sábado, 3 de setembro de 2011

Parece não existir lei para caloteiros!

Vendo uma reportagem sobre o  Sérgio Naya que morreu sem pagar o que devia, lembrei-me de alguns caloteiros espalhados por Monlevade. Como trabalhei em comércio falo com conhecimento de causa. Lembro-me de um fato ocorrido e este merece destaque: Há oito anos atrás, estávamos eu, grávida de meu caçula, meu marido e meu outro filho, que na época tinha 3 anos, dentro do nosso carro; quando um veículo bateu na nossa traseira. Foi um susto tremendo, mas graças à  Deus, sem vítimas. Porém, a parte traseira de nosso carro ficou bem danificada. O ocorrido foi na Avenida Wilson Alvarenga e o condutor do tal veículo dirigia com um braço engessado. Quando meu marido foi abordá-lo verificou que havia uma criança que chorava muito devido ao susto. Mesmo, relatando que havia saído do clube da cerveja ás pressas para  buscar a carteira que havia esquecido em casa e  distraiu-se ao volante, meu marido confiou no sujeito (que afirmou que pagaria as despesas) e não chamou a polícia por causa do filho dele, que tinha a mesma idade do nosso e estava descontrolado. Meu marido consertou o carro e ligou várias vezes para o sujeito que ficou naquela de "vou passar aí". Cansado, depois de seis meses de insistência, passou a incumbência a mim. Liguei, a esposa atendeu e foi logo perguntando o assunto. Quando comecei a relatar o ocorrido, a mesma começou a dar piti, alegando que estava grávida e que poderia perder o filho. Como não tenho trava na língua retruquei: “Quando seu marido bêbado e engessado bateu no nosso carro eu também estava grávida!” Dei o caso por encerrado e ficamos no prejuízo. Mas nada como um dia atrás do outro! Mentira tem perna curta! O que a mulher do sujeito não contava é que eu a conhecia. Um ano se passou e por coincidência nossos filhos vieram a estudar na mesma escola e eram colegas de sala. Numa reunião de pais, sentei ao lado dela com meu bebê no colo e perguntei pelo dela. Tamanha foi minha surpresa com a resposta: “O meu caçula é o que estuda com o seu filho, tenho outro, mas é mais velho!”. Então indaguei: Mas você não estava grávida há um ano atrás? “EU? Meu marido é vasectomizado.", respondeu a gargalhadas. E eu lógico não me contive: Pois então sua mentirosa, no dia que o caloteiro e irresponsável do seu marido bateu na traseira do nosso carro, eu sim, poderia ter perdido o meu filho, este que está aqui no meu colo! A distinta se levantou e até hoje se esquiva de mim!  

2 comentários:

CÉLIO LIMA disse...

Você e eu estamos errados e ferrados, Eliane. Melhor esquecer estes pequenos detalhes que transformam um bicho irracional num ser humano. Como, por exemplo, cumprir a palavra empenhada e respeitar a construção do suor alheio. A moral dominante não é a nossa. Que Deus se apiede destas almas apodrecidas, que vivem do calote. Inclusive o financeiro...

Eliane Araújo disse...

Meu amigo, se eu for lhe contar a minha história debaixo de um pé de amoras...

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