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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Monlevade em “tons de cinza”!


(Foto: Serginho)
Véspera de natal e não consigo enxergar nas pessoas aquele sentimento eufórico típico da época. Quem nunca deparou com o termo “esquenta”, muito utilizado pela moçada para referir a aqueles momentos que antecedem a tão esperada festa; uma forma de chegar no “clima”; creio eu!
Pois bem, de certo, o céu de Monlevade anda meio cinzento, e ainda que a chuva venha corroborando, está faltando o “esquenta” para os Monlevadenses! Aliás, a única coisa que anda meio quente são os “ânimos”, diante aos inúmeros  problemas que o município vem apresentando!
Também, não é para menos, enquanto vários municípios se preparam para o natal ornamentando praças, ruas e avenidas, Monlevade segue na contra mão do clima natalino: cidade suja, esburacada, tímidas decorações natalinas nas residências (e nenhuma na cidade), vitrines sem vida e o que é pior um povo sem esperanças (e povo sem esperança, é povo sem vida). Tradicionalmente tínhamos ornamentações de natal, mas neste ano o cartão postal da cidade está sem brilho, sem luzes, sem o clima natalino.
 A sensação que se tem é que a chama do pavio está se esvaecendo... Fico a imaginar se pudéssemos converter a nossa imagem, buscar todas as cores da paleta para preencher cada pedaço que anda sem cor.  E o pior que de tempos em tempos nos é dado ferramentas para colorir o cenário, mas, ainda assim, optamos pelos tons de cinza!
Para quem é “temente a Deus”, cabe então buscar a “chama do natal” dentro da interiorização e das comemorações familiares, e acima de tudo, dobrar os joelhos no chão e orar por tempos melhores.  Porque nestas alturas do campeonato, Monlevade carece urgentemente de um milagre!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Nossa sociedade realmente se importa com o idoso?

Hipocrisia à parte, não é de hoje que observo o comportamento de nossa sociedade em relação ao idoso. Na verdade o problema começa no berço, no seio familiar, onde os idosos são, na grande maioria, colocados de lado, assim como um “eletrodoméstico” que teve sua vida útil, porém ficou fora de moda, ultrapassado, devendo ser encostado, ainda que funcione.
Deprecia-se, critica-se o idoso ao ponto dos mesmos se verem com um estorvo para sociedade. Muitos idosos buscam o isolamento nas casas de repouso por não se sentirem queridos no seio familiar e na sociedade.

Nas rodas de conversas, nunca há espaço para o idoso e ainda que alguém educadamente o convide para relatar suas experiências e opiniões é visível a falta de paciência entre os ouvintes, que saem um a um, sem ouvi-lo falar.

Estima-se que, em todo o mundo, cerca de 1 milhão de pessoas cruzem a barreira dos 60 anos de idade por mês. Em 2050, deverão existir 2 bilhões de idosos, mais da metade deles vivendo em países como o Brasil. Porém, o que esperar de uma sociedade que vive a cultura do belo, em que a valorização recai sobre a juventude com sua potência e vigor?

O ECA (Estatuto das Crianças e dos Adolescentes) que a meu ver, mais serviu para proteger o jovem delinquente contra pais e professores, é muito mais cobrado que o Estatuto do Idoso, que completa 10 anos, tendo vários direitos somente no papel.
Por exemplo, a questão das filas e do transporte coletivo; a fila preferencial é a mais lenta, pois normalmente conta somente com um funcionário (e nem sempre o mais eficiente) para atender. No ônibus, faltam assentos e segurança para o transporte dos idosos.  Sem contar que, muitos idosos também utilizam da fila preferencial e a passagem gratuita nos coletivos, para pagarem contas de seus familiares e ou de empresários, que os usam como office-boys!

Enfim, o idoso passou a ter uma participação mais ativa na sociedade, mas a população não se preparou para lidar com a velhice. É preciso que a sociedade entenda que os idosos fazem parte da sociedade e têm o seu direito constitucional garantido, merecendo, por conseguinte respeito e valorização.  

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

A Câmara de vereadores, dos pequenos e grandes.

Ontem, dia 26/09, compareci a Sessão Ordinária da Câmara Mirim de João Monlevade. Afinal, como costumo acompanhar os trabalhos dos “grandalhões” não poderia de deixar de dar uma “espiada” no trabalho dos “pequenos”, até a título de comparação.

Que me perdoem os nobres vereadores, mas seus “coleguinhas” de plenário, contrariando a ordem natural das coisas, deveriam servir-lhes de espelho no que tange os quesitos educação, postura e objetividade. Com requerimentos inteligentes, focados na questão da saúde, educação e segurança; projetos de lei interessante (com a assessoria dos técnicos da Câmara Municipal) demonstraram que, apesar da pouca idade, sobressaem á prática de alguns de nossos representantes, dando uma “aula” de política, cidadania e criatividade.
Presidente da mesa, Giovana Repolez

Outro fato que não poderia passar despercebido é a postura séria da Presidente Giovana Repolez, autora do Projeto de Lei 03/2012 que institui o CapSAD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas de Drogas de João Monlevade) e dá outras providências. Que a meu ver, deveria ser implantado pela administração municipal, devido às drogas ter se tornado um problema saúde pública.

E assim, com pedido de faixa de pedestres e sinalização nas escolas, limpeza de praças, criação de creches, inclusão da disciplina de música nos conteúdos curriculares nas escolas municipais, dentre outros, um a um, cada vereador foi à tribuna defender seu projeto ou requerimentos e ou reforçar o pedido do colega de trabalho.  Vale ressaltar que, desde que esta blogueira acompanha as sessões da Câmara de Vereadores, nunca houve um dia em que todos os vereadores apresentassem projetos (consistentes).

Cantinho da imprensa vazio.
Infelizmente, como acontece com as Seções Ordinárias da Câmara Municipal, além dos vereadores Thiago Titó, Belmar Diniz, Carlos Gomes e Leles Pontes e de alguns funcionários da Câmara, havia poucas pessoas acompanhando os trabalhos dos jovens edis. E como aconteceu no dia da posse, o “cantinho da imprensa” permaneceu  novamente vazio ,o que demonstra o pouco interesse dos nossos jornalistas com os trabalhos dos pequenos.

Enfim, uma lição para muito adulto que tendo o poder nas mãos e recursos, não fazem jus à confiança que lhe foi atribuída.
Pauta cheia de requerimentos.
 
A próxima Sessão Ordinária da Câmara Mirim de João Monlevade acontecerá no próximo dia 10 de Outubro às 14 horas no Plenário da Câmara Municipal de João Monlevade.






















quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Curtas

Poeira no Bairro Nova Cachoeirinha

Que a estrada de acesso ao Bairro Nova Cachoeirinha é uma calamidade não é novidade para ninguém. Não é de hoje que os moradores sofrem com o rastro de poeira deixado pelo tráfico constante de carretas transportando escória da ArcelorMittal para a empresa de beneficiamento (Collares) localizada próxima à ETA. Ontem um morador, revoltado com o descaso da administração municipal, resolveu ele mesmo dar cabo a poeira,  instalando um redutor de velocidade próximo a sua residência para inibir a proliferação de poeira.Porém, informações dão conta de que o mesmo teria sido advertido por autoridades, sendo aconselhado a retirar o obstáculo da pista. É aquela coisa, poeira nos olhos dos outros é colírio!

“Terremoto” em Carneirinhos
Várias pessoas no centro de Carneirinhos foram surpreendidas nesta semana com um suposto “tremor” de terra. Moradores e lojistas sentiram a terra tremer debaixo dos pés. Há relatos que o incidente ocorreu após uma explosão muito forte, o que leva a crer que uma detonação ocorrida na Mina do Andrade, poderia ter sido a causa. Controvérsias á parte, seria prudente as autoridades competentes darem uma verificada.

Família de político precisa ter sangue de barata.
Brocardo popular: Respeito é bom e conserva os dentes. Em tempos de liberdade de expressão, há pessoas que confundem franqueza com falta de educação. Ainda que o sujeito político não esteja cumprindo o papel que deveria , ninguém está no direito de achincalhar seus parentes em publico, colocar nomes, acusar levianamente, principalmente quando este parente, se trata de uma criança. É por estas,  que muitos familiares impedem a participação dos seus, em assuntos políticos, afinal , indiferente de ser de boa ou má índole , acabam todos, inclusive familiares e amigos, sendo medidos pela mesma régua .

A que pontos chegamos
Elogiar atos de honestidade é o fim da picada! Honestidade, moralidade não é condição, é obrigação. Principalmente se a figura for pública. Honestidade se ensina em casa e na mais tenra infância. Embora que, em se tratando de Brasil, honestidade é relativa e só é atribuída ao outro.


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Como fica a comissão de Direitos Humanos e Assistência social nesta história?

 As Secretarias da Saúde e Assistência Social por meio do CREAS e CRAS promoveram durante uma semana, uma oficina com a temática: Normatização e Implantação dos Protocolos de Atendimento e Encaminhamento às Vitimas de Violência, cujo objetivo é fortalecer as ações integradas de vários parceiros no enfrentamento aos tipos de violência sexual contra crianças e adolescentes, mulheres e idosos.

A oficina foi direcionada a quase 200 profissionais que integram o Sistema de Garantias de Direito da Criança e do Adolescente, Dos idosos e Das Mulheres, para que eles possam trabalhar como articuladores importantes na identificação, cuidado e atenção às vitimas de violência. Participam da capacitação, gestores, conselheiros tutelares, profissionais de saúde, educação, ação social, policia militar e Conselho da Mulher.
Também foram enviados convites para a Delegacia de Mulheres e Defensoria Pública do município, no entanto, os referidos órgãos não participaram e nem justificaram a ausência. Tremendo descaso com a população, principalmente no que tange a questão do enfrentamento à violência contra a mulher.

Tal atitude reforça a tese de que o “gargalo” na rede de atendimento à mulher vítima de violência encontra-se na “indisposição” dos referidos órgãos em prestar esclarecimentos aos demais em relação aos protocolos de atendimento.

Já está na hora dos nossos vereadores verificarem o porquê de tal conduta por parte da Defensoria Pública e da Delegacia das Mulheres. Segundo informações do CREAS, somente dois casos de violência doméstica foram assistidos pelo órgão neste ano. Porém, a  polícia militar alega  que existem muito mais casos  e que os BOs são encaminhados à Delegacia de Mulher e Ministério Público. A pergunta que fica é a seguinte: Quem está assistindo à estas mulheres? Algo precisa ser feito em caráter de urgência!

Abaixo segue os números dos telefones dos órgãos que prestam atendimento às vítimas de violência à mulher, jovens e idosos.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Será que algum vereador de Monlevade teria tal coragem?

O projeto propõe o estabelecimento de um teto para os subsídios dos vereadores. Esse teto seria a média aritmética entre o menor e o maior salário previsto para o professor de educação infantil do município”, explica Almeida Júnior que também é mestre em direito e doutor em educação. Para ele, o objetivo da emenda à Lei Orgânica do município (normas que regem a cidade) é dar uma atenção maior aos professores e abrir precedentes para que outros municípios adotem medidas semelhantes. “A médio prazo, isso implicaria em forçar os vereadores a pensar antes de decidirem aumentar os próprios subsídios. Afinal, antes disso teriam que brigar junto ao poder executivo para aumentar o salário dos professores”, acrescenta o vereador.
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de João Monlevade da ultima quarta foram lidas as proposições referente ao projeto 311/2013 que autoriza revisão geral dos subsídios dos agentes políticos da Câmara e o 797/2013 que aprova o Acordo Coletivo firmando entre a PMJM e o SINTRAMON.
É sabido que ambas as situações são amparadas pela lei, porém o curioso é que estrategicamente ambas foram colocadas na mesma pauta. Todos acompanharam a “queda de braço” entre o funcionalismo público - diga-se professores- e administração municipal para a conquista do reajuste salarial. Foram meses e meses de desgaste motivados por greve, operação tartaruga, protestos, reuniões, que nem sempre contou com a participação dos “interessados”. E agora, sem muita dificuldade a Câmara Municipal autoriza o reajuste de 6,2% nos salários dos vereadores a partir do próximo de outubro.
Enquanto em Monlevade nossos vereadores, de certa forma, “pegam carona” no Acordo Coletivo, em Jaú (a 296 km de São Paulo) um vereador tenta pela segunda vez a aprovação de um projeto de lei que equipara o salário de vereadores aos de professores de educação infantil da rede pública municipal. Leia na íntegra:http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/07/19/em-jau-sp-projeto-tenta-igualar-salario-de-vereador-ao-de-professor.htm

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

O império da vassalagem!


Imagem do jornal A Notícia
Parece não adiantar o “evangelizado”!A conclusão que chego é que ainda que gastemos toda a nossa saliva ou as pontas do dedo, uma coisa é certa, o regime da servidão imperará por muitos anos em Monlevade. Ontem, acompanhando a reunião da Câmara Municipal, fiquei impressionada com o amadorismo (ou subserviência) do nosso legislativo.   Tem coisas que só não enxerga quem não quer vê ou finge de cego. Como se não bastasse a aprovação da permuta da área do bairro Industrial, que, diga-se de passagem, é algo inconcebível, para não dizer imoral; era notória a cara de desconcertamento dos edis quando o vereador Belmar Diniz apontava as “atrapalhadas” da administração municipal em relação às irregularidades na cobrança da conta do DAE e o aparente sumiço de equipamentos da área de saúde. Será que só o Belmar tem a “senha” para descobrir estas fraudes?!

Vai que cola!
Parece também que tentar fazer a população de boba tornou uma marca registrada da atual administração. O vereador Belmar Diniz, no uso da Tribuna Popular, atentou pelo fato do DAE estar “passando a carroça à frente dos bois”. Segundo o vereador, o aumento da Conta d’água estaria infligindo o Art. 39 da lei a 11.445/2007, que reza: “As tarifas serão fixadas de forma clara e objetiva, devendo os reajustes e as revisões serem tornados públicos com antecedência mínima de 30 (trinta) dias com relação à sua aplicação, porém, contrariando a lei, as contas já estariam sendo cobradas no mês do anúncio do reajuste. O fato foi levado ao conhecimento do Ministério Público e da acessória jurídica da Câmara que deram parecer favorável a denuncia do vereador. Conclusão, o DAE possivelmente terá que devolver o dinheiro à população que foi lesada.

Mudaram a data da Conferência Municipal da saúde
Esperada por muitos representantes de bairro, a Conferência Municipal da Saúde que aconteceria nos dias 30 e 31 deste mês foi adiada para os dias 13 e 14 do mês setembro. A impressão que se tem é que não há muito interesse da administração na divulgação do referido evento, uma vez que, como a saúde do município não vai lá muito boa das pernas, falar de saúde é falar de problema!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Assim fica difícil participar de reunião na Câmara...

Julgo o meu tempo como precioso. Afinal, passo o dia envolvida em afazeres que me subtraem muita energia. Mas, ainda assim, tenho me esforçado para participar das reuniões da Câmara de Vereadores de Monlevade. Muitas vezes optando pelas mesmas a agendas que, poderiam somar muito mais ao meu conhecimento e bem-estar.

Que me perdoem os nobres vereadores, pessoas que tenho estima e respeito, mas só vocês que ainda não atentaram para o quanto as reuniões vêm sendo improdutivas, para não dizer enfadonhas.  Muitos discursos evasivos, desfocados, num indo e vindo constante, nitidamente movidos à base do improviso. E, ontem então foi a gota d’água!

 Quando nos dirigimos à Câmara é porque estamos na expectativa de respostas! Na tarde de ontem, três associações utilizaram da Tribuna Popular com colocações importantíssimas no que tange a segurança da mulher, saúde e meio ambiente, no entanto, nossos nobres vereadores, acharam mais relevante debater sobre o que um pensa sobre o trabalho do outro. Problemas desta “magnitude” deveriam ser dispensados da pauta para serem resolvidos entre vocês, internamente, em sinal de respeito ao publico que vos assiste.

O curioso é que o uso da tribuna popular foi regulamentado, justamente para que a sociedade, representada pelas associações, não se “exceda” no uso fala. Ainda que discordando de alguns termos, cheguei a pensar que estaríamos caminhando para uma reestruturação da Câmara de vereadores, porém, após o episódio de ontem, vejo novamente minha esperança de tempos melhores descer pelo ralo.

Especialistas em comportamento humano afirmam que os bons exemplos devem vir de cima para baixo. Ou seja, devem vir do pai para o filho, do professor para o aluno ou do chefe que dá o exemplo ao seu subordinado. Porém, o que podemos observar no cenário político de Monlevade é que existe certa incoerência entre o que é dito e o que é feito.
Uma coisa é certa, a última coisa que Monlevade precisa no momento é vereador trocando insultos e acusações em reunião de Câmara! Já que o prefeito disse que "está difícil  por ordem na casa", só nos resta então, chamar o "síndico"!

 

sábado, 17 de agosto de 2013

Curtas


Cavalgada I
Todos os argumentos em relação ao não acontecimento da tradicional Cavalgada de Monlevade no Parque do Areão foram voto vencido, uma vez que o Ministério Público bateu o martelo e liberou a área. Se a argumentação ambiental foi inconsciente, talvez seja viável utilizar a Lei do Silêncio, porque se na Avenida Getúlio Vargas o som foi ensurdecedor imagina nas partes altas.

Cavalgada II
Se o objetivo da Cavalgada foi realizar um teste de propagação de som, perderam tempo, afinal o relevo de Monlevade assemelha-se a uma bacia, se retirar o problema do alto, ele recai nas para as partes baixas. Na linguagem popular, é varrer a sujeira para debaixo do tapete.

Cavalgada III
Pela primeira vez, após o tradicional desfile de abertura da Cavalgada, onde os animais lotam as ruas de estrume, houve o cuidado da administração municipal ou dos organizadores do evento em limpar “a sujeira”. Pelo menos na Avenida Getúlio Vargas pude perceber a presença de pessoas realizando a limpeza. Não sei de quem é o mérito, mas, parabéns pela iniciativa!

Denúncias
Nos últimos dias temos acompanhado denúncias importantes, uma envolvendo o Secretário de Meio Ambiente e outra envolvendo o Hospital Margarida. É importante que ambos os casos sejam apurados pelos órgãos competentes e que uma resposta seja dada a população o quanto antes.

Uma luz no fim do túnel

 Tudo indica que o prefeito Teófilo Torres concordou em conceder reajuste salarial aos servidores públicos municipal. Diga-se de passagem, a população de Monlevade já estava pelas medidas com este impasse. Além de ser um desrespeito aos professores, alunos e familiares, a sociedade era obrigada a conviver com o clima tenso das negociações.

Faça o que eu digo mais não faça o que eu faço
Sou favorável a qualquer manifestação popular, desde que a mesma seja pautada pela ordem e pelo respeito. O cidadão que exige a garantia de direito precisa respeitar os direitos dos seus semelhantes, principalmente no que tange a sua vida pessoal. Muitos líderes ao longo da história, como Nelson Mandela, deram uma lição para a humanidade na resolução de conflitos e promoção dos Direitos Humanos levando uma mensagem de paz em tempo de guerra. Incitar o povo na promoção da desordem, do desrespeito, na invasão de privacidade e violação de direito, é medir a população pela mesma régua dos políticos. Direitos e Deveres cabem a todos e o caminho para exigi-lo chama-se Constituição Federal e Ministério Público. O exercício da democracia precisa acompanhar a evolução do tempo, senão estaríamos ainda na “era do Cangaço”.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Heróis e vilões não nascem, são fabricados!

O texto manifesto “Dois Manés”, de autoria do professor e músico Tó Vilela
 foi publicado pelo A Notícia em abril de 2012. 

Como seria bom se tivéssemos uma visão de raio-x para enxergarmos o que há por detrás da “capa” do ser humano. Desde que o mundo é mundo, bem e mal andam juntos, lado a lado, e inegavelmente, um não existiria sem o outro,
O bem e o mal, tal como a verdade e a mentira, são valores universais antagônicos e relativos na forma de interpretação e aplicação individual, em função (sempre) da conveniência.
Aqueles que desconhecem o conceito de cidadania e comprometidos com os interesses pessoais na relação com a estrutura constitucional do poder e com os partidos políticos, estarão sempre prontos a criticar, destrutivamente, a visão dos que, comprometidos responsavelmente com as suas obrigações (dever) de cidadão, à margem de qualquer interesse pelo poder institucional exteriorizar as suas ideias e opiniões (independentemente da área de intervenção/abordagem), em defesa da sociedade como um todo.
Há tempos em João Monlevade temos a sensação de que em se tratando de política os personagens são, a um só tempo, santos e demônios, heróis e vilões, benfeitores e malfeitores; tudo depende de qual grupo político esta no poder.
Inclusive, como seria bom se todas as pessoas tivessem lido  a obra de Tó Vilela, "Os Dois Manés”, que tão bem exemplifica o transtorno bipolar que aflige a política monlevadense. Onde quase sempre o que vale são interesses dos mesmos grupos, bem mais preocupados com o umbigo que com a população, diga-se de passagem.
São por estas e por outras que muitos formadores estão jogando a toalha, porque realmente em se tratando de Monlevade fica difícil identificar quem são os heróis ou vilões.



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Curtas


Conferência, Seminário, Audiência e embromação.
Fico a me perguntar o porquê de tantos dispositivos inventados para ludibriar a população. É um gasto de tempo desnecessário, uma vez que nada é germinado além das falácias. Existem ideias e projetos que se perderam em meio aos discursos e papeladas. Recentemente aconteceu a Conferência Municipal dos Serviços Sociais e, fazendo um parâmetro com a que ocorreu no ano de 2012, pude observar que quase nada do que foi proposto foi cumprido. No final do mês teremos a Conferência Municipal da Saúde; seria muito bom se as entidades levassem as propostas apresentadas no ano passado para que pudéssemos verificar o que foi feito pela administração para melhorar a saúde da população de Monlevade.


Água mais cara e falta d’água.
Que a conta d’água em João Monlevade ficou mais cara já não é novidade. Mas talvez o que ninguém saiba é que o problema relacionado à falta d’água ainda não foi solucionado. Vários bairros estão amargando o problema que se arrasta desde a administração passada. A única diferença é que durante a administração do Prandini a população tinha acesso à rádio (da oposição) para “soltar a voz” e reclamar sobre o problema, porém agora, o assunto corre sobre “segredo de estado”.

Recorrer a quem?
Li uma reportagem no jornal A Notícia sobre o aniversário da Lei Maria da Penha onde a Delegada da Delegacia da Mulher de João Monlevade, Monique Moraes Bicalho, fala da necessidade da mulher realizar a denúncia do agressor. O gargalo do problema em Monlevade está além da denuncia.  Como não foi viabilizada a Rede de Atendimento à mulher vitima de violência , precisa-se saber quem irá dar o atendimento psicologico , juridico e social que as mulheres necessitam. A mulher para denunciar precisa ter a certeza de que irá ter com quem contar  após a denúncia.  

Fogo para todo lado!
 
A forma que a população de Monlevade encontrou para resolver o problema da sujeira da cidade foi o fogo. O mês de Agosto normalmente é considerado o mês de alerta para o Corpo de Bombeiros, porque o fogo associado ao clima seco e incidência de ventos, espalha rapidamente por grandes áreas, provocando incêndios em áreas urbanas e rurais.    Muitos incêndios são causados pelo fogo que as que as pessoas colocam para eliminar lixo ou folhas que caem das árvores. Ontem à noite flagrei uma situação destas em frente ao antigo Recanto Bougainville.É bom que os órgãos responsáveis estejam atentos a esta prática e principalmente é preciso que a administração municipal dê o exemplo, porque desde a gestão do Moreira que presenciamos funcionários da Prefeitura ateando fogo em material de capina.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Lei Maria da Penha e estupro em Monlevade


Eliana Piola durante Audiência Pública sobre
violência contra mulher
Ontem, 7 de agosto a Lei Maria da Penha completou sete anos.  A Ministra Eleonora Menicucci, destacou a importância da denúncia para a efetividade da lei e a punição aos agressores que cometem violência contra as mulheres. “Se as mulheres não denunciarem, não existe crime. Como podemos acabar com a impunidade sem a denúncia? Quero aqui chamar as mulheres para denunciar a violência contra qualquer mulher, criança ou adolescente”, disse a ministra.

Na manhã de hoje, lendo a matéria sobre o estupro de uma jovem no Bairro Loanda, publicada no jornal Bom Dia, penso que os questionamentos da Ministra adaptados à realidade de João Monlevade o deveriam ter um foco diferente: Para quem denunciar a agressão? Qual órgão está devidamente capacitado para receber a denúncia e dar o atendimento necessário à vítima?

Foi realizada recentemente uma audiência pública sobre a “Violência contra Mulher”, com o objetivo de fazer funcionar a Rede de Atendimento à mulher vítima de violência, onde a responsável pela audiência, Eliana Piola da Coordenadoria Estadual de Políticas Publicas para a Mulher, destacou a importância da implementação do serviço no município.

De lá para cá nada mudou! Não houve avanços. O Conselho da Mulher de João Monlevade vem numa tentativa frustrada, tentando reunir todos os atores do atendimento à rede como: Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), Centros de Referência de Atendimento à Mulher, CRAS (Centros de Referência da Assistência Social), Defensoria Pública, representantes dos Serviços de Saúde Especializados para o Atendimento dos Casos de Violência Contra a Mulher dentre outros. Porém, a maioria não comparece, não envia representante, nem documentos que apontem a demanda do município em relação à pauta.

O descaso da Defensoria Pública é o mais grave, porque, nem na Audiência Pública houve a preocupação de enviar representantes para responder possíveis questionamentos. 

João Monlevade precisa urgentemente tratar a questão da violência contra a mulher com a responsabilidade que o assunto necessita. E, sem articular a rede de proteção à mulher de forma que o município tenha condições de potencializar e fomentar ações que acelerem a implementação de importantes políticas públicas nesta área, certamente as mulheres continuarão à mercê da sorte!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Questão de ponto de vista.


Caso Telles
O vereador Telles não é o primeiro, nem será o último a “alocar conhecidos” no serviço público, até porque, a única forma de exterminar de vez com este tipo de prática é extinguir os cargos comissionados. Aliás, o fim dos cargos comissionados no serviço público iria prestar um serviço enorme para a sociedade, uma vez que, diminuiria a corrupção eleitoral. É que, por trás das campanhas eleitorais, existe um batalhão de pessoas que estão à procura de empregos, justamente por intermédio do famigerado cargo comissionado. Sem contar, que acabaria com as fraudes em folhas de pagamentos (e os funcionários fantasma), a contração de pessoas sem qualquer qualificação e preparo. Concluindo, cargo comissionado é ótimo para emperrar o serviço público, porque até o substituto entrar no “clima” da função, já esta na hora de ceder o cargo para outro.

Água mais cara.
A água não pode ser de graça como fez o ex-prefeito Carlos Moreira (PSDB) em sua gestão. Longe de ser um programa social, o projeto do ex-prefeito que isentava do pagamento os monlevadenses que gastavam até 10m³ de água por mês, só fez sucatear o DAE, deixando a cidade totalmente vulnerável à expansão imobiliária. Mas daí, o Prefeito Teófilo, que inclusive prometeu o retorno do programa na campanha eleitoral, aumentar Tarifa de água em 15%, sendo que o reajuste do salário mínimo de 2013 ficou na casa dos 9% e do servidor municipal 0 % é querer que o povo passe fome ou sede.
 
Adote uma praça e leve uma dúzia de mendigos de graça, como diria o Chico Franco.
A Prefeitura de João Monlevade lançou edital de chamada pública para empresas e entidades que quiserem aderir ao Programa de Adoção de Praças Públicas, no município. De autoria do Belmar Diniz ou do Sinval Dias, o objetivo é estimular parcerias entre o poder público e a iniciativa privada para que os possíveis voluntários mantenham a conservação das praças públicas.  O curioso é que a maioria delas esta habitada por mendigos e andarilhos . Resta saber se estes indivíduos estão incluídos no “pacote”. 
  O Ministério do Trabalho de Monlevade está de férias
 O Ministério do Trabalho de Monlevade está fechado há quase um mês.
 O motivo do fechamento é o afastamento da única funcionária responsável pelo serviço da unidade — ela está afastada cumprindo férias.
 O Ministério do Trabalho é um órgão federal, mas normalmente a responsabilidade da contratação de funcionários para o posto nos municípios fica a cargo da prefeitura, por meio de convênio, como é o caso de Monlevade. Em 2009 o ex-prefeito chegou a inaugurar a Agência Regional do Trabalho e Emprego de João Monlevade, vinculada ao Ministério do Trabalho, disponibilizando duas funcionárias.
Com a falta da funcionária da unidade, serviços relativos a carteiras de trabalho, seguro desemprego e recursos (procedimento necessário quando há o bloqueio de algum benefício) não são realizados, obrigando o funcionário a esperar ainda mais pela liberação do seguro desemprego.
Pelo visto, João Monlevade tem se dado muito bem no quesito retrocesso.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

A Praça do Povo e do Barulho!


Imagem ilustrativa
Nada contra as manifestações artísticas, porém, o direito de um, se estende até onde o direito do outro começa. Constantemente os shows na Praça do Povo têm se estendido muito além das 22horas, conforme o que determina a lei, perturbando o sono das pessoas que vivem nas proximidades. Na noite de sábado, 27/07 era possível ouvir o barulho à km de distância.
 O bem jurídico Sossego Público não é um bem disponível ou irrelevante. O silêncio é um direito do cidadão. O sono assegura a reparação da fadiga física e da fadiga mental ou nervosa do indivíduo. O sono é composto de várias etapas, cujas durações variam no curso da noite. Primeiramente, entramos num estagio de sono lento ou profundo, assegurando-se principalmente a reparação física. Na segunda parte, onde o sono rápido ou paradoxal é maior, assegura-se a reparação nervosa. Nas fases paradoxais, o sono é relativamente leve e pode ser perturbado por ruídos fracos, o que irá impedir ou entravar a reparação do sistema nervoso. Efeitos como aumento do ritmo cardíaco e da pressão arterial, dispneia, fraqueza, fadiga, dificuldade de concentração, alteração das glândulas suprarrenais, hipófise, dentre outras.
Acontece que, enquanto outros órgãos do sentido descansam durante o sono, os ouvidos se mantêm em estado de alerta. A audição funciona como um alarme e o cérebro produz adrenalina diante do perigo do ruído; concluindo o sistema de defesa continua o mesmo.

   O que determina a lei
A CF artigo 225, determina: “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, imponde-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. • A responsabilidade pelo dano ambiental independe da existência de culpa, nos termos do art. 14, parágrafo 1º, da Lei nº 6938/81, assim redigido: “Parágrafo 1º- Sem obstar a aplicação das penalidades previstas neste artigo, é o poluidor obrigado, independentemente da existência de culpa, a indenizar ou reparar, os danos causados ao meio ambiente e a terceiros, afetados por sua atividade. O Ministério Público da União e dos Estados terá legitimidade para propor ação de responsabilidade civil e criminal por danos causados ao meio ambiente.”.

Trocando em miúdos, quem se sentir lesado pelos “barulhos” fora de hora na Praça do Povo deve acionar o Ministério Público e fazer valer os seus direitos!

 

terça-feira, 30 de julho de 2013

“Votei no melhor e acertei no pior”!


Este foi o desabafo de um senhor na fila de um caixa de supermercado no centro da cidade na manhã de hoje. Indignado pelo descaso da administração municipal em relação à limpeza pública e manutenção das ruas, este senhor parecia ter acordado com o intuito de colocar para fora toda a sua revolta em relação ao “caos” instalado em Monlevade.
“Veja bem, (apontando para um veículo  que passava com um som estridente) isto é um absurdo! Oito horas da manhã e o sujeito passa na Avenida com este som deste jeito! Isto virou moda! Ninguém respeita nada! Quem mora perto da Praça do Povo não consegui dormir com a bagunça no dia de festa.  A Getúlio Vargas virou mercado, tem ambulante para todo lado e quem quiser andar que ande na rua, porque do passeio eles já tomaram conta! Absurdo! Absurdo! Monlevade não tem prefeito! Não tem polícia! E saber que eu votei nesta m@#%!”

Eu continuei ali, na “escutatória” sem esboçar nenhuma reação, enquanto o senhor continuava a reclamar e agora apoiado pelo caixa do supermercado que concordava com os relatos do cliente e ainda acrescentou: “Mas o senhor mora no centro! Precisa ir às periferias para ver a situação! Mato e buraco pra todo lado! Sem contar os opostos de saúde que não funcionam! Tem gente chorando a volta do Prandini”.
E como os itens já estavam terminando o senhor virou para o caixa e perguntou: _Será que Mauri está querendo se vingar do povo de Monlevade? O caixa somente franziu a testa e continuou seu trabalho.

Passei meu item no caixa, sai do supermercado e segui em frente, observando as pessoas, umas reclamando do lixo na calçada, outras desviando das caixas de papelão semeadas pelo passeio...  
A conclusão que chego é a seguinte, se fosse realizada hoje uma pesquisa de opinião sobre a administração Teófilo, os números de pessoas insatisfeitas seriam alarmantes! E, ainda que o prefeito consiga reverter esta situação, será impossível apagar da população a mácula gerada neste início de governo!  Ditado popular de grande peso: A primeira impressão é a que fica!

 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Casa da mãe Joana e dos filhos da mãe.


Como vem retratando o Jornal A Notícia, João Monlevade parece ser uma terra sem lei. Onde tudo é permitido, obstrução de vias públicas, carretas ao longo das avenidas, acomodação de entulhos e lixos e por aí a fora vai.

Mas, não podemos nos esquecer dos “filhos da mãe” que aproveitam das mazelas da nossa cidade para deixarem seus traços de destruição e desordem.

No início do mês a AMA-JM em parceria com a Estância Canteiro Verde levou ao Bosque do Ipê, no Bairro José de Alencar, quase 200 mudas de árvores nativas e frutíferas com o intuito de levar beleza, pássaros e melhorar a recarga hídrica do entorno. O plantio foi realizado com a ajuda de parceiros, dentre eles alguns vereadores, polícia de meio ambiente, escoteiros, ambientalistas, dentre outros.
Porém um indivíduo, talvez insatisfeito pelo mato deixado em volta do coveamento (que tinha como objetivo proteger o solo dos raios solares e facilitar a penetração da água) tratou logo de atear fogo e deixar o ambiente “limpo” do mato e das mudas.
 
Assim como o filho (a) da mãe do episódio Bosque do Ipê, vários moradores das cidades têm o costume de atear fogo no lixo, restos de podas e roçagem, em terrenos e espaços vazio com muito mato. Mesmo sendo nociva ao meio ambiente a saúde e proibida por lei, essa prática é comum em João Monlevade. O que estes indivíduos parecem não saber é que a fumaça gerada pela queima deste material é tóxica, gerando um aumento considerado no atendimento dos postos de saúde e hospitais, onde os principais afetados são crianças e idosos. Os problemas mais comuns são os respiratórios e irritação nos olhos. Sem contar o dano ambiental para a fauna e a flora, como no caso do Bosque do Ipê.
Para sanar ou pelo menos amenizar as queimadas feitas em áreas urbanas, o Poder Público precisa realizar algumas ações preventivas. Como a identificação antecipada dos locais propícios a queimar, notificando os proprietários e dando prazo para limpeza, além também da correta manutenção espaços vazios do Município.

Paralelamente cabe a sociedade fazer a sua parte denunciando os vândalos que ateiam fogo, e comunicando o mais rápido possível a brigada de incêndio e a Polícia, para que possam identificar e prender esses criminosos. A queimada urbana é uma fonte de poluição evitável, por isso a educação ambiental é fundamental nessa questão.
Para se colocar “ordem na casa” é preciso que todos os elementos estejam dispostos a dar a sua contribuição.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Parece piada: Campanha contra o câncer de mama sem mamógrafos.


Municípios com demanda reprimida de mamografias deveriam
 mudara "cor" da campanha Outubro Rosa para
 Outubro Vermelho , de vergonha.
Nosso país é ótimo no quesito campanhas preventivas contra o câncer de mama; temos o Dia Nacional da Mamografia, Outubro Rosa além de outras campanhas promovidas por várias instituições, que têm por objetivo alertar as mulheres para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama. O objetivo é levar as mulheres à unidade de saúde para realizarem a mamografia. No entanto há uma demanda reprimida de mamografia por todo país, (como o caso de João Monlevade) devido à falta de manutenção ou inexistência de mamógrafos nas unidades do SUS.

O problema não é de agora, tanto que, para tentar reverter o quadro, no dia 22 de março do ano passado foi assinado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, , o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia – PNQM. Que por enquanto, parece ter valor somente no papel.
Dados apontam que vários mamógrafos do Sistema Único de Saúde (SUS) ainda estão sem uso. Isso tudo faz pensar: como esses mamógrafos, que custam tão caro aos cofres públicos, podem estar parados, enquanto tantas mulheres precisam fazer o exame de mama, com urgência?

De que adianta as mulheres serem orientadas a fazerem a mamografia se têm que ficar aguardando meses pelo exame? É preciso garantir paralelamente que a mamografia esteja disponível para todas as mulheres e em todas as regiões. A unidade de mamografia móvel seria uma solução. Aliás, várias cidades já estão  adotando a medida em parceria com o Ministério da Saúde, e aí Monlevade, qual é a dificuldade? 

sábado, 13 de julho de 2013

Sob a cortina do medo.

     Ontem fui informada que um agente policial teria cometido abuso de autoridade ao autuar um idoso. Após ouvir o relato do ocorrido, aconselhei aos familiares que o ato fosse denunciado á Corregedoria, mas para minha surpresa, a resposta foi negativa pelo fato do oficial ter fama de ser perseguidor de família.

Atitudes de “ostracismo” como esta, faz com que alguns agentes públicos continuem a impor uma sensação de inquietude na sociedade. Todo funcionário público que vislumbra um autoritarismo desgrenhado, desvinculado de necessidade real, precisa ser denunciado, sob a pena de continuar disseminando o “terror”.
Por outro lado, o medo da vítima em denunciar pode ser justificado pela descrença no nosso poder judiciário; moroso e cheio de “brechas”, este acaba jogando por terra a “coragem” do delator. Prevalece então a política do ninguém viu, ninguém ouviu, não é comigo.

Trazendo para o campo político a situação não é muito diferente. Muitos absurdos não são denunciados por medo de “represálias”. Abro um parêntese para certas personalidades monlevadenses como o Grupo Transparência, Marcelo Barbosa, Chico franco e outros tantos, que, elogiados por alguns e criticados por outros, dispensam a “cortina do medo” ao enfrentar “os gigantes”.
Concluindo, a luta solitária pelo exercício dos nossos direitos é difícil. É preciso que a sociedade se organize. Não podemos abaixar a cabeça para as mazelas impostas por um sistema notoriamente falido.  Sem lutas de massa, ação e reforma política a mudança não acontece.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Mandato sem legitimidade é assim mesmo!

Faltam-me palavras para definir o que tem sido a atuação do vereador José Lascado (PSDB) na Câmara Municipal de Monlevade. Aliás, diga-se de passagem, que covardia! Na tentativa de fazê-lo “voz” do governo, estão expondo o vereador ao ridículo! E na reunião da Câmara na noite de ontem, 21/05,  ficou mais uma vez evidente que o nobre vereador atua como “pau mandado”. A mais nova presepada foi pedir vistas à solicitação de Audiência Pública para apurar as questões que tangem a educação no município, requerida pelo vereador Belmar Diniz (PT), mesmo após ter ouvido todas as denúncias e apelos na tribuna e presenciado o manifesto dos professores.

É sabido que Vereadores de situação nada questionam por se apresentarem como “parceiros” do Executivo. São "aconselhados" a fazer e fazem! Mas, daí ficar como lagartixa, só balançando a cabeça, dizendo sim a tudo que é “orquestrado” é subestimar a inteligência do povo e assinar a sentença de morte.
A postura dos nossos vereadores (ainda que de situação) pode e precisa ser diferente! Precisa ter identidade. Passar crédito. Precisamos enxergar autonomia em suas decisões; e ainda que tenham que “acatar” aos pedidos do Executivo, que o faça de maneira inteligente, sem se prestarem ao papel de “marionetes”! Afinal, as leis e seus eleitores estão do seu lado.
Muitos absurdos ocorrem porque o Legislativo não sabe a força que tem e acha que o Executivo é um poder absoluto. É preciso que nossos vereadores tenham noção do poder que têm e se valorizem!