencar, quase 200 mudas de árvores nativas e frutíferas com o intuito de levar beleza, pássaros e melhorar a recarga hídrica do entorno. O plantio foi realizado com a ajuda de parceiros, dentre eles alguns vereadores, polícia de meio ambiente, escoteiros, ambientalistas, dentre outros.
Porém um indivíduo, talvez insatisfeito pelo mato deixado em volta do coveamento (que tinha como objetivo proteger o solo dos raios solares e facilitar a penetração da água) tratou logo de atear fogo e deixar o ambiente “limpo” do mato e das mudas.
 
Assim como o filho (a) da mãe do episódio Bosque do Ipê, vários moradores das cidades têm o costume de atear fogo no lixo, restos de podas e roçagem, em terrenos e espaços vazio com muito mato. Mesmo sendo nociva ao meio ambiente a saúde e proibida por lei, essa prática é comum em João Monlevade. O que estes indivíduos parecem não saber é que a fumaça gerada pela queima deste material é tóxica, gerando um aumento considerado no atendimento dos postos de saúde e hospitais, onde os principais afetados são crianças e idosos. Os problemas mais comuns são os respiratórios e irritação nos olhos. Sem contar o dano ambiental para a fauna e a flora, como no caso do Bosque do Ipê.
Para sanar ou pelo menos amenizar as queimadas feitas em áreas urbanas, o Poder Público precisa realizar algumas ações preventivas. Como a identificação antecipada dos locais propícios a queimar, notificando os proprietários e dando prazo para limpeza, além também da correta manutenção espaços vazios do Município.

Paralelamente cabe a sociedade fazer a sua parte denunciando os vândalos que ateiam fogo, e comunicando o mais rápido possível a brigada de incêndio e a Polícia, para que possam identificar e prender esses criminosos. A queimada urbana é uma fonte de poluição evitável, por isso a educação ambiental é fundamental nessa questão.
Para se colocar “ordem na casa” é preciso que todos os elementos estejam dispostos a dar a sua contribuição.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

O que falta ao meio ambiente é a atitude!

Faltam lixeiras ao longo da reta do Baú, diagnostico
 confirmado durante a caminhada ecológica.
Estive acompanhando bem de perto as atividades da Semana do Meio Ambiente. Aliás, ao contrário do que alguns possam pensar, as atividades da semana só aconteceram graças às contribuições da iniciativa privada e associações; que inclusive, sentarão nos próximos dias para traçarem metas a serem cumpridas até a atividade do próximo ano, dentre elas, a fixação de lixeiras em alguns pontos da cidade a introdução de árvores no areão, a recuperação de nascentes e a criação de um movimento para impedir que a CEMIG feche a Estação Ambiental de  PETI.
Também não posso deixar de mencionar a qualidade das palestras ministradas ao longo da semana e a ausência das "partes interessadas", como por exemplo,  a palestra : "Poda de Precisão em árvores urbanas "com Luiz Carlos da Gerência de Meio Ambiente da Cemig que não contou com a participação do setor de serviços urbanos da prefeitura municipal.

Leotacílio da Fonseca, ambientalista, troca uma garrafa
 pelo
comprometimento
ambiental do visitante.
Já em relação à visita a Estação Ambiental de Peti foi um misto de contemplação e frustação . Afinal, para quem não sabe a visitação à Estação Ambiental de Peti esta com dias contados. Por decisão da CEMIG, as atividades em torno da educação ambiental dentro da reserva encerrarão no dia 30 de Junho. Inaugurada em 22 de setembro de 1983. A Estação Ambiental de Peti é uma área remanescente da Usina Hidrelétrica de Peti. Localizada no município de São Gonçalo do Rio Abaixo. A Estação Ambiental de Peti tem de área 1.280há, sendo 605 hectares de área terrestre e 675 hectares de Reservatório, sendo este construído para produção de energia elétrica pela Usina de Peti, que abastece as cidades de São Gonçalo do Rio Abaixo, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Catas Altas e também gera energia para o sistema integrado da Cemig. Além da sua importância na geração de energia elétrica, Peti é considerada uma área piloto da empresa no que tange aos aspectos ambientais. Em termos de manejo, pode-se afirmar que possuí hoje dados para recuperação de áreas degradadas, controle da população faunística, além de conhecimento das interações entre as espécies da fauna com a flora de Peti. A Estação Ambiental de Peti é diplomada pelo IBAMA como “ASAS” (Área de Soltura de Animais Silvestres), onde os animais também apreendidos pela Polícia Militar do Meio Ambiente passam por uma triagem onde se avalia as condições de saúde dos mesmos para reintrodução futura. Também é desenvolvido o Projeto “PROFAUNA” onde são realizadas a reprodução e reintrodução de algumas espécies como: Cutia (Dasyprocta leporina), Mutum do Sudeste (Crax Blumenbachii), Ananaí (Amazonetta brasiliensis), Pato-do-mato (Cairina moschata). Além dos projetos acima, a Estação ainda conta com um Programa de Educação Ambiental para alunos de ensino fundamental, médio, técnico e superior das escolas das redes pública e particular. E também conta com uma trilha ecológica para cegos. O trabalho realizado com os animais no centro de manejo e demais programas tem assistência de um Médico Veterinário (Rafael Rezende) e Bióloga (Flávia Regina) sob coordenação do Gestor administrativo da Cemig Leotacílio da Fonseca.

Porém o portfólio da Estação Ambiental de Peti foi insuficiente para a CEMIG quando a mesma decidiu por “apertar o cinto”, cortar gastos. Ora, meio ambiente não é lucrativo fora da exploração! Pelo contrário é dispendioso e moroso. Para que gastar dinheiro com pesquisas? Para que recuperar “bichinhos” que foram apreendidos na mão de contrabandistas? Deixem que selem seus destinos de morte, porque o nosso objetivo é alimentarmos de energia a TV, a geladeira, o sistema de refrigeração, a banheira de hidromassagem de nossos consumidores. O ser humano evoluiu em tecnologias de consumo, não tem tempo para olhar para os lados, poucos conhecem o Chico (Sagui-de-cara-branca, rejeitado pelos grupos da espécie, que recepciona os visitantes da estação) e se importarão  com a solidão dele. Então está decidido: Fechem as portas!
É o que eu sempre falo, meio ambiente não precisa de firulas, precisa de atitude!
 










 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Adventistas realizam limpeza de Praça em Monlevade!


Adventistas realizam serviço da Prefeitura
 Parece-me que, a exemplo do “Limpa Brasil”, um projeto realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, que tem por objetivo promover a limpeza de grandes cidades brasileiras, buscando desenvolver nas pessoas uma conscientização ambiental através da destinação adequada dos resíduos, os voluntários adventistas de João Monlevade resolveram deixar a pracinha do Bairro Santa Bárbara livre do mato e da sujeira.

 Gostaria de parabeniza-los pela responsabilidade social, pelo compromisso com o meio ambiente e com a saúde! Ato, que deveria ser imitado pelos nossos representantes, que recebem para fazê-lo e, no entanto, vivem de tentar justificar o injustificável.
Admira-me muito as justificativas, que muitos gestores apontam, para deixar de realizar feitos que beneficiam a população. A exemplo, na tarde de ontem, dia 23/04 durante a Audiência Pública, a convidada Eliana Piola da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher deu uma “aula” sobre o tema. Durante a sua explanação relatou sobre a dificuldade que certo prefeito estaria tendo em cumprir a meta do município em relação aos exames de mamografia, o ato de realizar os exames no período noturno através do voluntariado da própria administração fez com que o município se tornasse referência neste atendimento.

O divisor de águas entre o querer e o fazer, a meu ver, chama-se vontade.  É preciso ter o desejo de realizar e a capacidade de mobilizar!

domingo, 21 de abril de 2013

Comemorar o aumento de atendimento no PA é o fim da picada!

Aí como eu gostaria de ter retornado falando de coisas boas! Andei meio silenciosa ultimamente, mas não foi por falta de assunto. Ficamos ansiosos demais em todo início de mandato, buscando novas perspectivas.

Mas, como nossa cidade está aparentemente em estado de letargia. O dedo começou a coçar e não deu mais para esperar!

Por onde tenho andando a reclamação contra administração é crescente, especialmente por conta de compromissos não cumpridos, a exemplo, a questão da limpeza pública, promessa de campanha e clamor do eleitorado para obra de início de mandato.  

Para uma campanha, onde o dinheiro foi apontado como a solução para todos os problemas, presenciar a cidade estagnada pela ausência dele, soa no mínimo contraditório. Pior ainda é constatar que o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques, escolheu Itabira a Monlevade em um momento tão delicado para a saúde monlevadense.  Ora, a população de Monlevade acreditava que a distância entre os recursos estaduais e o cofre municipal ficaria mais estreita...

Mas, admiram-me muito os defensores de plantão, dispostos a esperar, (sabe-se lá por quanto tempo) pela limpeza da cidade, culpar o povo que suja, que não limpa. Concordo em partes, a população tem por obrigação colaborar com a manutenção da limpeza pública, mas, e quando não há a limpeza pública?

Todos sabem que a limpeza da cidade é uma questão de saúde pública. O acúmulo de lixo e entulho, bem como o crescimento do mato podem gerar diversos problemas. Esses fatores facilitam a proliferação, principalmente, de roedores, insetos, animais peçonhentos e até mesmo da dengue. Tanto que, como o próprio prefeito declarou recentemente o atendimento no PA dobrou nos cem dias de governo, uma péssima notícia; população saudável não procura atendimento médico!

Francamente, paciência tem limite!

 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que será da nossa humanidade em 2070?


Li esta crônica há uns sete anos atrás e, confesso que fiquei alarmada com as evidências de que o relato poderia ser de fato uma realidade para 2070. Porém, diante da onda intensa de calor que vem nos abatendo nos últimos dias, tenho a impressão de que esta Carta já poderá ser escrita em 2050. E que Deus tenha misericórdia de nossos descendentes!
               Carta escrita em 2070

"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.

Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade.
Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente.
Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora.

Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele.
Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira.
Agora devemos raspar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira.

Hoje os meninos não acreditam que a água se utilizava dessa forma.
Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA água, só que
ninguém ligava; pensávamos que a água jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aqüíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.

Antes a quantidade de água indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta. Hoje só posso beber meio copo.
A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.

A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a camada de ozônio que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os
lados.

As infecções gastrintestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático.
As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com água potável em vez de salário.

Os assaltos por um bidão de água são comuns nas ruas desertas.
A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20
anos está como se tivesse 40.

Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar água,o oxigênio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações.

Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como conseqüência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar que respiramos.137 m3 por dia por habitante e adulto.

A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar,não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos.

Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo
rio que é fortemente vigiado pelo exercito,a água tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.

Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registrar-se precipitação,é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atômicas e da industria contaminante do século XX.

Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a água que quisesse, o saudável que era a gente.

Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a água?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado,porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomamos em conta tantos avisos.

Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.

Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"

Documento extraído da revista biográfica "Crônicas de los Tiempos"

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mãos fechadas e falta d’água


Fato: Poucos prefeitos João Monlevade investiram na ampliação e na melhoria dos sistemas de abastecimento de água ao longo dos anos.
Inegavelmente ficar sem água é terrível! Embora vários moradores estejam reclamando da falta  d'água em suas casas, o que parece ser um problema generalizado,  alguns bairros de João Monlevade sofrem uma falta crônica de água há décadas. Mesmo que não haja quebra de adutora, de bomba de poço ou qualquer outra situação imprevisível, há  sempre falta d’água.
O problema é na distribuição, na falta de investimentos ao longo dos anos. Entrou prefeito e saiu prefeito sem que houvesse a preocupação de “produzir” água o suficiente para atender a demanda. Sem contar que, há casas que se quer possuem um reservatório (caixa) com um mínimo de 200 litros/dia por pessoa na casa. Resumindo, fornecimento de água em Monlevade sempre andou na contramão do desenvolvimento.
E neste sentido tiro o chapéu para Gustavo Prandini pela coragem! Mesmo com todas as “mazelas” da administração de Gustavo Prandini, ninguém pode negar os investmentos que estão sendo feitos para amenizar o problema do fornecimento de água em Monlevadense: 5,5 km de adutoras para levar e propiciar que se leve água a um numero bem maior de habitante, em pontos bem adversos , reestruturação na Estação de Tratamento de Água ( ETA - pacas ) que não recebia investimentos satisfatórios desde os tempos de Germim Loureiro, sem contar os 2 novos reservatórios .
Provavelmente, estas medidas não serão suficientes para resolver definitivamente  o problema da falta dágua na  cidade ( diga-se de passagem, a estiagem prolongada,  como estamos vivendo atualmente, faz com que o nível do reservatório que atende o município caia pela metade, e não há prefeito que resolva as “coisas do céu)  mas, dará uma “amassiada” para o próximo prefeito, que assumirá a parte do “colocar para funcionar”!
Todos sabemos,que , qualquer construção ou reforma, gera transtornos, então meu povo, um pouco mais de paciência.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Rua Olinda Dias Fernandes : O retrato do descaso!

Um depósito de lixo! Esta é a definição para a Rua Olinda Dias Fernandes no Bairro Santa Bárbara. "Este problema vem se arrastando aos longos dos anos sem que ninguém tome uma providência... A Vigilância Sanitária fica só na base do pozinho... A gente vê rato passeando pelo lixo... É uma vergonha!". Este foi o desabafo de um morador da referida rua que preferiu não se identificar.

Alguns moradores acusam o dono de um ferro velho, Geraldo Eustáquio Pereira, 54, pela desordem na rua. Segundo relatos, Geraldo, que utiliza um espaço em frente ao seu depósito acumulando grande quantidade de materiais, como, ferro velho, papel, papelão, plásticos, sucatas de eletroeletrônicos, carros velhos, dentre outros, já teria sido autuado, mas a situação persiste para a preocupação dos vizinhos. “Acúmulos de ratos, grande quantidade de pernilongos (muriçocas), e por fim o lixo. Precisamos de providências”!


Resíduos atraem transmissores de doenças, como ratos e moscas.
A existência de um lixão perto de casa pode trazer diversos problemas à saúde. O lixo orgânico atrai moscas, baratas e ratos que podem transmitir doenças como leptospirose e hepatite.

Em um lixão, o rato encontra alimento, água e abrigo, tudo que ele precisa para sobreviver. Cuidar do lixo é manter os ratos longe de casa
A dengue é outra doença que pode proliferar em um lixão, já que garrafas de plástico armazenam água. A contaminação do solo por resíduos orgânicos também pode ocorrer caso o lixo não seja retirado por muito tempo.

 Quanto maior e por mais tempo durar o lixão, mais problemas a sociedade terá. A fiscalização deve começar pela população

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dia do Meio Ambiente! Ver para crer!

Quem criou está lei e para quem?

"... todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado,



bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida,









 impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações."



 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coreto "Vó Mena" vira a "Casa da Mãe Joana"!

O coreto da Praça Sete de Setembro que, devido projeto de lei numero 1.815/2009 de autoria da vereadora Dulcinéia Lírio Caldeira passou a ser denominado Coreto “Vó” Mena Alcântara, em homenagem à matriarca da família Alcântara, Filomena Tomázia, transformou-se em um “Apart-Hotel”, para moradores de rua.

Nesta semana os “moradores” do Coreto, resolveram atear fogo no local, e, graças à intervenção de um funcionário da escola CERP, situada em frente à Praça Sete de Setembro, não houve um acidente com maiores proporções. Segundo o relato de pessoas que estariam próximas ao local no momento, o funcionário do CERP teria utilizado um extintor de incêndios da escola para conter as chamas.

Sexo, drogas, vandalismo, sujeira e todo o tipo de imoralidade estão sendo praticadas no local sem que as autoridades competentes tomem providência. O problema já se arrasta há meses, tendo inclusive a vereadora Dorinha Machado mencionado o fato na ultima reunião da Câmara, no dia 30 passado.
 A polícia Militar constantemente é acionada devido às práticas obscenas que acontecem na praça e inclusive chegou a prender um traficante de drogas no local no mês de Março: http://jopopular.blogspot.com.br/2012/03/homem-e-preso-no-coreto-da-praca-sete.html.



Atualmente, a Praça Sete de Setembro de João Monlevade, um dos cartões postais de Monlevade é motivo de vergonha para os Monlevadenses... Aonde está a Assistência Social do Município?

segunda-feira, 30 de abril de 2012

AH, a Arcellor pÓde!

Resíduo sendo despejado no Rio Piracicaba

Meu marido é um pequeno produtor rural e constantemente recebe “visitas” de órgãos ambientais procurando licença disto ou daquilo.
Porém, muitas das violações mais palpáveis da legislação são, na teoria, concessões aos mais “poderosos”. Ao se produzirem leis ambientais a pretexto de preservar os direitos de todos a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, criaram-se também condicionantes, brechas, sob o título de “desenvolvimento sustentável”.
A poluição de bacias hidrográficas por indústrias há tempos vem sendo tema de debates e discussões entre as mais variadas comunidades cientifica, econômica, política e sociais. Empresas e indústrias que conduzem suas atividades em desarmonia e desrespeito ao Meio Ambiente e as leis também devem ser fiscalizadas e punidas, porém não é o que se observa na prática

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os "elefantes brancos" de Monlevade


Existem construções em Monlevade que há anos estão paralisadas.  Seja por motivos judiciais ou não, o fato é que além do risco eminente à população pela falta de manutenção, estes imóveis não cumprem sua função social, pois desvalorizam os imóveis vizinhos e enfeiam a cidade.
Por outro lado, a solução para os imóveis vazios não é simples. A falta de mecanismos legais que estimulem ou obriguem os proprietários a reformar os prédios abandonados se alia, em grande parte dos casos, a pendências jurídicas e familiares. Muitas vezes os envolvidos não contam com recursos para investir no imóvel ou não se decidem sobre valores de venda.
Uma das alternativas para o problema seria a utilização do IPTU progressivo, que surgiu com o Estatuto das Cidades, em 2001, e é utilizado em capitais como São Paulo, Belo Horizonte. Veja como funciona: http://casaeimoveis.uol.com.br/tire-suas-duvidas/leis-e-direitos/como-funciona-e-para-que-serve-o-iptu-progressivo.jhtm